 | Marvão é vila de trepar. Ladeira acima, o branco das paredes a ferir a vista de ardores de sol. |
|  | | Igreja aqui, cadeia que já não é cadeia, tribunal que já não tribunal, museu além... |
|  | galgados aqueles degraus, é a cisterna. Ali já é Castelo, muralhas e torres. |
|  | | por entre os canhões que sobraram doutros tempos e doutras guerras... |
|  | | E donde é que vieram estes? |
|  | | Nem o tocador velho pode passar os dedos pelas teclas do acordeão sem ser importunado pelas fotografias. |
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| | Embutido na rocha, um ninho de águia, um castelo, um posto de vigia... |
|  | | Marvão são ruas estreitas para sorver devagar, fachadas portadas e janelas de parar e ver. |
|  | | Sem conta, peso e medida, |
|  | |  | | Lá do alto, horizontes e lonjuras. Santo António das Areias a um voo de pássaro, Espanha a perder de vista... |
|  | De pé posto no Lajeado de Ammaia, urbe romana de boas águas e melhores ouros? Em afadigada escrita com notas de visita guiada? |
|  | Chispa daqui. Vão para Espanha. Desapareçam para Cáceres e... o diabo que vos carregue! |
|  | |  | | Até deixarem Cáceres para trás...!!! |
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