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12 janeiro, 2009

Fundão: Na beira da Estrela... da Gardunha à Cova de Beira

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoAs aldeias, o xisto, as casas, os que lá vivem, os que lá passam: um Passeio de Jornalistas pela Beira Interior.

«Da serra da Gardunha à Cova da Beira» foi o mote.

Houve aldeias serranas para conhecer e pessoas para descobrir.

Tudo aqui retratado nesta galeria de imagens.


Diário de Bordo do
PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO

29 janeiro, 2007

Aldeias do xisto

PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão - Reportagem EPICUR Eduardo Miragaia conta a passagem pelo Fundão. Pode ver aqui a versão integral.

Mas a consulta do texto da reportagem não dispensa a leitura da EPICUR...
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão - Reportagem EPICUR
Diário de Bordo
do PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO

24 janeiro, 2007

Entre o céu e a pedra

Domingos de Azevedo, em crónica no Revista VIAJAR, a propósito do PASSEIO DE JORNALISTA ao Fundão. para ler aqui.

18 dezembro, 2006

Fundão: terra de vinho, cultura e turismo

PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoÉ o título da reportagem que Santos Mota assina no último número da revista "O Escanção". Claro que não esquece o esforço da fabricação artesanal dos doces e compotas em Alcongosta...Consultar aqui)

09 dezembro, 2006

Outras escórias

PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão

Foi esta paisagem que os verdianos tiveram nos olhos quando, nos anos de 50/60, lhes foi dada a Panasqueira como nova S. Tomé: a roça era então de calhau, de volfrâmio. Tão áspera como a equatorial. Tão dolorosa como o café. Lá em baixo, o rio grande (mais pequeno que o mar) cirandava nos cortes feitos pela erosão dos séculos: é o Zêzere a chamar a memória de glaciares antigos.


Vieram a contrato, mão de obra barata, mais barata que a dos beirões mineiros que teciam revoltas onde andavam estórias dos bandos do Caca e do João Brandão que também por aqui espreitaram. Fugiam da fome sem milho, sem xerém, sem bongolom. E atalhavam assim, a contragosto, o clamor mineiro por melhor salário. Deste modo juntavam a diferença da cor da pele à raiva que resultava dos cadernos reivindicativos que os senhores do minério rasgavam.


Foram mirados de soslaio os cabo-verdianos importados da sua fome insular. Foram hostilizados pelos mineiros brancos. E entre as rochas esmifradas por ganha-pão correu o salitre do racismo. Até que os “negros”, os crioulos partiram. Desgastados. Desgostados.


PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão A PIDE e a Guarda rondavam entre os verdes, espreitando as casas. Os verdianos foram-se embrora. Ficaram as greves de 60 e de 70. Ficaram as memórias que ninguém registou ainda numa placa para mostrar aos de hoje que a Panasqueira não é só paisagem surpreendente, que enche a alma: é lágrimas de gente, lágrimas que também escorreram até ao rio, arrastando consigo suor e misérias.


Tudo isto aconteceu nestas encostas por onde Aquilino e Namora recolheram páginas de livros. São outras escórias que o tempo não pode limpar. É preciso recordá-las.

Diário de Bordo do PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO

08 dezembro, 2006

Reencontro com Eugénio

Na Póvoa da Atalaia a sombra de Eugénio
CAFÉ PORTUGAL - Eugénio de Andrade– a tua sombra: aqui nasceste menino Fontinha, José de teu nome. E adolesceste. Antes de seguires outros rumos pelos afluentes do silêncio, as mãos recolhendo os frutos das lavouras que foste achando. Vivendo o tempo. Retecendo o tempo. Tu e a tua boina negra, galega. Tu e os teus cabelos brancos, desgrenhados, que encontrei à beira Douro, diante da Foz, onde os encontrei.
Venho à Póvoa e reencontro-te. Tu ainda aqui estás. Sempre aqui estiveste, mesmo quando deixaste de ser menino, de ser José, de ser Fontinha, e te crismaste Eugénio e fingiste que entravas na “pátria dos Andrades”.
Chegando à Póvoa redescubro-te . E contigo recapitulo a lição:

Diz homem, diz criança, diz estrela.
Repete as sílabas
CAFÉ PORTUGAL - Eugénio de Andradeonde a luz é feliz e se demora.

Volta a dizer: homem, mulher, criança.
Onde a beleza é mais nova
”.

Olho. Relembro as mãos. Relembro os frutos. Compreendo. E rezo-te:

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos


09 novembro, 2006

A Propósito da "Vergonha do Património"

Reflectindo sobre um texto da arquitecta Fátima Veiga aqui no Café Portugal, a propósito da retirada das argamassas que revestiam casas de xisto em Janeiro de Cima (ver), escreve Luís Filipe Maçarico na Albraba:


Aldraba em porta de Alpedrinha

Em 1979 cheguei pela primeira vez a uma vila da Beira Baixa e na altura chocou-me ver a beleza do granito rebocada, asfixiada... porque, diziam as pessoas, a pedra à mostra lembrava tempos de dificuldades e havia que mostrar que esse passado estava longe.
Sem querer impôr o meu gosto estético, entrevistei para o boletim da terra, os jovens da minha idade, filhos dos proprietários, que curiosamente responderam que gostavam de ver a pedra à mostra nas casas dos seus antepassados.
Durou anos este movimento, que veio de dentro da Comunidade. Hoje é possível observar muitas mais casa com o granito à mostra.
Em Montemor-o-Novo, no "casco" velho da cidade, há centenas de aldrabas (vidé revista Almansor nº 4, 2ª série, 2005) que as pessoas não querem substituir por campaínhas, porque o quotidiano é vivido à escala humana, e o toque da velha aldraba sendo familiar, não falha como a electricidade, nem tem um barulho irritante...
Em Miranda do Douro os pica-puortas existem ainda em freguesias do concelho, mas na cidade, são raros os exemplares, porque, segundo me contaram, os habitantes conotaram esses materiais e as portas de madeira com uma época de miséria e agora ostentam-se alumínios diversos, enquanto das portas foram varridos aqueles sinais de criatividade dos mestres ferreiros e de um património identitário do qual afinal as pessoas parecem ter vergonha.
É minha convicção que só se pode amar o que se conhece.
O valor simbólico e a história dos utensílios, têm de ser aprendidos na escola, na pedagogia dos livros, e através de acções de sensibilização junto das populações. Com a intervenção de professores, alunos e associativistas.
Em tempos de aculturação=globalização, uma antiga forma emblemática de construir, caída em desuso e ultrapassada por novos materiais e maneiras diferentes de saber fazer, trazidas de fora, dos países de emigração, começam a ser por vezes defendidas por técnicos de arquitectura e engenharia, e até do IPPAR, que era suposto envidarem todos os esforços (com inteligência e sensibilidade) no sentido da preservação de materiais tradicionais.
O Palácio do Picadeiro em Alpedrinha, em Setembro, recuperado ao fim de décadas de ruína, apresentava um puxador de gabinete de escritório nas portas. Protestei junto do vereador da Cultura do Fundão, a quem entretanto mostrei a exposição de aldrabas, batentes e cataventos que a Associação "Aldraba" teve na Festa dos Chocalhos.
O dr. Paulo Fernandes prometeu rever a opção de quem reconstruiu, no que concerne aos feios puxadores, pouco dignos de um monumento daqueles...
Ao longo de um ano e meio a nossa associação tem chamado a atenção para a história das aldrabas, espelhos de fechadura e batentes. As resistências são imensas e não só em resultado da ignorância.
Em vez de um trabalho de valorização, sem imposições, é claro, pactua-se muitas vezes com o mau gosto, nuns casos. Noutros, em nomes de parques naturais ou centros históricos obriga-se a cargas burocráticas de lana caprina que impedem qualquer alteração.
Infelizmente, este é o país real. Há que insistir na divulgação daquilo que nos parece belo e beneficiador de um sítio, para que as pessoas adiram e mudem. Mas atenção: não se muda quando não se percebe o porquê. As pessoas naturalmente reagem mal a tudo o que lhes cheire a imposição.
Espero ter de algum modo respondido à sua questão, mas prometo aprofundar o debate com os meus colegas da direcção da Aldraba.
E porque não fazermos um dia destes um debate conjunto e ouvir mais pessoas, entendidas nesta matéria, o prof. dr.Joaquim Pais de Brito, director do Museu de Etnologia, por exemplo, o professor dr. Pedro Prista, responsável pelo projecto do Museu de Querença,etc.

Abraço

Luís Filipe Maçarico

Fotografia: Aldraba em porta de Alpedrinha

07 novembro, 2006

As aldeias, o xisto, as casas,
os que lá vivem, os que lá passam...

PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoÉ de louvar em primeiro lugar o mérito do esforço da comunidade do Fundão, para reabilitar algumas Aldeias do seu concelho por forma a integrá-las num Roteiro de carácter patrimonial e de valorização do território construído portugês.
PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoMerecem, por certo, juntamente com a qualidade indiscutível dos seus produtos e da genuína beleza dos seus lugares, destaque e visita.
Mas genuína merecia ser também a reabilitação do seu património habitacional e a revitalização do suporte económico fundamental, que julgo ser ainda a produção agrícola.

PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoSomos conquistados pela beleza doce do imaginário que sobre nós actua ao percorrermos estes lugares.
As nossas muitas carências afectivas, provocadas pela vida urbana, encontram aqui uma pretensa salvação: este reencontro com a Mãe Natureza de que andamos apartados há muito... Mas, e há sempre um mas, não passam de sentimentos passageiros, rápidamente dissipados quando nos deparamos com a nossa incapacidade de renunciar a alguns vícios urbanos adquiridos há já algumas gerações.
PASSEIO DEJORNALISTAS no FundãoQuem poderá dar vida real a estes lugares são os seus filhos aqueles que nela encontram raízes de identidade. É com esses que a verdadeira reabilitação terá sucesso e para esses se deverá criar riqueza - para que não partam e (os que já partiram) retornem, não só na velhice...!!! - e incentivos para um repovoamento com a prata da casa.
PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoO turismo é sem duvida uma fonte de rendimento. Mas não deverá ser a única, porque tem um caracter sazonal e esporádico - funcionando muito por modas... e a sobrevivência das comunidades não pode depender delas.

PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoQuando se fala de recuperação do património habitacional doméstico, o assunto torna-se mais complexo por interferir directamente com um mundo privado do indivíduo e com a sua estrutura social e familiar mais íntima.
A casa, tal como as coisas, não existe por si, existe para servir o homens e é por este criada: um objectos inanimado que só ganha vida pela acção de quem a utiliza, a habita e diariamente lhe imprime alma e transformação.
PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoColocar nestas recuperações a pedra de Xisto (matéria prima utilizada no sistema construtivo cultural) à vista - quando outrora os seus construtores se empenharam em recobri-la com argamassas pintadas de branco, com um sentido estético de mais valia (só não o fazia aquele que, por menos posses, para isso não tinha capacidade econômica) - náo nos levará ao engano acerca da imagem do passado destas aldeias??? Será licito retirarmos os rebocos, as pinturas e os revestimentos das nossas casas de alvenaria de tijolo estruturadas pelos pórticos de betão?
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
Na realidade, não parece pretender-se repor a verdadeira imagem mas actuar de uma forma comercial , na tentativa de criação da uma marca facilmente reconhecível e identificadora de um produto que se quer vendável, Mas apenas com dois ou três quartos... não será esta uma actuação fora de escala?
Ora, parece-me de certa forma perverso este pretexto para retirar actuações genuínas dos seu moradores actuais, criticáveis por certo, mas sem dúvida verdadeiras e capazes de fazer reconhecer a realidade deste presente - que um dia será passado - que tem tanto direito de fazer parte da nossa história como o de qualquer outra geração.

Texto: Fátima Veiga (Arquitecta)


Fotos: Antunes Amor (direitos reservados) Clique sobre elas para ampliar

03 novembro, 2006

FUNDÃO:
Muito mais do que "Terra da Cereja"

A descoberta do concelho do Fundão deu-se debaixo de chuva, alguns sobressaltos, mas muita disposição e bom humor por parte da “troupe” de jornalistas encabeçado por Rui Dias José.

Um final de semana proporciona apenas o vislumbre de uma região que é muito mais do que a “Terra da Cereja”.

É que a grandeza da Serra da Gardunha e do Rio Zêzere não conseguem esconder toda a diversidade que contêm esta pequena parte da Beira Interior.

Entre um sobe-e-desce de autocarro e abre-e-fecha do guarda-chuva desvendamos pedaços de sua história, belezas naturais, monumentos e igrejas, singelas casas de xisto, deliciosas iguarias locais, regado com um bom néctar de uvas da região.

Mas como nem só de paisagem vive um lugar, e alías, por trás de um produto turístico bem conseguido está o trabalho das gentes do local, ficámos a conhecer projectos para um desenvolvimento mais responsável, e porque não dizer rentável, que salvaguardam acima de tudo o património natural e humano destas terras pela figura carismática e apaixonante do Vereador da Cultura Paulo Fernandes.

Um capítulo à parte: a surpresa da Casa do poeta Eugénio de Andrade, a Casa das Tecedeiras e as pequenas ruas curvilíneas com suas casas de xisto de Janeira de Cima e Barroca.

Vale a dica: o moderno e acolhedor Restaurante “O Fiado” e sua inusitada apresentação do “Cozido à Portuguesa” no pão e o Bacalhau com Migas.

Finalmente Álpedrinha, enquanto ouvíamos um pouco mais sobre o Palácio do Picadeiro e Chafariz D. João V , de soslaio teimava um dos olhos a apreciar a vista que dava à Igreja Matriz.

E tudo isto
porque gostamos de passear...


(clique nas fotos para ampliar)

PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
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Diário de Bordo do PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO

02 novembro, 2006

Vinho e Turismo no Fundão (3)

Ir para o início

Capital da cereja, o Fundão conta, também, desde o tempo dos romanos, com a produção de vinho, constituindo importante referencia da especialidade o povoado de Castelo Novo (que chegou a ser sede de concelho), onde existe uma grande lagariça escavada no granito, de provável

Nem o temporal que fazia...
fez desistir de Castelo Novo

construção entre os séculos VII e VIII, verdadeiro monumento ao vinho que se encontra muito bem preservado, tal como está a suceder no âmbito do projecto Aldeias Históricas de Portugal.


Um tinto do Fundão para brindar
ao PASSEIO DE JORNALISTAS

O vinho tem acompanhado o Homem, ao longo dos séculos, bem podendo dizer-se que na Cova da Beira são diversas as referências antigas à mais sã de todas as bebidas, que serve para que as populações aproveitem os benefícios que a recomendada bebida (apesar das ameaças que sobre ele

impenderam no passado e as que prosseguem no presente) continue a agradar a pobres e a ricos que a ela tenham acesso.

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)

(Clique nas imagens
para ampliar)

Diário de Bordo do PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO

01 novembro, 2006

Vinho e Turismo no Fundão (2)

Ir para o princípio



O enólogo e o presidente da Adega
Cooperativa do Fundão em conversa
animada com dois jornalistas da
área dos prazeres vínicos: Santos Mota
e (meio escondido) Eduardo Miragaia

Propus-me, neste breve apontamento, aludir a essa excelsa bebida que na Beira Interior e na sub-região vitivinícola da Cova da Beira tem méritos desde sempre reconhecidos, para me referir a alguns vinhos daquela empresa, actualmente com 1206 sócios, que atravessa um bom momento, mercê de gestão técnico-administrativa equilibrada, indispensável para que os recursos se tornem
vantajosos, como resulta da qualidade dos vinhos que bebemos às refeições.

Tratou-se, exactamente, por níveis ascencionais, dos Docs tintos Alpedrinha 2003, Praça Velha (Reserva 2002 e Garrafeira 2000) e Fundanus Prestige (Aragonês e Jaen) 2001, este último muito bom tanto no nariz como na boca,

...e aqui com Rui Dias José

com apreciável volume e persistência longa, a justificarem que o vinho do Fundão acompanhará, com as iguarias regionais bem confeccionadas, o engrandecimento turístico que se observa no concelho.
(Clique nas imagens para ampliar)
Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)

Ver continuação


31 outubro, 2006

"tirar o verdadeiro partido da vocação turística natural de que o Fundão dispõe"



Opção Turismo - 31/10/06
Para ler mais, clique aqui

Vinho e Turismo no Fundão (1)

Anunciado pelo Governo, durante a Bolsa de Turismo de Lisboa, em Janeiro último, como um dos dez produtos estratégicos do Plano Nacional de Turismo, o vinho (juntamente com a gastronomia) pode considerar-se elemento adjuvante a ter em conta nos ambiciosos projectos que a Câmara do Fundão e aPASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão:
almoço no Hotel Príncipe da Beira
empresa municipal Fundão Turismo desenvolvem com invulgar dinamismo, designadamente através das iniciativas Aldeias do Xisto e Aldeias Históricas de Portugal.
PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoRui Dias José em diálogo com
os tocadores de concertina
Foram estes grandes empreendimentos de natureza turístico-cultural, com uma funcionalidade digna dos maiores encómios, que o Passeio de Jornalistas, sob o “comando” do seu incansável dinamizador Rui Dias José, nos proporcionou em aturadas visitas, de 20 a

22 de Outubro, não só de natureza lúdica, paisagística, histórica e arquitectónica, mas também no âmbito da gastronomia e dos vinhos, sobretudo dos que a Adega Cooperativa do Fundão produz com muito empenho.

(Clique nas imagens para ampliar)
Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)

Diário de Bordo do PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO

30 outubro, 2006

País maravilha

Entramos pela porta escancarada de um país-maravilha.
A Sul de nenhum Norte...
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoPor ali podemo-nos banhar em 24 praias fluviais...
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoHá casas de xisto catitas…
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoAté lá está uma carta gastronómica, herdeira das iguarias da região/país…
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoAli há uma forte comunhão de interesses entre público e privado…
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoPara umas lojinhas de artesanias cuidou-se de recuperar mobiliário de traça antiga, ao jeito das mercearias de antanho…
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoNuma mina que os gentios abandonaram, toca de se recuperar e dar nova vida ao poiso…
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoE vimos o museu de um poeta maior…
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoE estivemos no bojo de um palácio arrancado à ruína…
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoE cheirámos e bebemos os arremedos dos vinhos sacados a pulso aos solos xistosos…
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoAfinal de contas este país é real – Da Serra da Gardunha à Cova da Beira…


Dentro de um outro país pejado de faz de conta…


E não se lhes pode perdoar – aos arrivistas, aos emergentes, aos políticos sacripantas, ao largo de mais de 30 anos de regabofe…


Quem fala das carochinhas deste país? Como estas da Gardunha…


É isso – não dá votos; e a maioria da imprensa está entretida com outros afazeres…
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão

Fotos: Antunes Amor
Diário de Bordo do PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO