
A viagem, feita relato, está agora nas páginas de "O Escanção". Aqui.
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Nas mesas cá dentro ou na esplanada... cruzam-se paisagens, rostos, artes, sabores e projectos de viagem pelos mares da lusofonia. Entre convites e vontades, a disponibilidade para sair por aí em busca de um sorriso, de um passeio, de uma aventura...
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A Aldeia da Luz foi sacrificada para tornar possível o nascimento do Grande Lago. Das promessas aos seus habitantes, uma boa parte está por cumprir. | ![]() |
E os filhos da aldeia agora transplantada para uma cota superior á da área inundada nem sequer conseguem encontrar forma de lá continuar a viver se entretanto casarem e constituírem família: um qualquer problema burocrático(?) empurra-os da EDIA para a Câmara Municipal de Mourão e desta para a primeira... sem que consigam local para a casa onde queriam morar. Assim, os casais jovens vêm-se obrigados a ir viver para qualquer outro lado....!!! Não foi isto que lhes prometeram, nem é assim que se evita a morte de uma aldeia. Da passagem pela nova Aldeia da Luz, a atenção da Sara Pelicano ficou presa ao Museu que, na linha de horizonte da velha aldeia agora submersa, conta as memórias das vidas que por lá se viveram. | |
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O Passeio de Jornalistas viajou margens e águas de Alqueva. Ficaram imagens ecos e sinais... |
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Para ler na íntegra, siga o link |
Por mim, este fim-de-semana vou para o Sul, para as Terras do Grande Lago. Desvendar velhas artes de olaria no Corval, ler segredos de pedra e história em Monsaraz, encher olhos e alma com aquela imensidão de Alqueva. E quero reencontrar o Degebe, provar o caldo de cação, as migas, o cozido de grãos, o porco preto. E quero as modas e cantes de um coral alentejano. E quero sentir a terra como se lhe pudesse guardar brisa, cheiros e cores. |
Texto originariamente publicado na revista Café Portugal |
![]() | Passear as margens do Grande Lago. E entre paisagens e gestos, adivinhar futuros, prazeres de viagem, modos de sobrevivência... De velhas artes falam os dedos do oleiro do Corval. Como a apanha da azeitona conta ciclos de fertilidade... Numa terra entumecida pelo maior lago artificial da Europa, mais um Passeio de Jornalistas. | ![]() |
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O Antunes Amor andou por lá uma semana antes para produzir uma antevisão fotográfica. |
Ver mapa maior |
E o Alentejo ficou prenhe de água... | ![]() | |
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Ao encontro das vistas do Grande Lago Guadiana, nome de rio, é também nome de barco, e vai ser nome de navegação: do cais de Monsaraz ao Cais da Amieira. Duas horas e meia de água e margens...
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As Terras do Grande Lago, dos barros do Corval aos horizontes largos do Castelo de Mourão. Trepar ruelas e calçadas em Monsaraz, penetrar Espanha em Villanueva del Fresno, navegar Alqueva até ao Cais da Amieira... | |
E reencontrar o porco preto de montado (cerdo ibérico dizem os de Villanueva, alentejano dizemos nós), e fazer as honras ao cozido de grãos, e escutar as modas de um coral, e descansar os olhos naquela imensidão de água, e... | |
A 12, 13, e 14 de Dezembro é o regresso ao Alentejo. Agora com cores de Inverno mas sempre desafiante e acolhedor. Para saborear com a calma dos prazeres profundos. |
Pode ser um sonho de investimento turístico que signifique desenvolvimento local e razão para a gente nova não abalar para um qualquer subúrbio. Se os megalómanos projectos não deitarem tudo a perder com o seu turismo de “brincar às aldeias de fingir” para vender a ingleses viajando por desfastio. Confundindo Turismo com “imobiliária Turística” - que é mais uma área do departamento do cimento armado, subsecção de casas de férias e afins. Que não cria empregos nem desenvolvimento. Nem pode ser pólo de coisa nenhuma. A não ser para os “patos bravos”, mesmo que com significativos interesses bolsistas. |
E que apenas vão significar a expulsão dos alentejanos e arredar definitivo da agricultura que era a principal motivação da ambição local em relação ao “Grande Lago”. | ![]() |
Rememos contra a maré. E acreditemos na capacidade de sonhar. Porque a nossa Alma não está à venda, com o Mercado em baixa e a especulação imobiliária a dar os resultados que estamos a ver (que vamos ter de pagar!). |
Mais Sabores | Fotos: Antunes Amor (direitos reservados) Clique sobre elas para ampliar |
Onde está o Degebe? |
Fotos: Antunes Amor (direitos reservados) Clique sobre elas para ampliar |
Um dos concelhos mais antigos do País |
![]() | de hospedagem, sendo considerado um dos principais do seu género no País. Trata-se do Refúgio da Vila, de muita procura pelos turistas (sobretudo no Verão) e onde nos instalámos confortavelmente. |
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Com a construção da barragem de Alqueva, que deu lugar a enorme lago artificial, considerado o maior da Europa, a magia do Alentejo ganhou novos contornos, nomeadamente em concelhos com partes dos seus territórios submersas pelas águas calmas do Grande Lago, que a pouco e pouco constitui atractivo turístico de extraordinário alcance, como foi fácil concluir no decurso do Passeio de Jornalistas a Portel, de 15 a 17 de Dezembro.
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Como se fosse uma motoreta, sem exigência de carta de condução |
Fotos: Antunes Amor (direitos reservados) Clique sobre elas para ampliar |