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26 agosto, 2008

Doze dias de Aventura nos Açores (17)

Passear as Velas, respirar as Sete
Fontes, dançar músicas de São Jorge...
IR PARA O PRINCÍPIO

Agora... à descoberta de São Jorge.
Para trás ficou o Morro Norte e a Vila das Velas.
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas - Morro NorteCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas
Sempre a trepar, para os lados dos Rosais, até ao Parque Natural das Sete Fontes.
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Rosais - Sete Fontes
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Rosais - Sete FontesCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Rosais - Sete FontesCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Rosais - Sete Fontes
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Rosais - Sete Fontes

A vaca é senhora e dona dos pastos. E melhor do que ninguém sabe a hora da ordenha...

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Rosais
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - RosaisCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Ponta dos RosaisCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Ponta dos Rosais
Num dos extremos do"dorso do dragão" que é a ilha, a Ponta dos Rosais e o farol.
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Ponta dos Rosais
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas
E o regresso à Velas, para visitar a igreja Matriz e conhecer o Museu de Arte Sacra...
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas - Igreja Matriz
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas - Museu de Arte SacraCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas - Igreja MatrizCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas - Museu de Arte Sacra
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas - Igreja MatrizCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas - Museu de Arte Sacra
Para lhe passear tuas, penetrar a Câmara Municipal, descobrir o Jardim e o coreto.
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas - Rua DireitaCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas - Paços do Concelho
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas - Jardim da República
E depois espreitar as Velas lá do alto, já a caminho do jantar na Escola Profissional de São Jorge.
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Velas
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Escola ProfissionalCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Escola ProfissionalCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - jantar na Escola Profissional
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - jantar na Escola ProfissionalCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - jantar na Escola Profissional
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Grupo EtnográficoCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - São Jorge - Grupo Etnográfico
José Bettencourt da Silveira, edil das Velas, foi o anfitrião. Não faltaram a música e a dança!

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
Clique sobre elas para ampliar
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23 janeiro, 2007

Pelas bandas de Portel... (2)

Gozo pessoal, divertimento
e o mais das circunstâncias

IR PARA O PRINCÍPIO


Portel, da encosta do casteloCAFÉ PORTUGAL - vista de PortelPois foi. Desta feita escapou-me o Refúgio da Vila. Muitos caçadores por aqueles azimutes, a tropa toda do Passeio de Jornalistas, e o Rui Dias José deu comigo borda fora. Calhou-me uma Casa de Silharcas, albergue em formato unifamiliar que é desfrutado, nestes tempos,
sobretudo por citadinos de uniforme e caçadeira que precisam de colchão por umas horas. Ao alvorecer já eles levantam restolho e fazem o gosto ao dedo. Qual Portel? Qualquer pouso serve.

Nem era desagradável, a casa, apesar de por ali ter passado arquitecto modernaço ou similar. Quem vê o abrigo, de fora, a partir da Rua de Évora, imagina que por dentro há uma daquelas típicas casas alentejanas, mas a porta franqueia-se em espaço aberto de alto a baixo, com mezzanine e tudo, um aparelho de ar condicionado mal situado, e algum desconforto. Enfim.

O hotel rural deu, sim, para um jantar de boas vindas (idas), com presidente da Câmara e tudo, já em mandato renovado no pós-Vidigal Amaro. Agora é o tempo de Norberto Patinho, anfitrião completo, dedicado: ele não desgrudou durante os dois dias e tal desta visita do grupo ao seu concelho. Ou seja, queria mostrar o que tem feito, sem recusar a responsabilidade do que tem sido feito.

E lá renasceu a ideia de tempos idos: como um empreendimento turístico ajudou a dar a volta a uma pasmaceira… O restaurante é o mesmo, mas pareceu-me que para pior. Anima-se por ali a contabilidade em actividades diversas, até em cursos de culinária, e
talvez seja essa a explicação para o falhanço dos comes.Uma sopa de cação em que o excesso de farinha levou o caldo a um estado colóide, ou seja, muito semelhante ao que noutros tempos se preparava para fazer as vezes de cola. Sim, senhores. Mas não foi tudo: umas migas com carne de porco
Norberto Patinho e Rui Dias José
enviavam-nos direitinhos para as mesas de hotel com serviço de bufete. Desenxabido, em que qualquer semelhança com receitas alentejanas era pura coincidência.

Valeu o inesperado: às tantas, o tal senhor presidente da autarquia foi feito saltar do lugar e devidamente introduzido (desculpem a
influência do inglês) pelo co-anfitrião José, com a explicação de que é ele um dos mentores do tal grupo. Mas Patinho lá se explicou, e justificou que todo o grupo estivesse ali para um pouco de serão: eles nunca quiseram ser um grupo tradicional alentejano, assumiram que faziam aquilo
CAFÉ PORTUGAL - Grupo de Cantares Regionais de Portel
Trocada a fatiota...
por gozo pessoal, divertimento e o mais das circunstâncias.

CAFÉ PORTUGAL - Grupo de Cantares Regionais de PortelCAFÉ PORTUGAL - Grupo de Cantares Regionais de Portel
Portel, Querido Portel
- Grupo Coral de Cantares Regionais de Portel
E divertimo-nos, pois. Até trauteei, se pode dizer-se tanto. Portel marcou pontos, mais uns, porque a brincar, a brincar… Até porque anda por aquelas bandas um coral que remete para a tradição do cante alentejano – mas desse nós acabámos por ouvir umas escassas duas modas, na noite seguinte, mesmo assim em versão mitigada. É que o pessoal andava todo azoado com as compras do Natal.

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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05 janeiro, 2007

Ainda os ecos do "Cante ao Menino" em Peroguarda


Café Portugal - Michel Giacometti
Cancões Tradicionais e Memória Colectiva
O mistério Giacometti
Cancioneiro Popular Português
Associação Michel Giacometti
Museu do Trabalho

Entrai pastores (Cante tradicional recolhido em Peroguarda) Boomp3.com
Interpretação: CRAMOL (Grupo Coral da Biblioteca Operária Oeirense), 1985

Caro Rui Dias José

De facto a minha intenção era que o meu amigo publicasse a minha carta, uma vez que o seu "Café Portugal" tem uma visibilidade que eu ainda não possuo.

Quando se fala de Michel Giacometti, indivíduo de grande qualidade e projecção, de quem gosto muito e cujo trabalho sempre apreciei, que estudou muito da música popular tradicional portuguesa, vem-me à memória outra figura muito importante de um outro caminheiro etnógrafo e investigador alentejano, reconhecido pela enciclopédia Portuguesa-Brasileira e sócio de diversas instituições científicas e culturais, portuguesas e brasileiras, com diversa bibliografia publicada e que, eventualmente por questões políticas, não teve a seguir ao 25 de Abril, o reconhecimento que lhe era merecido.

De quem falo é do Professor Joaquim Baptista Roque, nascido em Peroguarda em 1913. Nesta
aldeia, em 1954, com a presença do Governador Civil de Beja, a Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo, reconhecendo todo o seu trabalho e dedicação à causa alentejana e ao seu povo, prestou-lhe uma homenagem descerrando uma lápide que deu o seu nome à Praça onde existe a casa em que nasceu.

Aliás, o Grupo "Alma Alentejana", de que lhe enviei fotos e que foi o primeiro a ter mulheres na sua composição, tendo-lhe então valido alguns dissabores, foi por si fundado em 1938.

Existem cerca de seis mil verbetes sobre o cancioneiro de linguagem popular que ele reuniu em finais de 1947.

Hoje, já depois da sua morte, a Câmara Municipal de Portel, editou em 2000 um CD com cantares alentejanos, que o professor havia recolhido e gravado de forma artesanal, em vinil, na cidade de Beja, em 1948 e 1959, utilizando um rudimentar gramofone.
A maioria do seu espólio está entregue à Câmara de Portel onde se presume venha a existir um museu dedicado ao cante Alentejano.

Em Ferreira do Alentejo, no próximo mês de Março, irá ser atribuído o seu nome a uma rua.

Muito mais havia para dizer e se tiver interesse poderei facultar-lhe a consulta do referido CD ou, em alternativa, poderá solicitá-lo à Câmara de Portel.

Com um grande abraço,

CARLOS GOMES






O professor Joaquim Roque
Rezas e Benzeduras
Os cantares de Peroguarda
Grupo Coral "Alma Alentejana"

30 dezembro, 2006

"Cante ao Menino" em Peroguarda

O email dizia apenas:

Rui

Aqui lhe envio algumas fotos da Aldeia de Peroguarda - Ferreira do Alentejo, distrito de Beja, onde assisti ao "Cante ao Menino".
Gente simples e trabalhadora, muita dela já com avançada idade, procura nestas actividades salvar o cante alentejano.
Um abraço,
Carlos Gomes

As fotografias estão aí. Basta clicar nelas para ampliar.

'Café 'Café 'Café
'Café 'Café 'Café
'Café 'Café 'Café
'Café 'Café 'Café
'Café 'Café 'Café
'Café 'Café 'Café

Agradecem-se as fotos daquela Peroguarda de que se guardam imagens e recordações.
Lá passámos (até lá fomos) diversas vezes. Umas a propósito, outras porque nos apetecia que o caminho para o Alvito fosse por ali, passada Ferreira do Alentejo... E sempre olhando aqueles rostos para perceber as razões de Michel Giacometti querer ser enterrado naquele chão. Ele o corso que viveu Portugal.
Entendemos tudo numa emissão do FEIRA FRANCA em Ferreira: porque se a evocação do investigador e caminheiro já era sentida, a memória do amigo toldou olhares de homens feitos e rijos, rolaram lágrimas nos rostos do coral e embargou-se o cante... Foi preciso ir em frente, mudar planos do som e de conversa, percebendo que havíamos tocado numa corda sensível: o corso era um deles... por isso quis descansar em Peroguarda.
E como foi bonita essa festa em Ferreira do Alentejo onde se misturaram vozes experientes com cantes mais moços... porque há gente nova que sabe cantar à alentejana.