Nas mesas cá dentro ou na esplanada... cruzam-se paisagens, rostos, artes, sabores e projectos de viagem pelos mares da lusofonia. Entre convites e vontades, a disponibilidade para sair por aí em busca de um sorriso, de um passeio, de uma aventura...
23 outubro, 2006
Miranda do Douro:
paisagens, sabores e artes...
23 maio, 2006
Sentei-me nos joelhos de Portugal

Para abrir o apetite:
É neste tipo de viagens-de-estudo ou viagens-revelação que Portugal se apresenta sem máscara, sem óculos escuros, e apaixona todos, menos aqueles para quem essas experiências não são inéditas, sim o dia a dia. Mas para os restantes fica-se (quase)
mudo com aquilo que se observa e ouve.
Só em ocasiões como esta nos abraçamos, comovidos, procurando saber um do outro. Ele então crava-me pelas unhas, pela surpresa, por sua vez eu cravo os meus dentes na sua boa gastronomia.
Uma reportagem que nos leva a comer cerejas no Fundão e posta em Miranda, com danças de pauliteiros e muitos percursos de aventura e deslumbramento. Que até podem ser pelo trabalho do Centro de Música tradicional "Sons da Terra":
(...)

A voz das pedras surpreende em Miranda do Douro.
Deixe-se portanto surprender.
(...)
Miranda do Douro não está no fim do mundo. Está antes, no começo do mundo. Chega-se mais rapidamente a Madrid que ao Porto. E ainda vos digo que não há rolos fotográficos que cheguem para tudo registar de válido.
(...)
08 abril, 2006
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (13)
A despedida do Rochedo misterioso da varanda da Estalagem | IR PARA O PRINCÍPIO |
O Passeio terminou com um almoço de despedida na Estalagem Santa Catarina – as iguarias saborosas e originais, sobretudo o famoso butelo (butielho) acompanhado de vagens de feijões, mas o serviço um pouco atabalhoado. Se calhar o pessoal era pouco...
A paisagem é linda e dali se avista o célebre rochedo do Rio Douro, cheio de líquenes amarelos, sinais de ausência de poluição. Dele falou o escritor José Saramago.

E... imaginar a paisagem que pode desfrutar da varanda da Estalagem...
Dizem os ditos populares que, quem não descobrir nessa pedra gigante, o número 2, ou não casa ou, se é casado, esconde/descobre alguma infidelidade - mitos para alimentar as imaginações…!!!
Ficámos a saber que Miranda do Douro, está a programar um parque ecológico com muitas espécies animais… que precisa de vias de comunicação mais céleres e funcionais que a aproximem de Lisboa e Porto (é mais fácil chegar a Zamora do que a Bragança, e Madrid fica quase a metade da distância de Lisboa), precisa que os jornais do dia cheguem... Senão, as populações vão desalentando e qualquer dia põem uma cerca… e viram-se para Espanha que é logo ao lado...

Ao Presidente da Câmara, ao seu chefe de Gabinete, ao Presidente da região de Turismo, aos vereadores António Carção e Américo Tomé, e demais responsáveis do município, bem como a todas as outras pessoas que tornaram este Passeio possível o meu obrigada pela forma genuína e gentil como sempre se dispuseram para que ficássemos melhor informados.
07 abril, 2006
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (12)
O Douro Internacional – | IR PARA O PRINCÍPIO |
Foi agradável e de rara beleza o passeio de barco pelo Rio Douro – um acordo transfronteiriço faz com que seja uma empresa espanhola a explorar este circuito. Certamente que gostaria que houvesse maior intervenção portuguesa – as únicas coisas nossas referidas pelo guia espanhol que falava castelhano, português e mirandês, foram o bacalhau, a posta mirandesa, as compras em Miranda do Douro…mas as águias reais, os griffos, as lontras… parece terem-se fixado para lá da fronteira das águas portuguesas...
Enfim estamos neste pedaço da Europa que no final nos brindou com o espectáculo de um voo, treinado por um antigo militar, de um bufo real... uma ave carnívora que só vive de noite... não será uma aberração ecológica?
06 abril, 2006
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (11)
Sabia como se faz um tonel para o vinho? | IR PARA O PRINCÍPIO |



04 abril, 2006
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (10)
Vozes de burro | IR PARA O PRINCÍPIO |


Lá estavam (lá estão) mais de duas dezenas de lanudos... Lá escutamos apelos para que a comunidade e as autoridades não os deixem desaparecer.
É preciso saber onde há subsídios parados para que tal não aconteça…

03 abril, 2006
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (9)
Mário Correia - | IR PARA O PRINCÍPIO |
Veio do Porto. Deixou a Economia, fixou-se em Miranda e fez obra. E um dos responsáveis pelo Festival Intercéltico de Sendim que já vai sétima edição.
No Centro de Música Tradicional Sons da Terra - uma vasta espólio de recolha musical e etnográfica – tudo organizado e catalogado.
Todos lá podem “beber” e “enriquecer-se” com o mesmo respeito e amor pela música, honrando o seu autor.
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (8)
As aldeias desertas - | IR PARA O PRINCÍPIO |
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Dizem-me que ainda há pelo menos dois artesãos que as sabem fazer. Então, porque não um concurso destas pequenas peças de arte?
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02 abril, 2006
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (7)
A intrigante Gabriela de Sendim e o seu restaurante onde a posta mirandesa é rainha e os licores finais dão um toque de amizade... | IR PARA O PRINCÍPIO |

A posta mirandesa - também uma fatia de carne de vitela, suculente, alta e tenra , grelhada lentamente - foi acompanhada com batatas e a tal salada de merujes (uma descoberta peculiar a não abandonar).
Destaco os vários doces e licores caseiros de nogueira, figo, cereja, abóbora… raridades!
01 abril, 2006
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (6)
Ernesto Vaz, arqueólogo, conhece os segredos da terra e vai publicar em breve o ”Guia de Castros e Berrões”(do lado português e espanhol). | IR PARA O PRINCÍPIO |
Foi incansável - deixou a sua actividade bancária para estudar arqueologia, uma apetência que lhe vinha de criança – na explicação, vivida, de todos os pormenores da cidade num belo passeio pelo Centro Histórico de Miranda do Douro e ainda ás aldeias de Picote, Fonte da Aldeia, Palaçoulo (até um arqueiro pré-histórico foi descobrir numa pedra, de uma forma que só os mais atentos vêem).
O seu zelo foi notável, fornecendo-nos antecipadamente e em cada momento, uma nota escrita alusiva ao pormenor que se propunha explicar.
![]() | Levou-nos ao Museu da Terra de Miranda – uma raridade, onde se podem ver artefactos e memórias de uma vivência de séculos, cuidadosamente organizado pelo Dr António Rodrigues Mourinho. | ![]() |
Que não poupou a nossa ignorância em relação à “capa das honras”, um capote que integra a indumentária mirandeza etnográfica e que actualmente também o Presidente da Câmara usa para receber pessoas importantes. É um sinal de deferência para com o visitante. Com António Maria Mourinho visitámos a catedral e admirámos o seu retábulo, único no mundo. | ![]() |

E com Ernesto Vaz... até ficamos a saber o que eram “cachorros”, (suportes em pedra, para colocar flores lateralmente às janelas) esculpidos.
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (5)
O Povo é quem mais ordena e aí fala Marcolino Fernandes – “Uma figura” | IR PARA O PRINCÍPIO |
De forma humorística, mesmo brejeira, vai-nos contando em mirandês histórias da região, que reflectem a natureza e vivência das gentes locais. Interessante, não precisa exagerar.
Professor primário, um homem de 65 anos que conhece bem as agruras do campo, foi um dos elementos que contribuiu para a recolha e compreensão do mirandês, oficializado – que hoje é ensinado nas escolas como língua opcional, sendo já objecto de mestrados.
Marcolino é uma contador de histórias, também um artesão de cestaria e um belo dançarino.
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Marcolino Fernandes, | contando histórias aos |
Com ele ficamos a saber que “llonas” são histórias, que “cachico” é bocadinho, “lhéngua” é língua, etc.
Deixou-nos as boas vindas num poema em mirandês que tão bem soube enquadrar os diferentes órgãos de comunicação social.
Petição na Net pela Manutenção do
Polo Universitário de Miranda do Douro
Contra a ameaça de perder o mais importante pólo dinamizador de cultura e conhecimento que temos nas nossas Terras, a Petição está à sua espera aqui.
Um protesto assumido no Blog O Encanto da GaitaDura e de que já se fizeram eco diversos orgãos da comunicação social:
Várias vozes já se fizeram ouvir com um sentimento comum: O Polo não pode fechar... a síntese é do Agarra-me estes palos. Ou, como se escreve no anthropos (o blog do curso de Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento da UTAD, Pólo de Miranda do Douro):
POR FAVOR!!! NÃO NOS DEIXEM PIOR DO QUE JÁ ESTAMOS!!!
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (4)
Heilena - Galandum Galundaina |
Gaitas e gaiteiros, uma originalidade que merece ser “obrigatória” em todos os eventos e um ritual nos espaços de lazer. | IR PARA O PRINCÍPIO |
O jantar na “Balbina” foi acompanhado por um trio, comandado pelo Paulo Meirinhos dos Galandum Galundaina, gaista de foles, tambôr e caixa de guerra. Uma manifestação singular de música tradicional que nos refresca os sentidos já saturados de tantas músicas “pimbas” e sem conteúdo. Espantosa aquela sonoridade que se impunha também na discoteca local – uma particularidade agradável - e mais tarde numa actuação expectacular durante o nosso jantar no restaurante “Jordão”. Aí aconteceu mesmo o convívio entre o grupo dos jornalistas e um grupo de estudantes que celebrava um aniversário... e o ambiente chegou ao rubro, noite fora.
Defendo que os restaurantes e outros espaços de animação deviam gradualmente introduzir a música local, convidando os músicos locais, porque os turistas pretendem conhecer aquilo que é diferente e não aquilo que também já têm... e que (infelizmente) é a massificação.

Os pauliteiros, jovens e lindos – um esforço das comunidades locais e da própria câmara, está a fazer surgir novos grupos – estiveram connosco na Praça Central de Miranda e depois frente à Catedral. São de facto uma afirmação de diferença etnográfica de grande beleza.
31 março, 2006
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (3)
Miranda do Douro: gastronomia genuína e invulgar… mas tão longe. | IR PARA O PRINCÍPIO |
O caminho é longo até Miranda do Douro - dá para admirar a beleza dos socalcos das vinhas, uma obra de arte que o homem esculpiu na terra - mas são precisas novas vias que encurtem esta distância que nos separa tanto uns dos outros… e não nos deixa ver com mais frequência as amendoeiras em flor, uma “sorte que tivemos”...

Aguardava-nos um belíssimo jantar, no restaurante da Balbina, com as boas vindas em “mirandês” pelo presidente da Câmara Municipal, Rodrigo Martins. Lá estava António Afonso, presidente da Região de Turismo do Nordeste Transmontano e outros responsáveis pelo município que nos fizeram saborerar especialidades únicas. Os rins de vitela, os pombos estufados e a original salada de merujes, foram iguarias incomuns que continuam a fazer jus aos méritos da D. Balbina – sempre presente e preocupada com o bem estar de cada um – que os escritos e prémios de várias entidades e órgãos de comunicação social, espalhados pelas paredes, comprovam.
Continuo, no entanto, a achar que não é necessário tanta quantidade de comida, quer na travessa, quer às doses…
Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (2)
As CEREJAS, “ex-libris” do Fundão, voltam ao Futebol… com novas iniciativas!!! | IR PARA O PRINCÍPIO |



Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (1)


30 março, 2006
O bombo, a gaita e os pauliteiros...

Especial enfase para a tradição oral, a música e a dança.
Como aqui, no largo fronteiro ao Museu da Terra de Miranda que os jornalistas acabavam de visitar...
29 março, 2006
Miranda foi um turbilhão...
Passeado - Galandum Galundaina |
Naquelas bandas, quando alguém bate à porta, não se pergunta "quem é?" mas diz-se "entre quem é". E foi mesmo assim no PASSEIO DE JORNALISTAS a Miranda do Douro.
Nos próximos dias passarão por aqui alguns testemunhos dos profissionais da Comunicação Social participantes nesta jornada mirandesa. Não lhes vamos antecipar impressões e juízos.
