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05 março, 2009

"Descobrir PORTUGAL" ultrapassa a barreira dos mil membros!

descobrir portugal ultrapassa a barreira dos 1000 membros. Aquele que já era o maior grupo de Língua Portuguesa no Plaxo reforça a sua posição a afirma-se como referência na divulgação das coisas portuguesas.

A justificação da sua existência vem logo na descrição do Grupo:

"Porque há PAÍS e ROSTOS para mergulhar descobrir e... saborear!
Todas as enseadas e horizontes. Entre cores, e sentimentos, paisagens e sonhos, sons, sabores e saberes.

Porque estamos aqui, gostamos, desesperamos, apostamos, temos vontades e raivas.
Neste chão ou nos mares da diáspora, em português conversamos, conhecemos e discutimos.

O QUE QUISERMOS! QUANDO QUISERMOS E SOUBERMOS!"

As adesões a este Grupo de compartilhamento de mensagens, fotos e vídeos que contam a descoberta de Portugal pode ser feita aqui.

27 janeiro, 2009

É este o modelo de "desenvolvimento" que querem? Fiquem com ele! Obrigado.

Vem aí mais uma ofensiva do betão:
morrem aldeias à mingua
mas salvam-se os bancos…
É a crise, dizem-nos!

Penalva de Alva, 17 de Janeiro de 2009

Eu, cidadão abaixo-assinado, escriba de profissão e jornalista por vício, venho por este meio declarar publicamente que – nunca tendo obtido lucro de especulação imobiliária ou de jogo na bolsa, nunca tendo frequentado “offshores” ou paraísos fiscais, nunca tendo pertencido á administração de loja bancária, para-bancária, ou de penhores, nunca tendo exercido responsabilidades de controlo bolsista ou de supervisão banqueira, nunca tendo experimentado financiamentos públicos, fundos perdidos, avales ou contrapartidas do Estado – me considero inocente em relação às causas efeitos e consequências do (anteriormente) chamado “crescimento negativo”, agora (já oficialmente) denominado por “recessão” e que futuramente poderá vir a ser conhecido como “deflação”.

(...)
A varanda abre-se para a encosta, prolonga-se até ao vale… a esta hora apenas suspeitado no novelo branco que cobre o Alva: um carreiro de nevoeiro que pesponta o desenho do rio.
Manhã clara de sol, com Estrela e o Açor no horizonte e, à riba do Alva, a meio dos cumes, a Aldeia das Dez e a adivinhação da estrada para a Senhora das Preces.
(..)
Vinha de uma reunião, uma assembleia, que deu para que ficasse a pensar nessa tal crise da Economia Global, enquanto ouvia gente – na sua maioria rostos já percorridos pelos sulcos da idade – interrogar o futuro dos seus pinhais ameaçados por espécies vegetais invasoras, larvas assassinas, incêndios destruidores e intermediários madeireiros que lhe levam quase tudo.

(...) deverá parecer estranho que uma meia centena de pessoas de umas aldeias à volta estivesse ali para ouvir notícias de bloqueios às ajudas de manutenção dos seus soutos e pinhais, de Planos de Gestão Florestal, de belezas e aproveitamento de medronheiros (com virtudes de aguardente de medronho), de preservação de azevinhos e azeireiros (de que o autor destas linhas, confessa, nunca tinha ouvido falar).
(...)
E fui assaltado por recordações de infância preenchidas pela figura dos guarda-republicanos a cavalo perseguindo gentes da freguesia de Sampriz (Ponte da Barca) pelo crime de levarem as suas ovelhas a pastar nos baldios do povo… de que os Florestais se haviam apossado. A par de umas palavras, ouvidas já não sei bem em que Minho ou Trás-os-Montes, que interrogavam sobre o que haveria hoje para funcionários e activistas ambientais poderem reclamar como objecto de preservação… não fora gerações e gerações de agricultores e pastores terem mantido um são convívio com o meio ambiente que habitavam; E se, defesa da diversidade das formas de vida, não deveria incluir preocupação e empenho em relação aos exemplares da espécie humana que compartilham (também) esses territórios.

(...) Num pais cada vez mais macrocéfalo, com metrópoles onde se amontoa gente e problemas de toda a espécie, aldeias que vão morrendo à mingua de habitantes e vilas, (elas mesmo) condenadas à extinção.
O betão semeado a esmo em nome do progresso, sem medidas de revitalização do tecido económico e social local, não significa vida melhor nem fixação de populações. E as auto-estradas levam mais do que trazem…

É este modelo de “Desenvolvimento” que querem para o nosso futuro como país e nação? Fiquem com ele. Obrigado!
(...)




Excertos de um texto originariamente publicado na revista
Café Portugal.
Na íntegra aqui
.

30 dezembro, 2008

Invente o seu Ano Feliz! Faça boas Festas!

Não sei se é um desejo, se um recado ou um desafio...

Para fazer seu o cartão que aqui lhe deixo, terá apenas de clicar sobre ele. As imagens dizem aquilo que eu não tive arte para pôr em texto.

E, seja como fôr, tente construir o seu Ano Feliz e... não se esqueça das Festas!

Café Portugal - Invente o seu Ano Feliz! Faça boas Festas

20 dezembro, 2008

De Cabo Verde, do Nuno, do ano que aí vem...

Para o Novo Ano, os votos que atravessam o mar desde Cabo Verde. São do Nuno Rebocho.

Aqui os fazemos nossos. E compartilhamos com todos que gostam de nos frequentar e... de ficar á conversa na esplanada do Café Portugal.

A todos (amigos e inimigos): BOM ANO 2009

IRREDENTA ESPERANÇA


escondo-me no saco dos brinquedos:
ainda aí guardo esperanças e segredos
fechados a sete chaves.
deles por enquanto nada direi
- quero-os irredentos
puros (sagrados)
como serão os corpos nos noivados
e são as mulheres que eu amei.


escondo-me mas não deserto. fico
à espreita na tocaia a que me dedico
sempre à espera de novidades.
sei que virá o tempo
de abrir o saco
e sacar lá de dentro outro pacto
com a chuva com o sol e com o vento.


eu sei: virá o tempo. e então direi
quanto esteve sufocado e conservei
com força de medrar e viço
e alma. direi o chão
da aventura
regada pela viva água da ternura
onde por nossas mãos brotará o pão.


eu sei: virá o tempo.




Nuno Rebocho
15 Dezembro 2008

19 dezembro, 2008

São eles que dizem: CAFÉ PORTUGAL em 1º lugar

Café Portugal - Tabela TechnoratiO Café Portugal aparece em primeiro lugar nos números do Technorati em relação aos blogues portugueses que abordam a área do Turismo.

O "Fugas", blogue do suplemento com o mesmo nome do jornal "O Público". surge em 2º lugar.

Aqui não há mérito nenhum nosso: ele cabe por inteiro a todos os blogues que decidiram colocar um link para este nosso Café.

Obrigado e... apareçam quando quiserem. A porta do estabelecimento está sempre aberta e à vossa espera!

17 dezembro, 2008

"CAFÉ PORTUGAL, Prazeres de Viagem e Passeio", uma nova revista electrónica para contar o país

De viagens e passeios, de aventuras e prazeres se faz a nova Revista Electrónica que vem alargar a rede do Café Portugal.

Desafio-vos a passar por lá e a uma navegação sem escolhos mas com muitas surpresas de caminhos e paisagens.

Nasceu agora. Está à espera das vossas opiniões e achegas. Mas já está a dar que falar...


O seu lançamento ocorreu na passada sexta feira no decorrer de um jantar com uma vintena de profissionais da Comunicação Social no restaurante "A Maria" no Alandroal. no âmbito do Passeio de Jornalistas às Terras do Grande Lago.

Noticiava a Agência Lusa que "divulgar o papel do turismo no desenvolvimento regional é o principal objectivo do “Café Portugal, Prazeres de Viagem e Passeio”.

“www.cafeportugal.net” é o projecto de um jornalista com mais de 20 anos de “vício de andarilho pelas terras da língua portuguesa", em busca dos rostos e paisagens que serviram de pano de fundo a programas de rádio como o “Passeio das Virtudes”, “Chão da Festa” e “Feira Franca”, contou à Lusa o fundador da revista, Rui Dias José.


"Construir uma revista pode ser um acto de enamoramento ou de apaixonamento: Perseguindo uma ideia... um projecto; buscando formas diferentes de contar e de dizer, equacionando diversificadas tecnologias e apostando em novos públicos" - escreve-se na num dos textos de apresentação da nova publicação electrónica.

Entre as reacções na net, ao surgimento deste novo espaço de notícia e debate, destacam-se aqui as do Açoriano Oriental do Repórter do Marão e do Diário dos Açores.


27 novembro, 2008

Cruzando rostos e palavras... este blogue só se podia chamar CAFÉ PORTUGAL!

Quis este blogue como ponto de encontro e convívio, espaço de cavaqueira e de descoberta/divulgação de rostos, paisagens, vontades, sons e sabores deste país.
O nome "Café Portugal" surge como celebração dos cafés que, em todas as terras, foram cenários de conversas, de alegrias, de disputas e de vidas.
Ao longo da minhas jornadas de andarilho da rádio, o café principal ou o largo maior da uma terra eram sempre os lugares preferenciais de emissões, que gostava com gente à volta e à vista de todos...
Não se estranha portanto que tenha assumido esta designação de marca...

Chegou-me agora, à guisa de comentário a um post, um texto de João Galvão Teles carregado de ecos das memórias do saudoso "Café Portugal" do Rossio, em Lisboa.
Não resisto em trazê-lo para a "boca de cena". Que me desculpe o autor, pelo abuso.

Há muito tempo que tenho recebido esta "newsletter" com o nome de "Café Portugal". Nunca achei em nenhuma altura até agora, que fosse ocasião de comentar esta questão, pois, além da graça da coincidência, nunca mal nenhum vi na actual utilização deste nome.

Agora, porém, com a polémica sobre o uso do nome (ou marca) "Café Portugal", achei boa altura para contar o que ouvi, há já muitos anos, a um tio meu, de nome Alberto, irmão de meu Pai.

Diga-se, entretanto, que o meu Avô, Adriano Teles, conjuntamente com outros e diferentes sócios, foi o fundador dos diferentes cafés "Brasileira" que existiram em Portugal (Chiado, Rossio, Coimbra, Porto e Braga) e mesmo até em Sevilha, dos quais, tanto que eu saiba, só as Brasileiras do Chiado e de Braga ainda permanecem activas.

Foi ainda o meu Avô, anos mais tarde, quando já tinha largado a gestão das Brasileiras, fundador da "Paulistana", que ficava na Av. Fontes Pereira de Melo, já perto do Saldanha.

Contou-me, então o meu tio, quando as Brasileiras ainda eram património da família, que foi fundado no Rossio um luxuoso café chamado precisamente "Café Portugal". Falou-me das, para a época, grandiosas obras de engenharia que obrigaram a levantar o prédio com macacos hidráulicos, por causa da água do rio que, como se sabe, chega junto do teatro D. Maria II.

A sua inauguração terá dado brado na época, pelo luxo e pela sua modernidade. Fiquei com a impressão de que o café ficaria na esquina do Rossio com o largo D. João da Câmara, pois tenho, além disso, a vaga ideia de, quando era novo, lá passar e vê-lo, já fechado, mas com o nome ainda na fachada.

Fica aqui, e com o valor que tem a tradição oral, este contributo para o nome do "Café Portugal".

Com os melhores cumprimentos.


João Galvão Teles


Obrigado pelo seu saboroso comentário.
De conteúdo tão rico que assumi a ousadia de o transpor para esta área do blogue, para que ganhasse a visibilidade que merece.

Tempos houve em que... se quase todas as terras tinham um Rossio, quase todas tinham também um "Café Portugal". E...quase todos eles se foram!

15 novembro, 2008

O Princípio da Universalidade da Lei não se aplica a todos?

Esperar-se-ia que DE CIMA viesse exemplo de respeito pelas das Leis da República.
Não se entende que uma iniciativa de Presidência (ou a que a Presidência decide ligar-se) utilize a designação Café Portugal, conflituando com direitos protegidos e salvaguardados por anterior Registo Legal.



Detemos a Marca Nacional nº384622 (INPI - Instituto Nacional da Propriedade Industrial).


Ao longo destes anos (com essa "denominação de marca", com os Passeios de Jornalistas e outras iniciativas) fizemos pela divulgação das realidades das terras do interior - as tais que... ficando longe das auto-estradas também ficam fora das rotas da chamada "Grande Informação" - mais do que algumas Presidências.



Como nos recusamos a crer que este menor respeito pela Lei tenha carácter intencional, aguardamos - em simultâneo com a correcção/reparação desta situação - que seja possível perceber quem (da legião de assessores da Presidência) se esqueceu de fazer os trabalhos de casa.

pelo Café Portugal
RUI DIAS JOSE

13 novembro, 2008

Caí-nos um "dardo" em cima. (2)

Um ataque destes...
tinha de merecer retaliação!


Fica claro (expressamente afirmado e dito!) que as minhas escolhas para os "Premios Dardos" têm na base relações de amizade, proximidade ou identificação. Sou humano como os demais e, na teia de relações na net, gosto, quero, apaixono-me... Tudo é portanto subjectivo. E ainda bem!

As minhas escolhas não ficariam por aqui... por isso tenho de pedir desculpa a tanta gente que ficou de fora. Mas aí vai a indicação dos 15 blogues para os "Dardos":
A Origem das Espécies
Águas do Sul
Atento
Câmara Corporativa
Cão com pulgas
Claro
e-konoklasta
Guilhermina Suggia
IRREAL TV
Linhas de Pensamento
NimbyPolis
O Bico de Gaz
Oficina das Ideias
Porosidade Etérea
Porto Croft

12 novembro, 2008

Caíu-nos um "dardo" em cima. (1)

Já está identificado o responsável pelo acto!

Não sei bem donde partiram, nem quem os terá criado. Os dados disponíveis indicam que terão tido origem em Espanha. Mas não passaram para este lado da fronteira. No entanto, atravessaram o Atlântico e atacaram - por exemplo - no Brasil.
Agora já estão por cá e andam a atingir alguns Blogues.

Falo dos "Prémios Dardo". Caíu-nos um em cima, arremessado... pela Aldraba!

'Café
Dizem-nos que eles se destinam a "distinguir os blogues que contribuem de forma significativa para o enriquecimento da cultura virtual, através da veiculação de valores culturais, éticos, literários, pessoais... premiando os blogueiros que demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo e através das formas de comunicação que utilizam para o expressar. Estes selos, foram criados com a intenção de promover o salutar convívio entre os bloggers e como forma de demonstrar carinho e, reconhecimento por um trabalho, que agregue valor à Web."

Quem recebe o “Prémio Dardos” (e o aceita) deve:
  1. Exibir a respectiva marca /imagem;

  2. Linkar o blog através do qual recebeu o prémio;

  3. Escolher quinze (15) outros blogs aos quais atribuirá o "Prémio Dardos".
Café Portugal - Aldraba (logo)

Bem... eu agradeço àquela gente da
Aldraba por se ter lembrado de nós. Mas, bem vistas as coisas, não deveria mesmo haver lugar para gratidões ou agradecimentos em relação a quem ainda vem inventar (acrescentar) mais um problema: Quais os 15 blogues a indicar para este prémio?

27 outubro, 2008

Convertido à terra em Moimenta da Beira...

Nós já desconfiávamos… mas agora vem o António Bondoso dissipar todas as dúvidas:

A BATATA NÃO TEM LÓGICA!

Uma exclamação de velho jornalista, de horizontes vastos e temporadas largas por São Tomé, pelo Porto, por Macau. Um camarada deste vício das notícias agora convertido à terra em Moimenta da Beira.


“E as batatas, os nabos, a fruta ? Não obedecendo aos critérios dos gabinetes de Bruxelas, não estando normalizadas - nada feito! Para deitar fora ou para vender ao desbarato ! O lucro - apenas para os intermediários ! Nem a tentativa das Cooperativas resultou !
(…)
Em vez de se perceber a lógica da batata, ficamos surpreendidos por ver que a batata não tem lógica !
(…)
É preferível dar o produto da terra do que o vender com prejuízo, abaixo do preço do custo de produção.”


Um excerto para abrir o apetite pelo Palavras em Viagem.

E, por favor, António. Não desistas da agricultura. Já quase não há. Compramos tudo fora. E ainda fazem celebrações gastronómicas... Para celebrar o quê? Se, em termos agrícolas, quase tudo vem da estranja...

(Continuo a não perceber como se pode fazer gastronomia portuguesa sem produtos portugueses. Deixem estar. Deve ser embirração minha!)

10 agosto, 2008

Antunes Amor, velho camarada, ficamos à tua espera!

Companheiro de longos e bons anos nestas nossas incursões país adentro, as fotografias que realiza (e connosco compartilha) são indissociáveis da história do Passeio de Jornalistas.

Café Portugal - Antunes Amor
Sujeito a uma delicada intervenção cirúrgica, Antunes Amor passa agora por momentos dificeis. Fica a aqui a nossa solidariedade e os desejos de rápidas melhoras e de completo restabelecimento.

Antunes, não dispensamos a tua presença , em Setembro, na incursão ao Alto Minho.
Por isso vê se te pões bom depressa.

28 julho, 2008

"Autoestradas do Atlântico" nega validade a documento da... "Autoestradas do Atlântico"!!!

Um Título de Portagem emitido pela Autoestradas do Atlântico não é reconhecido pela própria Autoestradas do Atlântico cerca de 30 minutos depois da sua emissão. Aconteceu ontem (domingo, 27 de Julho de 2008).

Autoestradas do Atlântico - 080727Está reproduzido aí ao lado (clique na imagem para verificar pormenores). Foi emitido (presencial, e manualmente, por um funcionário da Autoestradas do Atlântico) no edifício de controle daquela empresa na Portagem do Bombarral (Titulo: 0819RESERVA 9902115).

35 quilómetros depois, na Portagem de Loures, a Autoestradas do Atlântico recusava-se a aceitar como válido o Título emitido pela Autoestradas do Atlântico meia hora antes. E pretendia cobrar mais de 40€ por um percurso a que equivalia uma portagem de 4.35€. Como diria um velho amigo meu:

"só não os mando ir roubar para a estrada porque... eles já lá estão!".


Obviamente não paguei.
E irei, por todos os meios legais ao meu alcance denunciar esta imoralidade e esta ilegitimidade.

15 maio, 2008

O Regresso aos Açores ou... de como um jornalista também tem direito a sentimentos, emoções e memória


Alguns jornalistas que comigo abalaram nesta Aventura Açores estranharam a largueza do cumprimento que me foi dispensado pelo porteiro da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo quando nos reencontrámos na visita àqueles Paços do Concelho. Somos conhecidos velhos... E ele já me ajudou a resolver muitos problemas logísticos em emissões de rádio diversas (para a Antena 1 do Continente e dos Açores).

Foi para mim estranho e aliciante a um tempo ver-me de novo naquela Salão Nobre que - a par da Praça Velha - já foi cenário de alguns dos meus labores profissionais. Mas, desta vez, estava ali para uma magnífica aula desse Grande Senhor que dá pelo nome de Pires Borges (um misto de cultura e humanidade com abertura de espírito para uma piada acerada ou uma brincadeira ingénua).

******

Não me venham com essa de que, em nome de objectividades e distanciamentos, um jornalista tem de ser castrado de sentimentos e emoções. Isso, cidadão no pleno uso dos meus direitos pessoais e cívicos, não aceito. E já não tenho idade para emendas...

******

Cada ida aos Açores é uma romagem por alguns rostos que me habituei a respeitar (outros... nem por isso). E que sorte eu tenho de ter conhecido alguns deles...


Gostava de me ter reencontrado, em São Jorge, com um continental que avistei ainda gerente bancário na ilha que tinha adoptado como sua. Foi ele que, nos idos de 80, me ensinou as fajãs e o polvo do Alberto (na do Ouvidor). Foi ele que me ensinou a gostar dos Açores e a lá voltar sempre que posso.

Fui recebido em casa de Orlando Bretão e ainda devo simpatias ao irmão, naquelas fugazes passagens pelo Aeroporto das Lajes. Não consigo esquecer que estava em Angra na noite do mais recente sismo do Faial - em trânsito para um Feira Franca nas Flores. Ou que me coube a mim, oito dias depois da tragédia, assegurar umas 3 horas de directo (num sábado) e mais umas duas no domingo, na Ribeira Quente. A meias com a Judite Jorge, naquele café em que as cores do vestuário negro do empregado me diziam que ele era o irmão e o tio da mulher e da criança que haviam morrido soterrados, com pai e marido nas lides na pesca e a só saber da notícia depois do regresso a terra.

Os meus Açores são sentimentos, memórias de deslumbramentos e conversas, conhecimentos travados à pressa - porque o tempo era escasso e a ânsia e os limites eram muitos.

Numa noite conhecia o professor José Bértolo, no balcão do Café de Santa Cruz da Graciosa, para na noite seguinte estar naquela suculento jantar confeccionado pelo guarda fiscal, e que havia de terminar num piano dolorido com umas notas difíceis ... que os dedos já não ajudavam. A mesma Santa Cruz a que haveria de voltar para ver o Padre Simões Borges quase esquecer um casamento porque havia umas cordas de viola da terra para fazer vibrar e viver. em directo para o mundo língua portuguesa

Tive a dita de poder conviver com um velho marinheiro (que nunca pilotou nenhum barco mas velou por bastantes) João Quaresma da Madalena do Pico. Honro-me das conversas com Ermelindo Ávila, da navegação com Mestre Augusto - naquela lancha carregada de jornalistas a caminho do Corvo - dos encontros com José Azevedo (o Peter). Orgulho-me de ter privado com esse maestro da gastronomia e da arte de bem receber e de bem passear (tão maltratado pela vida, pelas promessas dos políticos e pela agiotagem bancária) o Garcia do "Snack Bar Pico". Não esqueço aquele mestre do "Terra Alta" que me guiou na minha primeira navegação no Canal de Nemésio e me ensinou o que era um "boca aberta".

E recordo cores, cheiros, sons e sabores... Como pode um homem deixar esvair a memória de um pôr do sol na Fajã Grande das Flores, uma descida à Caldeira da Graciosa, uma lagoa de São Miguel, o negro e o suor dos currais do Pico, a Praia Formosa de Santa Maria, o verde intenso São Jorge, as vistas do Porto da Horta, as ruas de Angra ou os horizontes da Serra dos Cumes? Como pode um homem esquecer a intensidade daquele serão corvino onde a "Saudade" cantada e dançada era catarse, angústia e alegria a um tempo só. Que saudades… Dr. Cardigos.

Por tudo isto, mas sobretudo pelo que não cabe aqui (ou que eu não quererei desvendar em público - afinal sou um tímido e os Açores são a melhor terra para namorar e acariciar) tinha de ser feito este regresso ao arquipélago.

Ainda não sei como é que vou conseguir os financiamentos, mas garanto que daqui a uns dois anos o Passeio de Jornalistas vai estar de novo nas Ilhas de Bruma. Podem estar certos disso!

Até lá!

Destaque para o PASSEIO DE JORNALISTAS na imprensa Açoriana

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Jornal "A União"
O Passeio de Jornalistas nos Açores foi notícia de destaque na edição de 14 de Maio do diário açoriano A União.

Na fotografia de capa retrata-se a visita, dos profissionais da Comunicação que integraram a Aventura Açores, a uma padaria artesanal da Ilha de São Jorge onde estava a ser confeccionado o pão e a massa sovada destinados às Sopas do Espírito Santo.

Além da referência de 1º Página. aquele matutino dedica uma página inteira à iniciativa que levou uma vintena de jornalistas a quatro ilhas dos Açores. Pode ser consultada aqui.

28 abril, 2008

Faial, Pico, São Jorge, Terceira - a Dimensão da AVENTURA

boomp3.com

Lira - Música tradicional dos Açores

Interpretação: Grupo de Violas da Ilha Terceira - In Arquivos sonoros de Ernesto Veiga de Oliveira, Benjamim Pereira, Universidade do Minho.



* 20 Jornalistas * 12 dias * 4 ilhas * 8 concelhos
* 3 aviões * 2 barcos * 4 hoteis
* 460 refeições * 220 dormidas
* uma AVENTURA AÇORES
* um PASSEIO DE JORNALISTAS

Faial / Pico / São Jorge / Terceira


Consulte aqui o
Roteiro de Viagem
da Operação Açores
Ideia / Projecto
Planeamento / Organização
Rui Dias José
Apoio LogísticoTurangra
Data de realização01/12-Maio-2008

31 março, 2008

Do Faial às Velas: uma carta de há 10 anos...

boomp3.com

Saudade - Música tradicional dos Açores

Interpretação: Grupo de Violas da Ilha Terceira - In Arquivos sonoros de Ernesto Veiga de Oliveira, Benjamim Pereira, Universidade do Minho.


Velas, 15 de Maio de 1997

É já em Velas de São Jorge que te escrevo esta carta. Desta vez não fui ao Pico, passei-o, de longe, divisando-lhe as casas numa manhã de brumas, tentando adivinhar o cume da ilha por entre um colar de nuvens que ora encobria ora deixava a descoberto aquela ponta de seio que brotou da última erupção.

Eram umas nove da manhã quando, com o meu séquito de maletas, desemboquei no cais da Horta. Àquela hora pleno de movimento, com o Cruzeiro do Canal
a arribar, cheio, da Madalena do Pico.

O
Lusitânia
fez-se ao mar com cinco minutos de atraso em relação às previstas nove e meia. Como que para se despedir do Faial e nos deixar na mente uma visão panorâmica da Horta... uma rotação de quase 180 graus até apontar à saída do porto.

A cidade, primeiro, a ilha toda, depois, vai-se convertendo em visão cada vez mais distanciada que contemplo à popa.

Galgadas algumas ondas, para trás fica a marina. E, no anfiteatro que é aquela encosta da ilha, as igrejas (casamento, a um tempo imponente e agressivo, do branco da cal e do negro da pedra de lava) pontuam o horizonte.

Passado o Monte da Espalamaca e a praia do Almoxarife, bem na ponta, o farol da Ribeirinha...

No outro lado, quase ia a dizer... na outra margem do mar, avisto já a Madalena.
E durante uma meia hora navegamos à vista do Pico. Quase até defronte de São Roque.

A força das ondas, o cheiro do gasóleo e os balouços do
Lusitânia
vão fazendo alguns estragos entre a vintena de passageiros. Borda fora...

Apesar da chuva miudinha, dois holandeses não abandonam a popa e a contemplação do mar. Vão também para São Jorge. Um deles surpreende-me com um português de toque brasileiro. Acha que o mar está mau. E eu falo-lhe de como o vi, há uns sete anos, numa maré de Agosto que fez voar telhados e árvores no Faial.

Navegamos no Canal de que falava Nemésio. E começamos a apontar para São Jorge - mais meia hora e estamos em Velas.

Já em cima do cais, tempo apenas para ir ao hotel deixar as malas e ala para as Manadas, que o Espírito Santo está aí, no seu misto de devoção, festa e partilha. Meia ilha acorreu à
Função
. As mesas estenderam-se pelo caminho que ladeia a igreja, até ao Império.

Com o apetite que o mar me abriu, atiro-me às sopas e à carne. Ao meu lado, alguém se queixa que viemos tarde e já se não vislumbra o fígado. E, sempre com o mar à vista, escorrem o vinho e as conversas.

Para ti vão estas linhas que escrevo aqui na
Biblioteca de Velas. Lembrando ausências e desejos, mas querendo compartilhar também gozos e deslumbramentos. Se estivesses aqui, amanhã levava-te a outra Função
nas Fajãs. Assim, tens de te ficar pela imaginação e pelo relato.

Eu fico à espera que a noite venha... para adivinhar a ilha defronte no pontuado das luzinhas que - dizem-me aqui - servem para que os ilhéus se não sintam sozinhos: vendo as luzes da ilha à frente, no caso o Pico, parecem mais acompanhados neste meio de Atlântico.

Domingo, já sabes: entre as 11 e as 13 (horas de Lisboa) vai ser a emissão do
Feira Franca em
Velas. Como eu gostava que ouvisses...

Adeus. Recebe as minhas saudades.
Eu aguardo os teus recados.


Já lá vão quase 10 anos... no Maio do Espírito Santo...
Uma carta para longe que foi também anúncio da emissão do
Feira Franca em directo de Velas.
Como o tempo passa... e deixa as suas marcas!
Roteiro de Viagem da Aventura Açores

10 fevereiro, 2008

20 anos depois... o regresso às origens: Morcorvo, com sentidos celebração e vontades de viagem!

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Moncorvo20 anos depois... é o regresso ao local onde tudo começou: Torre de Moncorvo.

Mas já passaram 20 anos??? Não pode ser... Parece que ainda foi no outro dia. Ali... nas tasquinhas do Festival Nacional de Gastronomia, à volta de umas alheiras, com o prof. Reis e a sua provocação.

E lá rumámos a Moncorvo... era Abril de 1988. E numa maré de acasos, quase sem que se desse por isso, nasciam os Passeios de Jornalistas.

Agora é tempo de voltar onde tudo começou: 22, 23, 24 até terras de Moncorvo.

Tudo sobre o regresso do PASSEIO DE JORNALISTAS a Moncorvo

08 fevereiro, 2008

Nuno Rebocho vem de Cabo Verde para lançar novo livro

Café Portugal - Nuno Rebocho

Companheiro de jornadas e afectos,
o Nuno Rebocho vai estar logo mais a lançar o seu novo livro:

O Discurso do Método.


Como ele escrevia em jeito de mensagem de novo ano, parida no seu santuário de Cabo Verde:

Não há aventura
sem loucura e sem ternura

- é a viagem que importa
o resto é letra morta.

Ao Café Portugal já o Nuno trouxe imagens do Passeio de Jornalistas no Fundão ou em Portel. Com ele compartilhámos muitos quilómetros de estrada, de estórias e de sentimentos.

O lançamento da sua nova obra vai ser no Centro Cultural Teatro da Malaposta, pelas 21h30.

Vítor Vicente e Mário Máximo fazem a apresentação, Vitor Nobre e Nuno Rebocho lêem poemas de um livro que tem posfácio de Jorge Velhote e edição da Canto Escuro.


E... disso já muita gente falou e disse:

  • e todos os outros em que não reparei...

09 janeiro, 2008

Moncorvo: destino primeiro do PASSEIO DE JORNALISTAS em 2008

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Ponte de Lima
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior
Café Portugal - PASSEIO  DE JORNALISTAS em Campo Maior
Café Portugal -PASSEIO DE JLORNALISTAS em Montalegre
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne
Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Miranda do Douro
Fevereiro
em
Moncorvo,

Abril
nos
Açores,

Junho
em
Castro
Daire
,

Setembro
em
Melgaço,

Novembro
em
Castro
Marim
.

Este é o mapa das estradas do PASSEIO DE JORNALISTAS em mais um ano destas aventuras país adentro.

Cinco momentos (com mais apoios ainda arriscamos o 6º) de descoberta do país que se faz fora dos grandes centros de decisão política e económica.

Não desistimos deste vício de passear terras, gentes, paisagens e sonhos...

Começamos o 2008 pelo Distrito de Évora:
Redondo vai ser ponto de partida, num percurso onde se provam vinhos e se contam artes do barro, mas onde se sondam apostas de futuro, fixação de população e progresso.
Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS wm Ponte de Lima
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Ponte de Lima
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior
Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS - embarque no Douro
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no Norte Alentejano
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores

20 Anos depois é o regresso ao local do crime. Foi ali que tudo começou em Abril de 1988. Já lá vão tantos dias, tantos passeios, tantas alegrias e desilusões.

De alguns dos companheiros de jornada de então só guardamos memória e saudade. Não vamos tropeçar com o Afonso Praça em Felgar... mas pode ser que o Rogério Rodrigues apareça.

E não faltaremos ao encontro com o Artur em Carviçais...