Mostrar mensagens com a etiqueta Revista. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Revista. Mostrar todas as mensagens

05 junho, 2009

Um tirador de cortiça, um queijo de São Jorge, umas vistas da Gardunha, a arte de fazer um cesto, um moinho de maré...

Newslleter nº nº 7 – 4 a 10 de Junho de 2009

Cortiça - Um contrato entre gerações

Junho leva para o sobral um frenesim de trabalho. Com os dias quentes inicia-se o «descortiçamento» do sobreiro. Uma boa cortiça, só ao fim de 40 anos. Quem lança à terra a promessa de sobreiro, faz um legado de valor à geração seguinte.

Açores – São Jorge através do queijo

Num início de manhã propomo-nos percorrer a Rota do Queijo da ilha de São Jorge. Um convite para conhecer um produto de Denominação de Origem Protegida, logo identificado com o arquipélago Atlântico.

O dia-a-dia nos «novos» moinhos de maré

Uma ida a dois moinhos de maré no Tejo e estuário do Sado. Uma viagem de descoberta pela vida e dinâmica destas estruturas engenhosas.

Aventura no Fundão –Portos de abrigo

«Da serra da Gardunha à Cova da Beira», deu-se o mote e fez-se o Passeio. Houve aldeias serranas para conhecer, rostos revelados, paisagens descobertas.

Pastorícia - Em cerca de 20 anos a actividade pode terminar

Tradição e sustento milenar, a pastorícia carece de reconhecimento e de incentivos. O projecto PASTOMED revelou uma realidade perturbante: o desprestígio da profissão não atrai jovens. Em cerca de 20 anos a actividade pode terminar.


Ver mais

24 abril, 2009

Das baleias aos flamingos, com tempo para umas mãos... de arte popular!

Newslleter nº 1 - 23 a 29 de Abril de 2009

Castro Marim, o “Algarve Outro”

Da beira do mar, pelo Sapal, à vista do rio e dos castelos ao encontro da serra algarvia.

Ilha do Pico: Baleia à vista

Fomos ao Pico e falámos com aqueles que viveram no mar a epopeia da captura da baleia. Sobre as ondas também se caça. Aqui, o toque da recordação.

Artes e Ofícios: um sector desvalorizado

O Centro Regional de Artes Tradicionais (CRAT) lamenta a falta de visão estratégica para um sector desvalorizado.



Ver mais

27 janeiro, 2009

É este o modelo de "desenvolvimento" que querem? Fiquem com ele! Obrigado.

Vem aí mais uma ofensiva do betão:
morrem aldeias à mingua
mas salvam-se os bancos…
É a crise, dizem-nos!

Penalva de Alva, 17 de Janeiro de 2009

Eu, cidadão abaixo-assinado, escriba de profissão e jornalista por vício, venho por este meio declarar publicamente que – nunca tendo obtido lucro de especulação imobiliária ou de jogo na bolsa, nunca tendo frequentado “offshores” ou paraísos fiscais, nunca tendo pertencido á administração de loja bancária, para-bancária, ou de penhores, nunca tendo exercido responsabilidades de controlo bolsista ou de supervisão banqueira, nunca tendo experimentado financiamentos públicos, fundos perdidos, avales ou contrapartidas do Estado – me considero inocente em relação às causas efeitos e consequências do (anteriormente) chamado “crescimento negativo”, agora (já oficialmente) denominado por “recessão” e que futuramente poderá vir a ser conhecido como “deflação”.

(...)
A varanda abre-se para a encosta, prolonga-se até ao vale… a esta hora apenas suspeitado no novelo branco que cobre o Alva: um carreiro de nevoeiro que pesponta o desenho do rio.
Manhã clara de sol, com Estrela e o Açor no horizonte e, à riba do Alva, a meio dos cumes, a Aldeia das Dez e a adivinhação da estrada para a Senhora das Preces.
(..)
Vinha de uma reunião, uma assembleia, que deu para que ficasse a pensar nessa tal crise da Economia Global, enquanto ouvia gente – na sua maioria rostos já percorridos pelos sulcos da idade – interrogar o futuro dos seus pinhais ameaçados por espécies vegetais invasoras, larvas assassinas, incêndios destruidores e intermediários madeireiros que lhe levam quase tudo.

(...) deverá parecer estranho que uma meia centena de pessoas de umas aldeias à volta estivesse ali para ouvir notícias de bloqueios às ajudas de manutenção dos seus soutos e pinhais, de Planos de Gestão Florestal, de belezas e aproveitamento de medronheiros (com virtudes de aguardente de medronho), de preservação de azevinhos e azeireiros (de que o autor destas linhas, confessa, nunca tinha ouvido falar).
(...)
E fui assaltado por recordações de infância preenchidas pela figura dos guarda-republicanos a cavalo perseguindo gentes da freguesia de Sampriz (Ponte da Barca) pelo crime de levarem as suas ovelhas a pastar nos baldios do povo… de que os Florestais se haviam apossado. A par de umas palavras, ouvidas já não sei bem em que Minho ou Trás-os-Montes, que interrogavam sobre o que haveria hoje para funcionários e activistas ambientais poderem reclamar como objecto de preservação… não fora gerações e gerações de agricultores e pastores terem mantido um são convívio com o meio ambiente que habitavam; E se, defesa da diversidade das formas de vida, não deveria incluir preocupação e empenho em relação aos exemplares da espécie humana que compartilham (também) esses territórios.

(...) Num pais cada vez mais macrocéfalo, com metrópoles onde se amontoa gente e problemas de toda a espécie, aldeias que vão morrendo à mingua de habitantes e vilas, (elas mesmo) condenadas à extinção.
O betão semeado a esmo em nome do progresso, sem medidas de revitalização do tecido económico e social local, não significa vida melhor nem fixação de populações. E as auto-estradas levam mais do que trazem…

É este modelo de “Desenvolvimento” que querem para o nosso futuro como país e nação? Fiquem com ele. Obrigado!
(...)




Excertos de um texto originariamente publicado na revista
Café Portugal.
Na íntegra aqui
.

12 janeiro, 2009

Fundão: Na beira da Estrela... da Gardunha à Cova de Beira

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoAs aldeias, o xisto, as casas, os que lá vivem, os que lá passam: um Passeio de Jornalistas pela Beira Interior.

«Da serra da Gardunha à Cova da Beira» foi o mote.

Houve aldeias serranas para conhecer e pessoas para descobrir.

Tudo aqui retratado nesta galeria de imagens.


Diário de Bordo do
PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO

18 dezembro, 2008

Fiquem com o cimento armado, que... eu vou passear!

E bruscamente descobriram o Turismo como elixir milagroso e mezinha para todas as maleitas. Da balança de pagamentos, ao desemprego. Sem cuidarem de saber se… do remédio não virá a morte do doente, à força de o pretenderem pujante e soberbo.

E apostam vendê-lo a metro. Confundindo imobiliária, que é cimento armado e construção civil, com indústria do Turismo, que é lazer, acolhimento, descoberta, prazer de viagem e passeio. Como se pudesse existir alguma ligação entre as duas. E se a primeira – quase sempre - não matasse a segunda. Ou se, pelo menos, não a desvalorizasse: banalizando destinos à força de os tornar semelhantes com o afã de responder ao que erigiram (não se percebe bem porquê) como motivações de consumo de visitantes e passeantes. Esquecidos, até, daquela máxima que diz que (o que vende) é a diferença.

Olhando para a febre de Planos de Interesse Nacional que por aí vai, quase apetece dizer, «abençoada crise económica» (aqui se me der na gana posso mesmo falar em recessão) sim, abençoada crise… se der para fazer desistir da construção de umas quantas “aldeias de índios” para turista pernoitar ou senhor da cidade grande fazer férias. E talvez os terrenos circundantes da bacia de Alqueva se não encham de casinhas a macaquear construção tradicional de cal e passado, em aldeias de brincar. Há quem tenha esquecido mesmo de onde vieram os dinheiros para a barragem e a justificação (interna ou comunitária) para esse gasto.

Chegámos a um extremo de delírio tal que já há quem não consiga olhar para um terreno na beira de água sem imaginar campos de golfe… apartamentos de férias e… (claro!) um SPA.

Por mim, este fim-de-semana vou para o Sul, para as Terras do Grande Lago. Desvendar velhas artes de olaria no Corval, ler segredos de pedra e história em Monsaraz, encher olhos e alma com aquela imensidão de Alqueva. E quero reencontrar o Degebe, provar o caldo de cação, as migas, o cozido de grãos, o porco preto. E quero as modas e cantes de um coral alentejano. E quero sentir a terra como se lhe pudesse guardar brisa, cheiros e cores.

Precisava de mais tempo para reencontrar rostos e ingenuidades e estórias. Fica para outra altura. Com mais tempo. Com mais calma... de Alentejo!

Texto originariamente publicado
na revista Café Portugal

17 dezembro, 2008

"CAFÉ PORTUGAL, Prazeres de Viagem e Passeio", uma nova revista electrónica para contar o país

De viagens e passeios, de aventuras e prazeres se faz a nova Revista Electrónica que vem alargar a rede do Café Portugal.

Desafio-vos a passar por lá e a uma navegação sem escolhos mas com muitas surpresas de caminhos e paisagens.

Nasceu agora. Está à espera das vossas opiniões e achegas. Mas já está a dar que falar...


O seu lançamento ocorreu na passada sexta feira no decorrer de um jantar com uma vintena de profissionais da Comunicação Social no restaurante "A Maria" no Alandroal. no âmbito do Passeio de Jornalistas às Terras do Grande Lago.

Noticiava a Agência Lusa que "divulgar o papel do turismo no desenvolvimento regional é o principal objectivo do “Café Portugal, Prazeres de Viagem e Passeio”.

“www.cafeportugal.net” é o projecto de um jornalista com mais de 20 anos de “vício de andarilho pelas terras da língua portuguesa", em busca dos rostos e paisagens que serviram de pano de fundo a programas de rádio como o “Passeio das Virtudes”, “Chão da Festa” e “Feira Franca”, contou à Lusa o fundador da revista, Rui Dias José.


"Construir uma revista pode ser um acto de enamoramento ou de apaixonamento: Perseguindo uma ideia... um projecto; buscando formas diferentes de contar e de dizer, equacionando diversificadas tecnologias e apostando em novos públicos" - escreve-se na num dos textos de apresentação da nova publicação electrónica.

Entre as reacções na net, ao surgimento deste novo espaço de notícia e debate, destacam-se aqui as do Açoriano Oriental do Repórter do Marão e do Diário dos Açores.