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15 março, 2009

Por terras e águas de Alqueva...

Pelos caminhos de Alqueva andou o Santos Mota com o Passeio de Jornalistas.

A viagem, feita relato, está agora nas páginas de "O Escanção". Aqui.

Passeio de Jornalistas nas margens
do Grande Lago

05 janeiro, 2009

São Pedro do Corval: Vidas feitas de barro...

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nas Terras do Grande Lago"São Pedro do Corval é uma aldeia com vidas feitas de barro, mas que começam a perder-se para outros ofícios mais rentáveis. Dez horas de trabalho diário para viver do barro. Oleiro desde os 14 anos, Rui Santos passou a infância a brincar com a matéria-prima que dá origem a peças únicas, características da decoração alentejana. (...)"

O Passeio de Jornalistas andou por lá. Agora, na revista Café Portugal, a Sara Pelicano conta as mãos, as artes e as vidas.

A ler aqui.

20 dezembro, 2008

E o museu conta a aldeia que o Grande Lago submergiu...

A Aldeia da Luz foi sacrificada para tornar possível o nascimento do Grande Lago.

Das promessas aos seus habitantes, uma boa parte está por cumprir.
E os filhos da aldeia agora transplantada para uma cota superior á da área inundada nem sequer conseguem encontrar forma de lá continuar a viver se entretanto casarem e constituírem família: um qualquer problema burocrático(?) empurra-os da EDIA para a Câmara Municipal de Mourão e desta para a primeira... sem que consigam local para a casa onde queriam morar. Assim, os casais jovens vêm-se obrigados a ir viver para qualquer outro lado....!!!
Não foi isto que lhes prometeram, nem é assim que se evita a morte de uma aldeia.

Da passagem pela nova Aldeia da Luz, a atenção da Sara Pelicano ficou presa ao Museu que, na linha de horizonte da velha aldeia agora submersa, conta as memórias das vidas que por lá se viveram.


Um Alentejo de Marca...

O Passeio de Jornalistas viajou margens e águas de Alqueva.
Ficaram imagens ecos e sinais...

PASSEIO DE JORNALISTASno Grande Lago - revista CAFÉ PORTUGAL

Para ler na íntegra, siga o link

18 dezembro, 2008

Fiquem com o cimento armado, que... eu vou passear!

E bruscamente descobriram o Turismo como elixir milagroso e mezinha para todas as maleitas. Da balança de pagamentos, ao desemprego. Sem cuidarem de saber se… do remédio não virá a morte do doente, à força de o pretenderem pujante e soberbo.

E apostam vendê-lo a metro. Confundindo imobiliária, que é cimento armado e construção civil, com indústria do Turismo, que é lazer, acolhimento, descoberta, prazer de viagem e passeio. Como se pudesse existir alguma ligação entre as duas. E se a primeira – quase sempre - não matasse a segunda. Ou se, pelo menos, não a desvalorizasse: banalizando destinos à força de os tornar semelhantes com o afã de responder ao que erigiram (não se percebe bem porquê) como motivações de consumo de visitantes e passeantes. Esquecidos, até, daquela máxima que diz que (o que vende) é a diferença.

Olhando para a febre de Planos de Interesse Nacional que por aí vai, quase apetece dizer, «abençoada crise económica» (aqui se me der na gana posso mesmo falar em recessão) sim, abençoada crise… se der para fazer desistir da construção de umas quantas “aldeias de índios” para turista pernoitar ou senhor da cidade grande fazer férias. E talvez os terrenos circundantes da bacia de Alqueva se não encham de casinhas a macaquear construção tradicional de cal e passado, em aldeias de brincar. Há quem tenha esquecido mesmo de onde vieram os dinheiros para a barragem e a justificação (interna ou comunitária) para esse gasto.

Chegámos a um extremo de delírio tal que já há quem não consiga olhar para um terreno na beira de água sem imaginar campos de golfe… apartamentos de férias e… (claro!) um SPA.

Por mim, este fim-de-semana vou para o Sul, para as Terras do Grande Lago. Desvendar velhas artes de olaria no Corval, ler segredos de pedra e história em Monsaraz, encher olhos e alma com aquela imensidão de Alqueva. E quero reencontrar o Degebe, provar o caldo de cação, as migas, o cozido de grãos, o porco preto. E quero as modas e cantes de um coral alentejano. E quero sentir a terra como se lhe pudesse guardar brisa, cheiros e cores.

Precisava de mais tempo para reencontrar rostos e ingenuidades e estórias. Fica para outra altura. Com mais tempo. Com mais calma... de Alentejo!

Texto originariamente publicado
na revista Café Portugal

16 dezembro, 2008

Na ponta dos dedos, nos braços das árvores, na beira do Lago, nas margens de Alqueva...

Passear as margens do Grande Lago.
E entre paisagens e gestos, adivinhar futuros, prazeres de viagem, modos de sobrevivência...

De velhas artes falam os dedos do oleiro do Corval. Como a apanha da azeitona conta ciclos de fertilidade...
Numa terra entumecida pelo maior lago artificial da Europa, mais um Passeio de Jornalistas.

O Antunes Amor andou por lá uma semana antes para produzir uma antevisão fotográfica.

08 dezembro, 2008

NAS MARGENS DE ALQUEVA - Inscriçóes terminam amanhã

Encerram ao meio-dia de amanhã (terça feira, dia 9) as inscrições para o Passeio de Jornalistas nas Terras do Grande Lago. Vinte é o número máximo de participantes nesta aventura alentejana que, durante o próximo fim de semana, percorre trilhos de água e paisagem em terras de Alentejo, nas margens de Alqueva. Com uma incursão em Espanha... até à fronteiriça Villanueva del Fresno.

O Itinerário está descrito neste mapa do Google com indicação dos principais pólos de interesse desta acção:


Ver mapa maior

É mais uma expedição país adentro... naquela que é sem dúvida a mais importante (e continuada) acção de divulgação do país interior.

04 dezembro, 2008

Vontades de Alentejo, num aceno de água...

E o Alentejo ficou prenhe de água...

Que o salvem agora da cobiça, feita cimento imobiliário, e lhe devolvam esperanças de prender os filhos à terra...


CORVAL - MONSARAZ - MOURÃO - VILLANUEVA DEL FRESNO - AMIEIRA
Passeio de Jornalistas - 12, 13, 14 de Dezembro



Ao encontro das vistas do Grande Lago

Guadiana, nome de rio, é também nome de barco, e vai ser nome de navegação: do cais de Monsaraz ao Cais da Amieira. Duas horas e meia de água e margens...

Até ao som dos "Almocreves", com cantes e modas. Estar-se-á nessa altura no almoço do dia derradeiro do Passeio de Jornalistas nas Terras do Grande Lago. E as conversas terão a ver com projectos de investimento turístico que, salvaguardando valores culturais e ambientais, potenciem desenvolvimento e emprego locais. Fora do gigantismo dos grandes projectos, invasivos de ecossistemas e redutores de uma multiplicidade de oferta que terá de assentar na diversidade do território e nas especificidades das populações que o fazem seu. E de que a gastronomia é um bom exemplo, pelo que de factor diferenciador significa.

Mas logo na noite de sexta feira terá acontecido a apresentação de uma nova revista electrónica que cruza Turismo, Diversidade Cultural e Desenvolvimento Local e Regional. E o sábado terá sido de passeio e descoberta de artes de olaria no Corval, de traços de história e beleza nas ruas de Monsaraz, de vistas de Alqueva... E uma incursão a Mourão. E uma paragem na Plaza Maior de Villanueva del Fresno. Aliás, naquela terra fronteiriça acontecerá o jantar desse dia.


Em Dezembro, para que se aperceba como bonito pode ser o Inverno no Alentejo.

01 dezembro, 2008

Reencontrar Alentejo nas Terras do Grande Lago...

As Terras do Grande Lago, dos barros do Corval aos horizontes largos do Castelo de Mourão. Trepar ruelas e calçadas em Monsaraz, penetrar Espanha em Villanueva del Fresno, navegar Alqueva até ao Cais da Amieira...

E reencontrar o porco preto de montado (cerdo ibérico dizem os de Villanueva, alentejano dizemos nós), e fazer as honras ao cozido de grãos, e escutar as modas de um coral, e descansar os olhos naquela imensidão de água, e...

A 12, 13, e 14 de Dezembro é o regresso ao Alentejo. Agora com cores de Inverno mas sempre desafiante e acolhedor. Para saborear com a calma dos prazeres profundos.

Uma "chave de ouro" a encerrar o 2008 do Passeio de Jornalistas. Que, do sul ao norte continentais, navegou Faial, Pico, São Jorge e Terceira... em mar de Açores.

19 outubro, 2008

Namorar o Alentejo, na beira do Grande Lago...

Café Portugal - AlquevaPortel, Amieira, aldeia de Alqueva.Antes tinha ficado Monsaraz. Não longe a Barragem do Alvito e a Vidigueira com a frágil Vila de Frades. Por Moura, até Barrancos. E, logo do outro lado da fronteira, Encinasola.

Pode ser um sonho de investimento turístico que signifique desenvolvimento local e razão para a gente nova não abalar para um qualquer subúrbio.

Se os megalómanos projectos não deitarem tudo a perder com o seu turismo de “brincar às aldeias de fingir” para vender a ingleses viajando por desfastio. Confundindo Turismo com “imobiliária Turística” - que é mais uma área do departamento do cimento armado, subsecção de casas de férias e afins. Que não cria empregos nem desenvolvimento. Nem pode ser pólo de coisa nenhuma. A não ser para os “patos bravos”, mesmo que com significativos interesses bolsistas.
E que apenas vão significar a expulsão dos alentejanos e arredar definitivo da agricultura que era a principal motivação da ambição local em relação ao “Grande Lago”. Café Portugal - O sapateiro de Portel

Rememos contra a maré. E acreditemos na capacidade de sonhar. Porque a nossa Alma não está à venda, com o Mercado em baixa e a especulação imobiliária a dar os resultados que estamos a ver (que vamos ter de pagar!).

Café Portugal - O mel da AmieiraPS. – Não esquecer o Coral de Santo Aleixo da Restauração, o presunto de Safara, o mel da Amieira e o vinho de Pias. E reincidir sempre na “miga gata de bacalhau”. Que o sol… já o estamos a vender na Amareleja.

Mais SaboresFotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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10 maio, 2007

Na rota do Alqueva

'PASSEIO
Santos Mota, na revista "Escanção" escreve sobre o Passeio de Jornalistas em Portel. Para ler, clique aqui.

06 março, 2007

Itinerâncias (1)

Onde está o Degebe?


Onde está o Degebe? Procuro o conhecido e não o encontro: já ali não está. O “meu Degebe”, aquele que eu conheci em anos de reportar futuros, antevendo a então miragem do Alqueva; aquele em cuja foz deixei atolar um jeep para aflições de socorro pedido aos bombeiros de Portel – esse Alqueva já não existe. Foi rio, agora é mar. Desconheço a paisagem.
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel
Estarreço ao olhar as águas que já vi meninas. Desci da aldeia de riba. Não percorri as picadas de outrora, tacteando matos. Agora vou pela estrada que de Portel leva à Amieira e, de repente… Águas gordas, marítimas – o regolfo. O imponente oceano do Alqueva. Com barcos que singram as imponências deste lago (dizem que é o maior que o homem “fabricou” nesta Europa). Barcos quase iates que navegam acenos às margens no que antes foi Guadiana e foi Degebe e foram todos os nomes. Barcos com solário, com sonares que salvam das armadilhas (ilhas ocultas) de um leito que de outro modo seria traiçoeiro. Barcos que transportam até doze pessoas, alugáveis prodígios para passear mar dentro, nos rumos da Estrela, de Moura, de Mourão, de Cheles. Maravilhas aproveitáveis por turistas de pés bem calçados.

Num destes barcos marinho eu mai-la companhia que o Rui trouxe ao Alqueva. Bebo silêncios. Mastigo sossegos. Visto-me de sol espojando-me no pequeno deck. E olho, olho, olho a bombordo e a estibordo em esforço de decifrar paisagens que eu já não conheço. Isto mudou, sim senhores. Apenas as vacas, ainda subversivas, continuam iguais ao que foram, modorrando o pasto até à beira-lago: são subversivas, recusam as leis, os regulamentos que as repelem da beira-água. E teimam em mostrar-se. Em ficar. Em resistir. Benditas sejam por isso mesmo.
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel
Café Portugal - Nuno Rebocho
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel

Para que serve este mar novo que cresceu no lugar de sobros e azinhos? Para irrigar solos, diz-se. Esperemos que seja. Que Portugal é lugar mais de esperas do que tem sido de esperanças, e o Alentejo que o diga. Mas fala-se em greens, em golfe. E eu receio.
Receio. Tanto que esperámos por este Alqueva. Agora não o matem.

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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27 fevereiro, 2007

À sombra do grande lago

"Portel. Todo um concelho na palma da mão é o que foi. Viajar cá por dentro, é o que é. Um concelho que desfruta soberanemente de inúmeras condições para sermos felizes. Do património, da brancura das casas, até ao grande lago. Os romanos já o gozavam, faz muitas luas. Namorámos lá."

Eduardo Miragaia, na Epicur, conta aventuras do PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel. As fotografias são do Antunes Amor.
Clique aqui para consultar em formato PDF.

08 fevereiro, 2007

Alqueva:
Barcos-casa prometem lazer e descanso
a "marinheiros" inexperientes

PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Navegando o Alqueva
PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Navegando o Alqueva
Barcos-casa para alugar são a mais recente aposta turística do Alqueva, permitindo ao "marinheiro" mais inexperiente navegar durante vários dias no maior lago artificial da Europa, sem precisar de ter "carta" ou saber pilotar.

Assim começa uma reportagem da Raquel Calçada do Rio, para a Agência Lusa, a propósito de navegação do Alqueva que integrou o Passeio de Jornalistas em Portel.

Pode consultar o texto integral aqui.

30 janeiro, 2007

Por terras de Portel e águas do Alqueva (2)

Um dos concelhos
mais antigos do País

IR PARA O PRINCÍPIO


A vila de Portel, com uma população aproximada de três mil pessoas (pouco menos de metade dos habitantes concelhios) está dotada de um Hotel Rural muito bem situado, em pleno centro da localidade e que reúne as melhores condições CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel

CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel de hospedagem, sendo considerado um dos principais do seu género no País. Trata-se do Refúgio da Vila, de muita procura pelos turistas (sobretudo no Verão) e onde nos instalámos confortavelmente.

Em termos florestais Portel caracteriza-se pelo domínio do montado, com a presença simultânea do sobreiro e da azinheira e no aspecto vitivinícola apenas possui uma exploração de razoáveis dimensões, a Herdade do Meio, cujo proprietário vem desenvolvendo esforços para produzir vinhos de muita qualidade, o que tem conseguido, ajudando, assim, a valorizar agricolamente uma zona aliás com potencialidades nesse domínio. CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel
CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel
Portel é sede de um dos concelhos mais antigos do País, que inclui a freguesia de Alqueva, cuja aldeia se tornou famosa por ter dado o nome à barragem que proporcionou o maior lago da Europa, com 250
CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel quilómetros de superfície, 83 de comprimento e 1160 quilómetros de perímetro, de grande potencial turístico, como resulta de vários projectos, alguns dos quais em execução, já com bastantes atractivos desde o ano findo.

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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29 janeiro, 2007

Por terras de Portel e águas do Alqueva (1)

PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Alqueva
A magia do Alentejo
ganhou novos contornos


Com a construção da barragem de Alqueva, que deu lugar a enorme lago artificial, considerado o maior da Europa, a magia do Alentejo ganhou novos contornos, nomeadamente em concelhos com partes dos seus territórios submersas pelas águas calmas do Grande Lago, que a pouco e pouco constitui atractivo turístico de extraordinário alcance, como foi fácil concluir no decurso do Passeio de Jornalistas a Portel, de 15 a 17 de Dezembro.


CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel
Foi um fim-de-semana enriquecedor pelas circunstâncias várias e atraentes do extenso lençol líquido, sobre o qual viajámos, em seguras embarcações, durante duas horas, num concelho pouco populoso, mas patrimonialmente rico e pela fidalguia dos autarcas, ciosos de contribuir para o futuro melhor da juventude local, embora escasseiem os empregadores que garantam postos de trabalho a quem atinge o momento de a eles aceder, o que obriga a que procurem serviço noutras localidades.
CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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25 janeiro, 2007

Pelas bandas de Portel... (4)

Como se fosse uma motoreta,
sem exigência de carta de condução

IR PARA O PRINCÍPIO


PASSEIO DE JORNALISTAS - Navegando o Alqueva
Bom, a Nautialqueva espera por nós, ancorada nos seus barcos, barquinhos e barcões, mais o serviço de terra que em grande parte há-de ser. Agora, os pontões de atracagem já lá estão, com alguns dos devidos navios. Qual é a ideia? Bem, os franceses, por exemplo, já há muito aproveitaram a navegação nos vários canais que dão passagem entre rios, para fruição do turista de calmaria. Mas outros países de outras línguas aplicam a receita, e daí que os vários modelos de embarcações tenham vindo com nome à inglesa – house boats.
Chamemos-lhes amavelmente barcos-casa e entremos. O engenheiro Manuel Maia, que é sócio da empresa, põe a engenhoca em marcha e passa ao lado prático da navegação: “Ora, veja lá, que é mais fácil do que conduzir o carro”. E é verdade, navega-se facilmente, com um motor de baixa cilindrada, coisa como se fosse uma motoreta, sem exigência de carta de condução. É que lá está o sonar para dar conta da profundidade e de possível má vizinhança para o casco; o GPS, a dar conta até dos “piões”, a carta com tudo assinalado, o canal de navegação, as margens, as profundidades. Se for o caso de necessidade, de disparate do navegador, há alarme para recuar a tempo, telefone para pedir apoio…
Agora, imaginemos que há uma família a precisar de descomprimir: aí está, há quartos, há fogão, frigorífico, mesa, barbecue. E o serviço opcional para quem não quiser ir fazer compras, ou pressa de zarpar logo com a despensa abastecida – a gosto. Basta fazer e enviar previamente a lista do supermercado.
Depois é andar por ali: como um francês do último Verão, que se ficava no escuro, muito escuro, a contar as estrelas que já não pode ver lá nos céus ultra-iluminados de onde partiu. Havia de dormir depressa, que são mais, as estrelas, do que os carneiros todos do Alentejo.
Aprovado para este modo de vida. Hoje, quando por aqui nos é exibido o estilo de descanso em oferta, o Inverno fez-se doce, acordou frio mas de sol cordato, tudo calmo. E enquanto nos abeiramos da embocadura do Degebe no Guadiana, no meio dos idos alcantis das margens, abre-se um espumante, pousa-se os olhos no espelho da água, repousa-se o corpo numa das cobertas. E diz-nos o engenheiro que a empresa está para aproveitar tudo, e outros barcos de outras dimensões, e outros passeios, por ali se alinham. Ou sejam, estão no Alqueva não tarda outros, capazes de levarem grupos de congressistas, e outros tipos de exércitos.
Alqueva abaixo, já nos abeiramos do paredão, com velho receio na alma e no coração: a densidade autorizada para as margens da albufeira tem crescido na proporção geométrica da gula dos capitalistas; o gado que devia limitar-se aos montes não resiste a ver-se reflectido na água; já navegam sem GPS nem sonar algumas nódoas de lubrificantes e/ou combustíveis.
O autarca, ele próprio, reconhece as ameaças. Estas e outras, e diz-se atento e obrigado. Oxalá fique Portel imaculada nestas andanças do grande lago.
PASSEIO DE JORNALISTAS - Navegando o Alqueva
PASSEIO DE JORNALISTAS - Navegando o Alqueva
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Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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