06 junho, 2007

De Campo Maior a Monforte (1)

Ouguela, com Espanha à vista e olivais à volta

Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior - Ouguela
É como regressar a uma outra idade,
a um outro tempo...

Pisando devagar... na ladeira para o Castelo. Com Francisco Galego, guia apaixonado e apaixonante.

Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior - Ouguela
Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior - Francisco Galego
Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior - Ouguela

Telhados e muralha confundidos, paredes brancas, sinais dos tempos e do homem. De passagem.

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Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior - Ouguela

Lá do alto, espreitar as casas extramuros. Quase sem gente. A Escola é agora um Centro de Dia.

Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior - Ouguela
Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior - Ouguela
Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior - Ouguela

E alongar olhares pelos horizontes:

as manchas de olival,
Espanha logo ali,
Albuquerque a um voo de pardal.


A torre que prevenia ataques castelhanos, é agora um balcão de paisagens e contemplações.


Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior - Ouguela

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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02 junho, 2007

A Festas são do Povo! (3)

FESTAS DO POVO DE CAMPO MAIOR - Foto M. Conceição Coelho (direitos reservados)IR PARA O PRINCÍPIO

A culpa, até nem foi dos garbanzos...


E os garbanzos?
(ou garvanços, ou grabanços, ou...)
- estava a ver que nunca mais chegava a vez dos almoços...

No Setembro de Campo Maior, quando o sol vai a pino, reparte-se o gentio nas tarefas da manducação. Dos que de fora vieram, uns... já se sabe: atiram-se aos farneis no Jardim Municipal ou acampam nos campos à volta dos parques de estacionamento dos autocarros. Outros, fazem bicha à espera de vez (bem precisam de paciência) para uma mesa num dos restaurantes da terra (à época convertidos em oficinas de refeições non stop).FESTAS DO POVO DE CAMPO MAIOR - Foto M. Conceição Coelho (direitos reservados)
FESTAS DO POVO DE CAMPO MAIOR - Foto M. Conceição Coelho (direitos reservados)Entrementes, os autóctones já estão a abancar nas garagens, por esses dias expulsas de automóveis e acomodadas de mesas compridas e dos bancos corridos que houver. É aí que entram os garbanzos - para nós, horda de bárbaros, em tudo semelhantes aos grãos ou até... ao grão de bico...!!!

Preciosismos à parte, ainda tenho na memória alguns desses cozidos, com conversa e bebida a esmo tarde adentro. O pior era ter de trabalhar a seguir... A culpa nem começou por ser minha, mas de um tal professor que fazia parte da Comissão de Festas, lá pelos meados de oitenta do século passado (cruzes!), foi ele que me iniciou nessas andanças (devia antes chamar-lhes "fartanças"?).Depois disso, é bom de ver, como já me conheciam... não era fácil passar desapercebido numa rua qualquer à hora do almoço: havia sempre um chamado para uma mesa de garagem ou até de meio de rua. E eu que nem me costumo fingir muito rogado... Porque o que gosto mesmo é daquelas celebrações de palato e olfacto com muita conversa a acompanhar.

Para desenjoar - que, apesar da festança, isto de grão todos os dias... não dá - lá tentava sair do meio da Festa. O "Põr do Sol" era mais recatado e aquela vitela com alho era
FESTAS DO POVO DE CAMPO MAIOR - Foto M. Conceição Coelho (direitos reservados)
FESTAS DO POVO DE CAMPO MAIOR - Foto M. Conceição Coelho (direitos reservados)
óptima para destrunfar... Já nas penúltimas Festas, foram os churrascos do Carvalho, alí para São Pedro, que me foram dando as alternativas á dieta...

Bem... mas, em Campo Maior, eles não se juntam para comer os garbanzos. Nada diso, é tudo fita, é tudo desculpa: o que eles querem é ficar na taramela, a pretexto de que uns já lá estavam, de que outros foram de férias para ver as Festas, de que já não se
FESTAS DO POVO DE CAMPO MAIOR - Foto M. Conceição Coelho (direitos reservados)
viam à muito tempo, de que têm recordações e novidades para desfiar, de que... etc. etc. etc.

Capazes de tudo! Como se as Festas precisassem de justificação.


27 maio, 2007

As Festas são do Povo! (2)

A Rua da Soalheira

IR PARA O PRINCÍPIO


Meses a fio, noites conversadas e cantadas, pétala a pétala... Ainda há avós que conseguem trazer as netas e mãos de menina aprendem as flores, por entre o irrequieto das brincadeiras e... como se fôra uma brincadeira.
CAFÉ PORTUGAL - Campo Maior (Rua da Soalheira)

CAFÉ PORTUGAL - Campo Maior (Rua da Soalheira)

Podia ser em tanto sítio, com qualquer "cabeça de rua" mas apetecem-me as memórias da rua da Soalheira, das "velhas" da Soalheira. E os ditos, as brejeirices e as traquinices, enquanto cortam o papel, forram o arame ou fazem o cordão. Ali onde toda a gente se conhece e a rua é quase um corredor entre uma e outra casa, com conversa de janela para janela, de portada para portada...


É preciso trepar ladeira acima, até à beira do castelo, mas depois vale a pena. Lá a Festa não é tão rica, as casas não ostentam pátios interiores com as charretes ou antigos artefactos de cobre. Poderá até ser mais ingénua, mais naif... Mas não há noite da Festa que eu não passe pela Soalheira - passo por todas as ruas, mas tenho de ir lá sempre acima, cumprimentar.

E desta vez não quebrei a regra!
CAFÉ PORTUGAL - Campo Maior (Rua da Soalheira)


23 maio, 2007

Um Roteiro recheado de informações úteis

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Campo Maior e Monforte
A partir do Passeio de Jornalistas a terras de Campo Maior e de Monforte, construir um Roteiro de Viagem, recheado de informações e sugestões úteis, para quem quiser pôr pés ao caminho e sair à descoberta daquele recanto do Norte Alentejano. Este foi o desafio que o Jorge Andrade assumiu.

Aposta ganha como poderá verificar nas páginas do Serviço Português de Gastronomia
(sapo.pt). Viaje com gosto(s)!

22 maio, 2007

As Festas são do Povo! (1)

Quando as noites não acabam...

Café Portufgal -  FESTAS DO POVO (Campo Maior 2004) - Foto M.Conceição Coelho (direitos reservados)
- Oh tiazinha, isto são horas de andar para aí a dançar?
- Eu sei lá se vejo as próximas Festas.
- Dance para aí á vontade, nem que seja a noite toda...

Que mais se poderia dizer a uma mulher de uns 80 anos, cheios de alegria e força, dançando e cantando na rua, madrugada adentro? Francisca Aldeana, mão certeira para bolos e outras gostuzuras, uma casa acolhedora na Rua da Carreira com um rés do chão forrado a pratos de barro, numa lindíssima colecção carreada pelo falecido marido ao longo de anos de viajeiro oficio. Café Portufgal -  FESTAS DO POVO (Campo Maior 2004) - Foto M.Conceição Coelho (direitos reservados)
Maria Francisca não viu as Festas que se seguiram. Mas despediu-se a preceito daquelas.

Café Portufgal -  FESTAS DO POVO (Campo Maior 2004) - Foto M.Conceição Coelho (direitos reservados)Já se foram as duas da manhã e ainda se vê muita gente pelas ruas. Vão em grupos, conversam alto, há risos e ditos. De quando em vez um som ritmado de palmas, de vozes e pandeiros. Passam cantando, param se os convidam para um copo nas mesas alinhadas à porta das casas.
Café Portufgal -  FESTAS DO POVO (Campo Maior 2004) - Foto M.Conceição Coelho (direitos reservados)A Festa é na calçada: aí se dançam as saias, aí se trocam abraços e cumprimentos com gente da terra que, vivendo fora, regressa toda por esta altura, até mais não caber nos quartos, nos anexos, nas arrecadações ou onde quer que se arrumem por umas noites... Agora perder a Festa é que não!!!
As cores da flores são diferentes á noite, com as luzes e as sombras. De noite até a Festa é diferente - saídos os magotes dos que de fora vieram, de autocarro ou automóvel, aos milhares - reencontram-se os da terra para celebrar, como se estivessem à espera de ficar a sós para uma celebração que lhes pertence(*). Então, as noites de Campo Maior nunca mais acabam!

Café Portufgal -  FESTAS DO POVO (Campo Maior 2004) - Foto M.Conceição Coelho (direitos reservados)

(*) E que morrerá (ainda não morreu?) no dia em que a quiserem evento, cartaz turístico, produto comercial...


17 maio, 2007

ATÉ MONTALEGRE ! - os bonecos do Passeio... (5)

Incrustadas na pedra...
com águas pelos pés

IR PARA O PRINCÍPIO


Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em MontalegreManhã cedo de domingo, estrada adentro
para a última etapa da expedição.
Deixada a vila, à conquista de Padornelo.
Mais 4 quilómetros... e era a Galiza!
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Padornelo)
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Padornelo)
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Padornelo)
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Padornelo)
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Padornelo)

Alto Rabagão, Alto Cávado, Paradela, Venda Nova... imensas toalhas de água... é a rota das Barragens. Percorrem Montalegre, marcam-lhe a paisagem e o clima: já não fazem os Invernos frios de outro tempos..

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Barragens)
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Barragens)
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Barragens)
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Barragens)
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Barragens)
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Barragens)
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Barragens)

O almoço de despedida foi no "Sol e Chuva", ali ao lado da Barragem dos Pisões. O cabrito estava divinal. As conversas também.

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre - Rest. Sol e Chuva
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre - Rest. Sol e Chuva
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre - Rest. Sol e Chuva
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre - Rest. Sol e Chuva
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre (Barragens)
...e, com uma líquida visão, nos despedimos de Montalegre. Para voltar um dia!.

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados) - Clique sobre elas para ampliar

Diário de Bordo do PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre

14 maio, 2007

"Montalegre: Atractivos do Barroso"

'PASSEIO
De Lisboa a Montalegre, com almoço de Douro e prova de Porto. Director da revista "O Escanção", Santos Mota passeia serranias e vales, aldeias e barragens numa reportagem que passa por Paredes do Rio, Pitões de Júnias, Padornelo, Mizarela... Consulte a versão integral.

12 maio, 2007

O país a encolher?

'PASSEIO
"Uma viagem ao estilo zapping" informa Domingos de Azevedo no icício da sua crónica, na revista "Viajar", a propósito da incursão a Montalegre com o PASSEIO DE JORNALISTAS. Já antes tinha deixado expresso: "o país está a encolher para mim, com estas iniciativas".
Leia aqui

10 maio, 2007

Na rota do Alqueva

'PASSEIO
Santos Mota, na revista "Escanção" escreve sobre o Passeio de Jornalistas em Portel. Para ler, clique aqui.

07 maio, 2007

No Norte Alentejano, entre olivais e vinhedos, com feira e vistas de Espanha...

É já esta semana!
Na sexta-feira, o Passeio de Jornalistas regressa à estrada. Rumo a terras de Campo Maior e Monforte.

A primeira paragem vai ser em Ouguela. Para lhe passear as ruas, olhar portadas, varandas, rostos (estes cada vez mais ralos...). Com Francisco Galego por cicerone, vislumbrar a igreja, trepar o castelo. Albuquerque, à distância de um olhar... agora que as batalhas com os castelhanos já se não usam e a Estremadura espanhola é a terra donde vêm os espanhois ao bacalhau dourado, aos churrascos de porco preto, à sericaia...

Depois, é só o tempo de chegar a Campo Maior, passar pelo Hotel para deixar maletas e ala para restaurante. Para jantar e conversar Campo Maior. Estão convidadas algumas personalidades significativas de uma terra que, na beira de Espanha, assentou muito da sua sobrevivência nas idas e vindas entre os dois lado da fronteira. O café, o olival, o porco preto e claro... as Festas do Povo, são temas a que se não pode fugir - se bem que, as também conhecidas como dos Artistas ou das Flores, estejam um bocado complicadas: eram para ser para o ano... mas não sei... não.

A manhã de sábado vai ser quase toda a pé: do Jardim Municipal, pela 1º de Maio, trepar ao Castelo para ver as vistas lá do alto... depois descer-lhe as tais ruas que costumam ganhar tectos de flores nas Festas do Povo. E, como não podia deixar de ser... o Museu do Café.

Acabado o almoço, de bacalhau e porco preto, é o caminho para Monforte. Primeiro um salto a Vaiamonte, para visitar a Fertiprado. Depois até às ruínas de Torre de Palma. Logo a seguir, uma passagem pela Enchidos do Monte, já em Monforte, na mira de uma talisca de painho ou de linguiça.

E ala que se faz tarde, todos para à feira, que... a Monforfeira nos aguarda! Tempo de visita e de jantar que alguns gostariam de prolongar noite adentro. Mas não vai dar para grande noitada: o domingo começa cedo e ainda será necessário que os senhores jornalistas sejam transportados até às unidades de Turismo em Espaço Rural onde vão dormir aquela noite.

Na manhã de domingo ainda visitarão a Biblioteca Municipal de Monforte (inaugurada no ano passado) e irão ver como se faz um queijo, na Monforqueijo. Assumar, é a etapa seguinte, para uma visita à Herdade da Coutada Real, ao encontro da Associação de Criadores do Bovino Alentejano.

Com tanta andança, começa a apetecer almoço. Que vai acontecer na Herdade do Perdigão, com calma para lhe degustar os vinhos e contemplar as vinhas.

E, sem pressas (que um homem não é de ferro), lá para o meio da tarde... é o regresso a Lisboa.