O PASSEIO DE JORNALISTAS esteve na inauguração do Centro de Interpretação da Calçadinha romana de São Brás de Alportel. | |
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| Viaje pela Serra do Caldeirão com o PASSEIO DE JORNALISTAS |
Nas mesas cá dentro ou na esplanada... cruzam-se paisagens, rostos, artes, sabores e projectos de viagem pelos mares da lusofonia. Entre convites e vontades, a disponibilidade para sair por aí em busca de um sorriso, de um passeio, de uma aventura...
O PASSEIO DE JORNALISTAS esteve na inauguração do Centro de Interpretação da Calçadinha romana de São Brás de Alportel. | |
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| Viaje pela Serra do Caldeirão com o PASSEIO DE JORNALISTAS |

Douro: Uma viagem, várias histórias, o mote de Domingos de Azevedo para a crónica, na Revista VIAJAR, onde desenvolve a sua visão acerca do PASSEIO DE JORNALISTAS Douro adentro... até Alijó.
Para ler aqui.
| O mal menor | Ir para o princípio |
O presidente da Câmara de Alijó bem nos dá conta dos limites assim fixados: há dinheiro, sim senhor, vai dando. A vila encolhida em termos demográficos tenta dar conta das necessidades básicas, e de alguns “rebuçados”, a quem escolheu ficar – por enquanto. Fez-se auditório, com centro de Internet anexo, avança uma casa da juventude que, espera-se, consiga atrair olhos e interesses, avança-se no projecto das aldeias vinhateiras – para segurar características únicas, patrimoniais e culturais, como acontece em Favaios.
Assim, por um lado. Mas, como enfatiza o autarca, veja-se o caso da barragem do Tua – um dos projectos iniciais do sistema hidráulico do Douro – , ali à beira e com ocupação de terrenos concelhios. Entre o aceita e recusa dos seus pares, ele está pela negociação do que será feito. Ou seja, obstar a que um novo Alqueva se instale aqui: a electricidade é um benefício para o todo nacional, mas com as expropriações pagas as gente acabarão por ficar mais pobres.
Negoceia, pois. Que a EDP, no caso, dê garantias, como a de as aldeias em volta da futura barragem poderem dedicar-se à exploração de unidades de turismo de habitação, a cargo da população, dos seus proprietários, em vez de virem as grandes empresas do sector com os turismos de massas, as passagens apressadas, os dispositivos de lazer inacessíveis aos residentes. Agora sobra um “se”. E se não é a EDP a conseguir o contrato de construção e exploração da barragem? Bem, o autarca pretende, tão somente, que o governo de Lisboa imponha a defesa dos naturais durienses: basta o caderno de encargos fixar todas as condições necessárias à prossecução desses desideratos.
E que depois não apareça por lá nenhum PIN, digo eu. Porque o interesse nacional pode ser um guarda-chuva excessivo.
| Fotos: Antunes Amor (direitos reservados) Clique sobre elas para ampliar | |
| Uma sedução chamada comboio!!! | IR PARA O PRINCÍPIO |
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| PASSEIO DE JORNALISTAS | 7 / 8 / 9 - Dezembro - 2007 |
Uma proposta simples:| Viaje pela Serra do Caldeirão com o PASSEIO DE JORNALISTAS |
| PASSEIO DE JORNALISTAS | 7 / 8 / 9 - Dezembro - 2007 |

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| Viaje pela Serra do Caldeirão com o PASSEIO DE JORNALISTAS |
| O comboio em marcha atrás | Ir para o princípio |
Lembram-se de quando o Porto era uma cidade
Havia o comboio, igualmente lento, implantado em alcantis, à custa do sonho de progresso do começo do século XX. Era um símbolo máximo da comunicação, não só do transporte, quando já os telégrafos debitavam informação. Mas foi ficando assim, enquanto crescia o pesadelo rodoviário, alimentado por interesses económicos insuperáveis.
A ferrovia de há um século foi ficando pelo caminho, mesmo quando os recursos técnicos permitiam reconfigurá-la para as necessidades de novos tempos. Não, foi-se extinguindo, linha a linha, com a argumentação da pobreza do país, e da falta de recursos. Para não falar na rede hospitalar, seriamente ameaçada; nas escolas que se afastam dos lares com crianças; dos serviços públicos de transportes que desincentivam qualquer deslocação, a não ser por meios próprios – o automóvel, claro! Até os matadouros, senhores, foram envolvidos por procedimentos economicistas e sanitários que espartilham ou sufocam tradições, saberes e sabores.
O pouco que resta da ferrovia ficou nas fronteiras da modernidade, e que é o Interregional que chega à Régua e o trecho da linha do Tua. Só que a tendência parece ser para a extinção. E quando surgem forças interessadas em reanimar o passado na forma de comboios históricos e recuperação de vias turísticas, a resposta não passa do velho encolher de ombros: já têm auto-estradas, para que querem eles regressar ao passado? Por quê gastar o dinheiro no antiquário? Ou, se querem, paguem eles.
A lógica é essa. Por mero acaso, o presidente da CP viaja no comboio turístico onde uma equipa de televisão aborda a temática do transporte ferroviário. Amável, o responsável vem à conversa com os jornalistas deste passeio, e explica os limites de qualquer manutenção, quanto mais expansão. As empresas do sector cumprem naturalmente as estratégias desenhadas em S. Bento, nas suas versões: residência oficial e Assembleia da República, incluindo os que foram eleitos por esta região, para defenderem os seus interesses. Ou seja, é possível fazer o que não represente encargos para as empresas – como quem diz, meus senhores governem-se, sobrevivam, entendam-se.
| Fotos: Antunes Amor (direitos reservados) Clique sobre elas para ampliar | |