28 julho, 2008

"Autoestradas do Atlântico" nega validade a documento da... "Autoestradas do Atlântico"!!!

Um Título de Portagem emitido pela Autoestradas do Atlântico não é reconhecido pela própria Autoestradas do Atlântico cerca de 30 minutos depois da sua emissão. Aconteceu ontem (domingo, 27 de Julho de 2008).

Autoestradas do Atlântico - 080727Está reproduzido aí ao lado (clique na imagem para verificar pormenores). Foi emitido (presencial, e manualmente, por um funcionário da Autoestradas do Atlântico) no edifício de controle daquela empresa na Portagem do Bombarral (Titulo: 0819RESERVA 9902115).

35 quilómetros depois, na Portagem de Loures, a Autoestradas do Atlântico recusava-se a aceitar como válido o Título emitido pela Autoestradas do Atlântico meia hora antes. E pretendia cobrar mais de 40€ por um percurso a que equivalia uma portagem de 4.35€. Como diria um velho amigo meu:

"só não os mando ir roubar para a estrada porque... eles já lá estão!".


Obviamente não paguei.
E irei, por todos os meios legais ao meu alcance denunciar esta imoralidade e esta ilegitimidade.

7 comentários:

oasis dossonhos disse...

É espantoso o que se está a passar em várias vertentes do quotidiano. Parece um filme, melhor dizendo, um filme de terror. Resistir é preciso, e como diria um amigo que já se foi, antigamente os fascistas assumiam, agora, a coberto da Democracia, quantos não andam por aqui, sem sabermos...e dão ordens pelo computador...escondidos, a gozar-nos.
Um abraço solidário
Luís

Guida Alves disse...

Kafka no seu melhor!

tb disse...

parece impossível o que se está a passar mesmo debaixo do nosso nariz. Força na denúncia, alguém tem que fazer alguma coisa!
Como costumo dizer: se não fosse trágico era cómico.
Abraço forte

Anónimo disse...

Meu caro Rui,
Tens todo o meu apoio. Tb estou farto deste fartar vilanagem em que algumas empresas fazem o que querem
Abraço Jorge Galvão

Moura Ferreira disse...

Recebi a mensagem via mail e despertou-me a curiosidade, pelo que vim aqui. Reparei depois, na presença da imagem ampliada, que o funcionário que, penso tenha escrito no título a autenticação do mesmo, se enganou, casualmente ou intencionalmente, na data. Inseriu o ano de 2007 em vez de 2008. Seria essa a razão pela qual em Loures não aceitaram o Título, como válido? Foi esse ou houve outro argumento? No entanto, ele tem um registo pré-impresso que certamente deveria identificá-lo como válido na máquina que o emitiu, já que essa emissão deve ser sequencial. Estou a raciocinar convenientemente? Penso que sim. Portanto, aqui só há que tentar provar que houve um lapso de escrita manual, que se pretende saber se intencional ou não. Quando há pessoas que escrevem autenticações manualmente temos que ter o cuidado de verificar o que elas escrevem, não vamos nós acabar por verificar “à posteriori” que demos com um "disléxico" pelo caminho.

Anónimo disse...

Muito bem, Rui Dias José. Estou solidário, obviamente!

O abuso, o tripudiarem sobre os cidadãos, é cada vez mais uma constante em Portugal. Tenho para mim, e estudei o assunto suficientemente, que tal se deve ao sentimento de impunidade incrementado pela postura laxista e desqualificada do sistema judicial.

Com efeito, e peço excusa por me citar, "O Sistema Judicial é o cancro que está a destruir a democracia tendencial lusitana".

É urgente que os portugueses se levantam com dignidade e altivez contra este estado de coisas.

Porque, como está constitucionalmente garantido pelos Direitos do Homem e a Constituição, em circunstancias de ilegalidade estatal continuada o Povo tem o direito de insurreição.

Não o esqueçamos!

Com o abraço firme e cordial do

Nicolau Saião

apintogs disse...

Li o artigo e vagamente ?? todos os comentários... (estupidamente) pergunto: AFINAL QUAL a finalidade de tão "poderoso" DOCUMENTO?