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23 outubro, 2006

Miranda do Douro:
paisagens, sabores e artes...

Só agora nos chegaram ás mãos... por isso só agora as referimos. São histórias de uma romagem de deslumbramento a Miranda do Douro que o Santos Mota assina na Revista "O Escanção".

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PASSEIO DE JORNALISTAS - À mesa, na Gabriela de SendimLer mais

PASSEIO DE JORNALISTAS - Artes de tanoaria em Miranda do DouroLer mais

Tudo sobre o PASSEIO DE JORNALISTAS em Miranda do Douro

23 maio, 2006

Sentei-me nos joelhos de Portugal

É este o título da reportagem do Domingos de Azevedo que conta o Passeio de Jornalistas a Miranda do Douro com almoço de viagem no Fundão. Vem publicada na Revista VIAJAR e vale a pena ler.
Para abrir o apetite:
(...)
É neste tipo de viagens-de-estudo ou viagens-revelação que Portugal se apresenta sem máscara, sem óculos escuros, e apaixona todos, menos aqueles para quem essas experiências não são inéditas, sim o dia a dia. Mas para os restantes fica-se (quase)
mudo com aquilo que se observa e ouve.
(...)
O paradoxo de tudo isto é o Rui convidar jornalistas portugueses a conhecer... Portugal.
(...)
Os nossos encontros (entre mim e Portugal) são raros (viajo mais, a convite, para o exterior), por vezes difíceis.
(...)
Só em ocasiões como esta nos abraçamos, comovidos, procurando saber um do outro. Ele então crava-me pelas unhas, pela surpresa, por sua vez eu cravo os meus dentes na sua boa gastronomia.
(...)

Uma reportagem que nos leva a comer cerejas no Fundão e posta em Miranda, com danças de pauliteiros e muitos percursos de aventura e deslumbramento. Que até podem ser pelo trabalho do Centro de Música tradicional "Sons da Terra":
(...)
Recolher as recolhas e recolher o que ainda não foi recolhido.
(...)
Arquivo e memória, por um lado, mas foco dinamizador e irradiador por outro.
(...)
Ou apenas, contemplação de Miranda:
(...)
A voz das pedras surpreende em Miranda do Douro.
Deixe-se portanto surprender.
(...)
Miranda do Douro não está no fim do mundo. Está antes, no começo do mundo. Chega-se mais rapidamente a Madrid que ao Porto. E ainda vos digo que não há rolos fotográficos que cheguem para tudo registar de válido.
(...)
Para saborear com tempo vagar clique aqui.

08 abril, 2006

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (13)

A despedida do Rochedo misterioso da varanda da Estalagem

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O Passeio terminou com um almoço de despedida na Estalagem Santa Catarina – as iguarias saborosas e originais, sobretudo o famoso butelo (butielho) acompanhado de vagens de feijões, mas o serviço um pouco atabalhoado. Se calhar o pessoal era pouco...

A paisagem é linda e dali se avista o célebre rochedo do Rio Douro, cheio de líquenes amarelos, sinais de ausência de poluição. Dele falou o escritor José Saramago.


Clique na fotografiapara aceder a um efeito de visualização de 360º.
E... imaginar a paisagem que pode desfrutar da varanda da Estalagem...

Dizem os ditos populares que, quem não descobrir nessa pedra gigante, o número 2, ou não casa ou, se é casado, esconde/descobre alguma infidelidade - mitos para alimentar as imaginações…!!!

Ficámos a saber que Miranda do Douro, está a programar um parque ecológico com muitas espécies animais… que precisa de vias de comunicação mais céleres e funcionais que a aproximem de Lisboa e Porto (é mais fácil chegar a Zamora do que a Bragança, e Madrid fica quase a metade da distância de Lisboa), precisa que os jornais do dia cheguem... Senão, as populações vão desalentando e qualquer dia põem uma cerca… e viram-se para Espanha que é logo ao lado...

É pena, ficamos cada vez mais despaísados.

Ao Presidente da Câmara, ao seu chefe de Gabinete, ao Presidente da região de Turismo, aos vereadores António Carção e Américo Tomé, e demais responsáveis do município, bem como a todas as outras pessoas que tornaram este Passeio possível o meu obrigada pela forma genuína e gentil como sempre se dispuseram para que ficássemos melhor informados.

07 abril, 2006

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (12)

O Douro Internacional –
a beleza das espécies entre arribas de 200 metros onde o habitat exige silêncio e... mais atenção de Portugal!

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Foi agradável e de rara beleza o passeio de barco pelo Rio Douro – um acordo transfronteiriço faz com que seja uma empresa espanhola a explorar este circuito. Certamente que gostaria que houvesse maior intervenção portuguesa – as únicas coisas nossas referidas pelo guia espanhol que falava castelhano, português e mirandês, foram o bacalhau, a posta mirandesa, as compras em Miranda do Douro…mas as águias reais, os griffos, as lontras… parece terem-se fixado para lá da fronteira das águas portuguesas...


Enfim estamos neste pedaço da Europa que no final nos brindou com o espectáculo de um voo, treinado por um antigo militar, de um bufo real... uma ave carnívora que só vive de noite... não será uma aberração ecológica?

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06 abril, 2006

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (11)

Sabia como se faz um tonel para o vinho?
Uma mulher nos explicou...

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Um abraço a Felismina Gonçalves, a irmã de um grupo de irmãos que desenvolve a fábrica de tanoaria e que pacientemente nos explicou como se fazem as barricas e pipas para armazenar o vinho.

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04 abril, 2006

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (10)

Vozes de burro
também chegam ao céu -

Os Lanudos – uma outra raridade...

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Um segredo que nos foi desvendado - em Atenor - pela Filipa, uma jovem da Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino (AEPGA) que esperou algumas horas pelos jornalistas - nessa altura já o Programa da visita já se fazia com bastantes atrasos...

Os burros, uma espécie em extinção, que afinal nada têm de estúpido e que podem funcionar como excelente atractivo turístico: com os seus coloridos alforges (também típicos na zona) a fazer a delicia de turistas em pequenos passeios.
Lá estavam (lá estão) mais de duas dezenas de lanudos... Lá escutamos apelos para que a comunidade e as autoridades não os deixem desaparecer.

É preciso saber
onde há subsídios parados para que tal não aconteça…

03 abril, 2006

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (9)

Mário Correia -
e o Centro de Música Tradicional, um trabalho de pesquisa e de amor, a não perder de vista...

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Veio do Porto. Deixou a Economia, fixou-se em Miranda e fez obra. E um dos responsáveis pelo Festival Intercéltico de Sendim que já vai sétima edição.


No Centro de Música Tradicional Sons da Terra - uma vasta espólio de recolha musical e etnográfica – tudo organizado e catalogado.
Todos lá podem “beber” e “enriquecer-se” com o mesmo respeito e amor pela música, honrando o seu autor.


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Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (8)

As aldeias desertas -
“pica-portas” precisam de ficar na História

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Os pica-portas ou aldrabas em portas de habitações de pedra, na maioria rurais, há muito abandonadas e paradas no tempo que as vai degradando, são peças únicas que merecem ser recuperadas.
São pegas de porta, geralmente assentes numa chapa que é trabalhada sob a forma de vários desenhos de igrejas, torres, sinos, cruzes, etc.

Dizem-me que ainda há pelo menos dois artesãos que as sabem fazer. Então, porque não um concurso destas pequenas peças de arte?


02 abril, 2006

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (7)

A intrigante Gabriela de Sendim e o seu restaurante onde a posta mirandesa é rainha e os licores finais dão um toque de amizade...
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Um almoço de excelência foi-nos servido no restaurante Gabriela, o nome de uma mulher intrigante que usava barbas cuidadas (é visível numa foto central). Diz-me quem ainda a conheceu - pois as suas duas filhas são as continuadoras – que D. Gabriela era mulher rija e gostava de um palavreado vernáculo. Com ela não havia homem que metesse medo.
A posta mirandesa - também uma fatia de carne de vitela, suculente, alta e tenra , grelhada lentamente - foi acompanhada com batatas e a tal salada de merujes (uma descoberta peculiar a não abandonar).
Destaco os vários doces e licores caseiros de nogueira, figo, cereja, abóbora… raridades!

01 abril, 2006

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (6)

Ernesto Vaz, arqueólogo, conhece os segredos da terra e vai publicar em breve o ”Guia de Castros e Berrões”(do lado português e espanhol).
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Foi incansável - deixou a sua actividade bancária para estudar arqueologia, uma apetência que lhe vinha de criança – na explicação, vivida, de todos os pormenores da cidade num belo passeio pelo Centro Histórico de Miranda do Douro e ainda ás aldeias de Picote, Fonte da Aldeia, Palaçoulo (até um arqueiro pré-histórico foi descobrir numa pedra, de uma forma que só os mais atentos vêem).
O seu zelo foi notável, fornecendo-nos antecipadamente e em cada momento, uma nota escrita alusiva ao pormenor que se propunha explicar.

Levou-nos ao Museu da Terra de Miranda – uma raridade, onde se podem ver artefactos e memórias de uma vivência de séculos, cuidadosamente organizado pelo Dr António Rodrigues Mourinho.

Que não poupou a nossa ignorância em relação à “capa das honras”, um capote que integra a indumentária mirandeza etnográfica e que actualmente também o Presidente da Câmara usa para receber pessoas importantes. É um sinal de deferência para com o visitante. Com António Maria Mourinho visitámos a catedral e admirámos o seu retábulo, único no mundo.


E com Ernesto Vaz... até ficamos a saber o que eram “cachorros”, (suportes em pedra, para colocar flores lateralmente às janelas) esculpidos.

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (5)

O Povo é quem mais ordena e aí fala Marcolino Fernandes – “Uma figura”
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De forma humorística, mesmo brejeira, vai-nos contando em mirandês histórias da região, que reflectem a natureza e vivência das gentes locais. Interessante, não precisa exagerar.
Professor primário, um homem de 65 anos que conhece bem as agruras do campo, foi um dos elementos que contribuiu para a recolha e compreensão do mirandês, oficializado – que hoje é ensinado nas escolas como língua opcional, sendo já objecto de mestrados.
Marcolino é uma contador de histórias, também um artesão de cestaria e um belo dançarino.



Marcolino Fernandes,
fazendo cestos ou...

contando histórias aos
meninos de Miranda...



Com ele ficamos a saber que “llonas” são histórias, que “cachico” é bocadinho, “lhéngua” é língua, etc.
Deixou-nos as boas vindas num poema em mirandês que tão bem soube enquadrar os diferentes órgãos de comunicação social.

Petição na Net pela Manutenção do
Polo Universitário de Miranda do Douro

Circula na net em busca de assinaturas de apoio. Diz que chegou a hora de unir esforços e juntar vozes de protesto e revolta para evitar que o Polo Universitário de Miranda seja encerrado.

Contra a ameaça de perder o mais importante pólo dinamizador de cultura e conhecimento que temos nas nossas Terras, a Petição está à sua espera aqui.
Um protesto assumido no Blog O Encanto da GaitaDura e de que já se fizeram eco diversos orgãos da comunicação social:

Várias vozes já se fizeram ouvir com um sentimento comum: O Polo não pode fechar... a síntese é do Agarra-me estes palos. Ou, como se escreve no anthropos (o blog do curso de Antropologia Aplicada ao Desenvolvimento da UTAD, Pólo de Miranda do Douro):

POR FAVOR!!! NÃO NOS DEIXEM PIOR DO QUE JÁ ESTAMOS!!!

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (4)


Gaitas e gaiteiros, uma originalidade que merece ser “obrigatória” em todos os eventos e um ritual nos espaços de lazer.

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O jantar na “Balbina” foi acompanhado por um trio, comandado pelo Paulo Meirinhos dos Galandum Galundaina, gaista de foles, tambôr e caixa de guerra. Uma manifestação singular de música tradicional que nos refresca os sentidos já saturados de tantas músicas “pimbas” e sem conteúdo. Espantosa aquela sonoridade que se impunha também na discoteca local – uma particularidade agradável - e mais tarde numa actuação expectacular durante o nosso jantar no restaurante “Jordão”. Aí aconteceu mesmo o convívio entre o grupo dos jornalistas e um grupo de estudantes que celebrava um aniversário... e o ambiente chegou ao rubro, noite fora.

Defendo que os restaurantes e outros espaços de animação deviam gradualmente introduzir a música local, convidando os músicos locais, porque os turistas pretendem conhecer aquilo que é diferente e não aquilo que também já têm... e que (infelizmente) é a massificação.


Os pauliteiros, jovens e lindos – um esforço das comunidades locais e da própria câmara, está a fazer surgir novos grupos – estiveram connosco na Praça Central de Miranda e depois frente à Catedral. São de facto uma afirmação de diferença etnográfica de grande beleza.

31 março, 2006

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (3)

Miranda do Douro: gastronomia genuína e invulgar… mas tão longe.
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O caminho é longo até Miranda do Douro - dá para admirar a beleza dos socalcos das vinhas, uma obra de arte que o homem esculpiu na terra - mas são precisas novas vias que encurtem esta distância que nos separa tanto uns dos outros… e não nos deixa ver com mais frequência as amendoeiras em flor, uma “sorte que tivemos”...

Aguardava-nos um belíssimo jantar, no restaurante da Balbina, com as boas vindas em “mirandês” pelo presidente da Câmara Municipal, Rodrigo Martins. Lá estava António Afonso, presidente da Região de Turismo do Nordeste Transmontano e outros responsáveis pelo município que nos fizeram saborerar especialidades únicas. Os rins de vitela, os pombos estufados e a original salada de merujes, foram iguarias incomuns que continuam a fazer jus aos méritos da D. Balbina – sempre presente e preocupada com o bem estar de cada um – que os escritos e prémios de várias entidades e órgãos de comunicação social, espalhados pelas paredes, comprovam.
Continuo, no entanto, a achar que não é necessário tanta quantidade de comida, quer na travessa, quer às doses…

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (2)

As CEREJAS, “ex-libris” do Fundão,
voltam ao Futebol… com novas iniciativas!!!
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Festa da cereja – 9 a 18 de Junho

E porque as pessoas são mais importantes do que as casas, o Passeio de Jornalistas – uma iniciativa criada há duas décadas por Rui Dias José que nos tem proporcionado um melhor conhecimento no terreno de como está Portugal fora da capital – começou num almoço extraordinário no restaurante O Mário, no Fundão. A receber os jornalistas, além da administração da Progitape, um dos patrocinadores desta acção, estava o presidente da Câmara Municipal, Manuel Freches. Da boca dele ficámos a saber que do seu município saiem em média 700 pessoas por ano.

O Fundão que é a capital da cereja - ex-libris que voltará a marcar presença nas competições internacionais de Futebol, desta vez no mundial da Alemanha - arrisca-se a ser um jardim sem pessoas para o admirar.

A propósito… esperava comer em pratos com desenhos de cerejas, taças de salada de frutas em feitio de cereja, uma grande cereja a servir de saladeira…Se compramos os pimentos, os tomates e os morangos das loiças espanholas, também devíamos comprar as nossas…é preciso ousar…!!!

Retratos do PASSEIO DE JORNALISTAS
a Miranda do Douro (1)

Um pedaço de riqueza de um Portugal “despaísado”

Naturalmente que a palavra parece estranha, mas foi exactamente assim que, ao contar a um amigo a desertificação humana que presenciei em Miranda do Douro - um pedaço cheio de riqueza e originalidades que potenciam grande interesse turístico - ele me respondeu: “Portugal está despaísado. Somos obrigados a sair dos nossos locais de origem e procurar outras terras para procurar trabalho, para estudar, para ter os bebés…vamos para Espanha, vamos para outros países. Não somos de nenhum país…”.

Toda aquela zona necessita de ser repovoada – o Presidente da Câmara, Rodrigo Martins, um engenheiro reeleito, robusto e sólido nas suas opiniões, admitiu estar aberto a estrangeiros - fiquei triste, em verificar aldeias desertas, cheias de história, cheias de trabalho humano. Eu que conheci a região de Trás-os-Montes antes de entrarmos para a União Europeia quando a zona era quase inacessível e depois acompanhei a sua evolução, sou agora confrontada com uma região maravilhosa, mas as pessoas são cada vez menos e o poder político parece só olhar para o centro litoral.

30 março, 2006

O bombo, a gaita e os pauliteiros...

A afirmação da cultura mirandesa foi uma constante do Passeio.
Especial enfase para a tradição oral, a música e a dança.
Como aqui, no largo fronteiro ao Museu da Terra de Miranda que os jornalistas acabavam de visitar...

29 março, 2006

Miranda foi um turbilhão...


Miranda foi um turbilhão de sons e emoções, numa lufa lufa de paisagens e sabores.
Naquelas bandas, quando alguém bate à porta, não se pergunta "quem é?" mas diz-se "entre quem é". E foi mesmo assim no PASSEIO DE JORNALISTAS a Miranda do Douro.

Nos próximos dias passarão por aqui alguns testemunhos dos profissionais da Comunicação Social participantes nesta jornada mirandesa. Não lhes vamos antecipar impressões e juízos.



Mas sempre os mostramos a franquear as portas do "casco viejo"...









...ou a calcorrear ruas de Miranda.