03 junho, 2008

Doze dias de Aventura nos Açores (2)

O Faial com um manto de névoaIR PARA O PRINCÍPIO

A tarde daquele primeiro dia no Faial foi um jogo de escondidas com a chuva. Ganhou o mau tempo!Não deu para arriscar uma ida à Caldeira e tudo à volta do Vulcão dos capelinhos era baço e molhado.

Uma surtida rápida, à chuva e... os pormenores sobre a Área Protegida... já dentro do autocarro.
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - CapelinhosCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos AçoreCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Capelinhos
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - CapelinhosCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - CapelinhosCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Capelinhos
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Capelinhos
Até ao Centro de Artesanato, que as aventuras também se fazem de "recordações"...
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Escola de Artesanato
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Escola de ArtesanatoCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Escola de ArtesanatoCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Escola de Artesanato
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Escola de ArtesanatoCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Escola de ArtesanatoCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Escola de Artesanato
E como um parque de merendas pode ser recriação do mundo rural...
Bonito, pedagógico...
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Reserva Natural da Caldeira do FaialCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Reserva Natural da Caldeira do Faial
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Reserva Natural da Caldeira do FaialCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Reserva Natural da Caldeira do Faial
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial
O Autocarro da Junta de Freguesia de Castelo Branco faz mais uma paragem, para ver as vistas...
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - FaialCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - FaialCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial

Afinal, nem a chuva conseguiu suster a Aventura. As "abertas foram devidamente aproveitadas para contemplar paisagem e lonjura... Como aquela caldeira de vulcão que agora é uma baia. Ou do alto contemplar Porto Pim e, mais ao fundo, uma Horta com manto de névoa.

O jantar, da responsabilidade da Direcção Regional de Turismo, havia de ser no "Capote".


Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - O KapoteCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - O KapoteCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - O Kapote

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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01 junho, 2008

Doze dias de Aventura nos Açores (1)

E a chuva celebrou a chegada ao Faial...


Vinte jornalistas à descoberta de quatro açorianas ilhas. Com previsão de mau tempo para a chegada ao Faial.
Acertaram os meteorologistas e a Horta recebeu-nos cinzenta e molhada.

Valeu-nos o antigo forte, agora Pousada, reduto nosso durante dois dias.
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Pousada de Santa CruzCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Pousada de Santa Cruz
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Pousada de Santa CruzCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Pousada de Santa CruzCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Pousada de Santa Cruz

Tinha começado a Aventura Açores.

Era o almoço inaugural, que contou com a presença de João Fernando Azevedo e Castro, presidente da Câmara Municipal da Horta e no qual participaram também jornalistas do Faial.

Rui Dias José apresentou objectivos e motivações.


Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTACafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Pousada de Santa CruzCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTACafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Pousada de Santa CruzCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTACafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Pousada de Santa Cruz
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTACafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Pousada de Santa CruzCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTACafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Faial - Pousada de Santa Cruz
E nem a chuva que tomou conta da tarde, iria iria dissuadir o passeio...

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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30 maio, 2008

Vinhos do Alentejo contados em Francês...

Das idas e vindas ao país interior vão derivando informações, conhecimentos e contactos. Os participantes no Passeio de Jornalistas pisam chão, conhecem gente, provam o pão e vinho...

A reportagen da Marie-Line Darcy, publicada na edição de Maio da revista La Vigne, remete para algumas das nossas incursões ao Alentejo.

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS - Alentejo - Revista LA VIGNE
Arronches, Portel, Monforte, são pontos intermédios de um percurso pelo Sul que viu terras e gentes, descobriu paisagens e sonhos, mas também visitou adegas e sondou apostas de futuro ligadas ao cultivo da vinha. A não perder, aqui.

Com Angra do Heroísmo e Praia da Vitória, encerra-se o PASSEIO DE JORNALISTAS aos Açores.

Ir para o inícioEm vésperas de partida da Ilha Terceira , os jornalistas do Passeio vêem desfilar paisagens em forma de manta de retalhos onde os muros de pedra tomam o lugar das linhas de coser, intercalando pedaços de terra amarelados, verdes, castanhos e vermelhos

A estrada segue pelo meio das criptomérias, com antigos vulcões como fundo, até chegar aos Biscoitos.

Nesta localidade, assente em terrenos de lava cristalizada produz-se vinho branco verdelho em curraletas de lava que fazem lembrar o Pico e servem, também aqui, para proteger as videiras e reter o calor.

“Nos Açores não há bons vinhos tintos”, diz-nos convicto Luís, que se apresenta como “discípulo de Baco” mas é também o ilustre representante da família Brum que impulsionou este Museu do Vinho onde parámos.

E porque hoje é domingo e se festeja o Espírito Santo, ainda há tempo para ver passar a procissão, com pagens, mordomos e convidados vestidos a rigor.

Nas piscinas naturais, o cenário idílico só é perturbado pela falta de asseio de banhistas e visitantes que “esquecem” latas de cerveja nos locais mais inapropriados.

Continuamos pela orla marítima até nova paragem, desta vez nas Lajes, onde vemos passar nova procissão e os jornalistas aproveitam a generosidade açoriana para regressar ao autocarro abastecidos com pães, tamanho família, e ideias para partilhar.

A custo, levantamo-nos a seguir ao almoço, ainda mal digerido, para visitar a Praia da Vitória. Visitámos a casa onde nasceu Vitorino Nemésio, um local descaracterizado e a precisar de uma boa aposta a nível de conteúdos que mostrem aos visitantes um pouco da presença do escritor de “Mau Tempo no Canal”.

Nas Varandas da Cidade, abarcamos a Praia da Vitória num só relance. Salta à vista, o areal bordejado pelo mar convidativo que, por hoje, fica novamente à distância.

Nova pausa, num Museu que retrata as tradições carnavalescas da ilha, e mais tempo para o passeio até ao entardecer, altura de regresso à Praia da Vitória para jantar num clube naval, na companhia do presidente da autarquia, Humberto Monteiro.

Ainda na terceira, é dia de nos despedirmos das ilhas, já com saudades dos 12 dias que aqui passámos.

Pires Borges volta a guiar-nos com mestria (desta vez a pé) pelas ruas de Angra do Heroísmo, onde o património bem preservado quase faz esquecer o violento sismo que arrasou a cidade em 1980. “Que património fantástico”, “Que bonito”, “Que casa magnífica”, foram alguns dos comentários ouvidos entre o grupo.

O restaurante Beira Mar, com uma vista privilegiada sobre a baía, acolhe-nos na última refeição que o grupo de jornalistas partilhou neste passeio (tirando a “magnífica” sandes no avião). E muito bem! A sopa do mar servida num “tacho” de pão foi de comer e chorar por mais. Deliciámo-nos ainda com o mero grelhado, o polvo grelhado com molho de escabeche e um saboroso pudim de feijão à sobremesa.

O Forte de São João Baptista foi a derradeira paragem da nossa visita à Terceira. Fica-nos na memória, a frase dos que resistiram ao domínio filipino e que serve de divisa aos Açores: “Antes morrer livres que em paz sujeitos”.


Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Terceira
Alexandre R.
de Almeida

e Raquel
Calçada do Rio


Roteiro de Viagem da Aventura Açores

20 maio, 2008

Aux pieds de sa majesté le Pic / Aos pés de sua majestade o Pico

(Versão original em francês, com tradução para português)

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Montanha do PicoLes nuages s’accrochent et se décrochent en permanence au col de la montagne, dans un mouvement perpétuel de réinvention du paysage.
La naissance du monde a lieu ici, à Pico, l’île montagne, sortie des entrailles de la mer il y a 180 millions d’années. De sa jeunesse cyclopéenne, Pico a gardé des flancs abrupts, et un manteau ocre-brun de basalte. Des flancs qui fournissent du «biscuit», granules rocheuses qui recouvrent tout une fois la lave refroidie.
Aux pieds de sa majesté le Pic, l’homme a dû batailler ferme pour s’inventer un univers : c’est de sa formidable patience qu’est née une curieuse mosaïque de jardins, chaque acre de terrain volé à la lave.
Puis l’homme dans son entêtement à rouler les pierres sur les côtés, édifier des murets afin de conserver la chaleur, les a parfois assemblés en pyramides, en de curieux autels au dieu de la montagne. Dans les jardins sans terre, les ceps de vigne ont pris racines, pour donner un nectar qui vaut autant par son goût que par l’opiniâtreté de ceux qui l’ont fait naitre. Ainsi est faite Pico : d‘une montagne volcan et d’hommes courageux. Aux destins liés par le feu de la lave originelle.
Marie-line Darcy

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Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS nos Açores - Montanha do PicoAs nuvens agarram-se e desprendem-se permanentemente do colo da montanha, num movimento perpétuo de reinvenção da paisagem.
O nascimento do mundo teve lugar aqui aqui, no Pico, a ilha montanha, saída das entranhas do mar há 180 milhões de anos. Da sua juventude ciclópica, Pico manteve escarpas abruptas e um manto ocre-acastanhado de basalto. Flancos que fornecem o “biscoito”, grãos de rocha que cobrem tudo quando a lava arrefece.
Nos pés da sua majestade “O Pico”, o homem teve que travar uma batalha dura para inventar o seu próprio mundo: é da sua inesgotável paciência que nasceu um estranho mosaico de jardins, cada pedaço de terra arrancado à lava.
Depois o homem, na sua obstinação, resolveu rolar as pedras de lado, edificar muros para conservar o calor, e até às vezes, juntou-as em curiosas pirâmides, como se fossem altares ao deus da montanha. Nesses jardins de pedra, as cepas de vinha teceram as raízes, para dar um néctar que vale tanto pelo gosto quanto pela persistência daqueles que o fizeram nascer.
Assim foi feito o Pico: de uma montanha vulcão e de homens corajosos. Os seus destinos estão ligados pelo fogo da lava original.

Marie-line Darcy
Roteiro de Viagem da Aventura Açores