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17 março, 2009

Um vinho, uma quinta, em Roriz, na beira do Douro...

O Passeio de Jornalistas calcorreou rio e margens de Douro em São João da Pesqueira, trepou socalcos de vinha e de sol, bebeu paisagens e vinhos.

Da Quinta de Roriz fala a Anabela Pereira nas páginas da "Olá/Semanário".

Saia mais uma rodada e saboreemos todos!

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13 fevereiro, 2009

Imagens do Douro na paisagem de São João da Pesqueira

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em São João da PesqueiraNos alvores do Outono, já no final das Vindimas, os socalcos do Douro, as voltas do rio, o quase cobre das folhas das videiras.

O autocarro do Passeio de Jornalistas ia parando aqui para uma vista de encosta, ali para espreitar as águas cá do alto, mais além para contemplar vinhas e xisto de que se fazem as margens.

Paisagem gloriosa aquela que o José Mendes tão bem conseguiu captar. (clique para ampliar)

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Outros olhares do José Mendes sobre São João da Pesqueira



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20 janeiro, 2009

Riqueza de paisagens, de quintas e de vinhos em São João da Pesqueira

Um fim de semana no Alto Douro, à descoberta de São João da Pesqueira, com histórias e sabores para contar...


Na revista "O Escanção" Santos Mota viaja as paisagens que marcaram mais esta incursão do Passeio de Jornalistas no Alto Douro Vinhateiro.

Passeie também com ele. Aqui.



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10 novembro, 2008

Por terras da Pesqueira (3)

A praça soalheira convida a um deambular matinal que não esconde uma pontinha de preguiça. Uma indolência que tenta ser compensada pelo uso da objectiva. Na máquina fotográfica repousam quatro ou cinco instantâneos. Tudo ângulos infelizes, sem justiça pela harmonia e inspiração das arcadas e fachadas do coração arquitectónico de São João da Pesqueira. A Praça da República é, toda ela, espaço urbano cuidado, de dimensão comedida, à proporção da sede de conselho. É uma escala de uma singeleza que nos faz, por impulso, querer enquadrar no plano o elemento humano. Apetece, por isso, ouvir histórias, dar uso às palavras, emoldurar narrativas no contexto do lugar. Falta, contudo, o mote. A praça vazia frustra as intenções. Resta esperar na esplanada, madrugadora, armada num dos recantos da praça. As nove horas repicam num sino indeterminado. Próximo, duas portadas abrem-se à manhã. De dentro “salta” um par de cadeiras, com ares de longo uso. Breve, sobre as cadeiras, vão assentar dois cestos. Entre vime, um ninho de pano aconchega umas quantas mãos-cheias de pacotinhos rematados com laços. Arménia Jeitosa, como se apresenta, inicia uma vez mais a sua rotina diária, que sintetiza num “adoçar a vida e a boca de quem por aqui passa”. Há, aqui, história com pretexto e contexto para a primeira fotografia com conteúdo do dia. Espicaça-se a conversa. Natural da Régua, Arménia Jeitosa assenta negócio desde há 35 anos em São João da Pesqueira. Frente à loja, verdadeiro empório de utilidades domésticas, apregoa os seus rebuçados caseiros da Régua. A rebuçadeira aborda com discrição e sem grandes insistências: “vai uns rebuçadinhos caseiros? Um euro o pacotinho”. Nâo é caro, considerando o labor na confecção e o cuidado extremoso colocado em cada embrulhinho. “É a senhora que faz?” – salta a pergunta. A resposta, espontânea, enfatiza o óbvio da afirmação: “com certeza. Há mais de 50 anos.” Nova pergunta: “E tem segredo?” - “Não há segredo nenhum. Junta-se à água as cascas de limão, mais a canela, uma colher de chá com mel e vai tudo a ponto. Depois vai à pedra com a manteiga, corta-se, rebola-se e embrulha-se como aqui vê”. Numa assentada Arménia Jeitosa derruba mitos com ares de segredo e dá a receita. Não basta, contudo, ter a fórmula, é preciso ter mão, vontade para fazer e arte para vender. Diz-nos Arménia Jeitosa: “já há poucas rebuçadeiras. Com o tempo esta arte vai desaparecer”. E há clientela. “Não faltam clientes portugueses e os ingleses adoram estes doces”, conta Arménia Jeitosa que junta à venda na praça a distribuição dos rebuçados em pastelarias.
Arménia desafia a provar um dos rebuçados. O pacotinho branco desfolha-se com facilidade, revelando o coração doce, cor de mel. Prova-se, determinando sabores; procurando na pérola de doçura o mel, o limão, a canela. Baila uma dúvida. Há algo de indeterminado no rebuçado. Tem que haver segredo. Arménia Jeitosa sorri. Rebuçadeira que se preze tem sempre um trunfo guardado.
“Vamos à fotografia?”.


Rebuçados
da Régua
adoçam a
Pesqueira
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09 novembro, 2008

Por terras da Pesqueira (2)

São Xisto: renascer para o turismo

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Subir do cais da Ferradosa, à beira do Douro, até à meia altura do monte onde se encavalita a aldeia de
São Xisto é uma viagem de descoberta que se faz a pé, com fôlego, em dez minutos. Esta “Aldeia de Portugal”, como indica o marco em madeira que aponta à localidade, é verdadeiro monumento à construção em xisto.

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A povoação, na freguesia de Vale Figueira, não conta mais de quatro habitantes. É pouco para uma localidade que chegou a albergar mais de 40 almas.São Xisto conta, no entanto, com o empenho de Narciso Lopes, natural da localidade, hoje empresário em Estarreja, para tornar um caso de abandono urbano, num espaço vivo, voltado para o turismo de habitação. Narciso Lopes que detém 90% do construído na aldeia, iniciou o projecto de recuperação de São Xisto para fins turísticos vai para oito anos.
O objectivo é audaz: reconstruir treze casas de xisto, a capela de Santo Ovídio (que contou para a recuperação com o apoio da autarquia local), o lagar de azeite e a adega. Obra feita, serão perto de 750 mil euros de investimento.

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O projecto final inclui, ainda, um posto de venda de produtos
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em São João da Pesqueiraregionais e artesanato. Em funcionamento já estão, para além da Quinta, sete casas. O antigo lagar de azeite, serve de núcleo para acolher os visitantes e faz mostra de um lagar tradicional com utensílios e modos de produção.

Fotos: Jorge Andrade

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Por terras da Pesqueira (1)

A bordo do rio de ouro

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Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em São joão da PesqueiraNo ar pairava o aroma das vinhas aquecidas pelo sol ameno de uma tarde de Outono. Depois do almoço no restaurante Cais da Ferradosa, com vista privilegiada para o rio Douro, o corpo pedia descanso. Mas a promessa de um passeio de barco pelo rio despertou todos os sentidos. Um estreito passadiço na margem, com o coração a bater descompassado devido à iminência de um mergulho, se um pé teimasse em não assentar em terra, conduziu até ao pequeno barco, ancorado entre a vegetação do Alto Douro Vinhateiro.
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A popa da embarcação, onde se erguia imponente a bandeira da localidade que lhe dá nome, Vila Nova de Foz Côa, surgiu como o local ideal para sentir o balançar do rio Douro e o vento a bater na cara. Estavam criadas as condições para esquecer o mundo e repousar o olhar entre os socalcos pintados em tons de verde, castanho claro, e vermelho tinto. O comboio da linha do Tua surgia de vez em quando a quebrar o ronronar dos motores do Vila Nova do Côa, guiando a curiosidade pela margem. Rapidamente as garças, as cegonhas negras e tantas outras espécies de aves, que rasgavam o céu, conquistaram os olhares e levaram-nos por uma viagem sinuosa entre as curvas do Douro e a barragem da Valeira.
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Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em São joão da PesqueiraAo longe ouvia-se conversa alegre e o tilintar de copos. A atenção girou para o interior do barco onde as confrarias da fogaça da feira e rabelo animavam os visitantes. Promover o vinho do Porto, os bolos tradicionais e adoçar a boca dos que estavam a bordo era a missão dos três confrades que pelo Vila Nova do Côa espalharam conversa e boa disposição. Neste ambiente de festa, a embarcação estacionou na eclusa da barragem da Valeira. O rio tem aqui uma descida acentuada, e o Homem criou este mecanismo de retenção, onde os barcos param a marcha e aguardam a descida do nível da água, até encontrar leito do rio.
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Cerca de vinte minutos de êxtase, a ver por dentro um grande poço de betão armado, que aumentava a curiosidade sobre o que encontraríamos do outro lado da imponente porta de cimento. Quase ao nível do rio, a porta começou a subir ligeiramente, criando uma queda de água. A cascata artificial obrigou a recolher na zona coberta do Vila Nova do Côa, para fugir a um banho. A reclusão momentânea terminava; o barco já deslizava pelas águas, a trocar buzinas com outras embarcações que partilhavam o rio.
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Momentos antes da viagem terminar, uma ligeira paragem, no lugar de Cachão. Aqui uma enorme inscrição na encosta, assinala a morte no barão de Forrester, autor do primeiro mapa conhecido do Douro,

aquando da travessia do rio acompanhado por D. Antónia, uma das mais conhecidas comerciantes de vinho do Porto.

O Sol já tocava o cimo das montanhas do Alto Douro Vinhateiro, e num pequeno cais, entre as vinhas, o Vila Nova do Côa, encostou e deu por terminada a viagem pelo rio que dá vida ao ouro da região, o vinho.

Fotos: Jorge Andrade
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15 outubro, 2008

Outono com namoros de vento e promessas de bom vinho, nos socalcos do Douro

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Respirar fundo, encher os pulmões e olhar à volta...
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E o Douro Magnífico, entre serranias esculpidas de socalcos.
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As margens talhadas no xisto...
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Apetece beber o rio, beber o sol, beber o vinho, fino, do Porto, generoso.
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entre pipas, entre nectares...
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A construção da barragem empurrou-o para a outra margem e obrigou-o à ponte.
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Passou...!!!
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Não há como fugir-lhe,
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Apenas, navegar entre margens... rio abaixo.
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Onde as varandas se abrem,
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e o ferro forjado, quase balcão de observação e avistamento.
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Quando já se anunciam aços de macerar mostos,
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nos socalcos das encostas,
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as folhas fazem-se cobre, quase vermelhas de sol.

Com acenos de vento e promessas de bom vinho.
 
Fotos: MLPS (direitos reservados)
Clique sobre elas para ampliar
Pela beira do rio, até São João da Pesqueira.
E depois, trepar a São Salvador do Mundo.
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Lá em baixo, a barragem da Valeira.
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Mas... o que é que estes estão a fazer???
Psst! Psst! A paisagem é para o outro lado!
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ou mirando-se no líquido espelho.
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Na obscuridade da cave, na autoridade daqueles toneis,
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É a Ferradosa. Aqui já correu comboio.
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Passa. Não passa! Vai bater!
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E... afinal, eram dois: um por cima do outro.
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nem apetece fugir.
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Há-de aparecer cais ou ancoradouro.. e havemos de pôr pé em terra lá mais adiante.
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o xisto é parede de casa,
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Em ruas para sorver devagar.
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e se pressentem metálicas pisas da uva,
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no Outono das Vindimas,
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