21 novembro, 2007

DOURO procura os caminhos da modernidade (1)

Os socalcos da desilusão


Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó
O que querem mostrar-nos, por aqui, é simples: o Douro está a mudar. Ou, melhor, anda à procura dos caminhos difíceis da vi(t)abilidade económica, cultural e social. Quer virar as costas à desertificação, que não é uma figura de retórica. Basta dizer que em poucas décadas a população de Alijó ficou reduzida um terço.
Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó
Apesar disso, o Douro existe, continua belo, produz o grande vinho de sempre, do melhor, faz-se ao turismo, mas deixa cair sinais da sua identidade. É como que uma espécie de desnorte, isto de os velhos socalcos, que tanto ajudaram na consagração da região como Património Mundial, irem cedendo a solução mais fáceis – e mais baratas – de ganhar as encostas com soluções que lhe alteram o visual. Ou de a amendoeira, dizem-nos, ter perdido a importância de outros tempos, das encostas de branco em flor, com a invernia da sua neve. (É que o vinho obriga: as antigas amendoeiras de bordadura dos socalcos foram desaconselhadas/proibidas, porque a sua sombra diminuía o tempo de exposição solar dos cachos).

Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó

O Douro existe, resiste, persiste. Mas não chega o querer. A região está inserida num todo nacional, que lhe vira as costas – como faz a todo o interior. Que é indiferente à valia económica, ambiental, social, do território mais continental. Que o olha como uma reserva para turistas, mas que pouco ou nada faz para torná-lo mais atraente – e dar condições a quem cuida da coutada.

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É um mundo de paradoxos que afoga a resistência. Há sinais de dinheiro, de investimentos, mas os desencontros impõem-se na hora de decidir, de vencer modorras, burocracias, obstáculos. Como noutros pontos do país, os autarcas vão dando as mãos para cerzir o tecido que pode resistir ao esvaimento final dos meios humanos – para nadar até à outra margem.

Café Portugal -PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó

Há jovens que voltam da conquista da cidade, do mundo moderno do universo do saber, em resposta ao apelo da saudade, do sossego, das promessas de que este mundo é viável. Afinal, o vinho do Porto bebe-se lá para longe do Marão, conquista mundos nos palatos dos especialistas – e isso rende euros e prestígio.
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Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)

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Viaje por Alijó com o PASSEIO DE JORNALISTAS

17 novembro, 2007

Se a ASAE fosse a Madrid...



Se a ASAE
fosse a Madrid...
fechava a Casa Alberto!


Se a ASAE
fosse a Madrid...
fechava o Botin!


Se a ASAE
fosse a Madrid...
fechava o La Trucha!


Se a ASAE
fosse a Madrid...
fechava a Toscana Taberna!


Se a ASAE
fosse a Madrid...
fechava o Café Central!


Se a ASAE
fosse a Madrid...
fechava o Viva Madrid!


Se a ASAE
fosse a Madrid...
fechava as Cuevas Sésamo!


Se a ASAE
fosse a Madrid...
fechavam
a
ASAE!!!

Subir o Douro e mergulhar Alijó (2)

Uma volta pela vila de Alijó e um Favaios ao pôr do sol...IR PARA O PRINCÍPIO

Do barco, no Douro, para o Autocarro, na Régua.
E depois... Alijó.
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó - AlijóCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó - Alijó
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó - Alijó
Aproveitar uns restos de claridade para o passeio a pé alameda a cima...
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó - Alijó
Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó - AlijóCafé Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó - Alijó
Um sol que pintava de fogo as fachadas...
As tecnologias e os espaços de um belíssimo Centro Cultural...
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E o Presidente da Câmara, Artur Cascarejo para as boas-vindas na Pousada Barão de Forrester, onde os jornalistas iram pernoitar.
Um tempo para apresentar as terras de Alijó, enquanto se bebericava o Favaios Tónico.
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Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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16 novembro, 2007

Recuperação das aldeias de xisto - mais uma achega para o debate


Janeiro de Cima e as casas de xisto continuam com pano para mangas. São ainda os ecos da passagem do Passeio de Jornalistas pelo Fundão.
Mas, onde era suposto o cronicar e o reportar dos homens da comunicação que connosco rumaram à Beira Interior, juntaram-se vozes autorizadas de arquitecta interveniente e de antropólogo activo. E... deu no que deu!

Chega-nos agora outra achega para a discussão. Veio sob a forma de comentário a um post. Assinado por João Dias, não resistimos a trazê-lo aqui, para maior exposição e visibilidade. O debate prossegue aberto.


* * * * *


Saudações!

Li com interesse o artigo aqui publicado. Sou filho da terra e particularmente atento a este assunto uma vez que estudo arquitectura.

Tal como a autora tenho algumas dúvidas em relação aos caminhos tomados na intervenção feita em Janeiro de Cima... mas também tenho opinião divergente da dela em algumas questões...

Em primeiro lugar, esclareço que a minha proximidade a esta terra possa interferir na minha análise tornando-a parcial...

Em relação ao suporte económico da aldeia, à muito que este deixou de ter base na agricultura. A que ainda é feita tem como finalidade o consumo próprio e praticada por pessoas não-activas (reformados) ou em "horário pós-laboral:P". A grande maioria da aldeia vive dos serviços, com muita gente ligada a construção civil, comércio, restauração e uma pequena minoria ligada à pecuária.

Em relação ao turismo concordo com a autora... a minha opinião pode ser lida aqui
. Em relação à retirada dos rebocos nas casas de pedra a minha opinião diverge...

De facto, algumas (muito poucas) das casas eram rebocadas pelos seus construtores, mas isso eram excepções (casas de padres, famílias mais abastadas e a própria igreja)... Mas a maioria das casas do núcleo antigo da aldeia foram rebocadas a partir dos anos 60/70 não pelos seus construtores (que a mt já tinham falecido) mas pelos filhos da terra que tinham partido para França e onde aprenderam novas técnicas de construção. Assim a maioria das casas, inicialmente de pedra à vista foram rebocadas, colocaram-se telhados de zinco ou "lusalite" e substituíram-se as caixilharias de madeira, por novas de metal (ferro ou alumínio)… estas alterações permitiram que estas casa chegassem até hoje, sem elas estariam hoje todas em ruína… assim estão lá, alteradas, mas estão lá…

Quanto a mim, embora a minha opinião seja pessoal, pode (talvez deva) ser feito nestes casos, uma recuperação da identidade original da construção… isto não para promover o turismo… mas sim para devolver aldeia uma identidade perdida num curto período de poucas décadas… Constato também que na maioria dos casos os proprietários das referidas casas (na grande maioria já diferentes daqueles que as possuíam quando foram rebocadas) têm agora vontade de as ver com a sua identidade original.

Mais questionáveis quanto a mim são outras intervenções, nomeadamente na igreja.
Este edifício centenário, resultado de vários acrescentos sucessivos, viu destruído o seu último acrescento… a torre do relógio! Com a justificação de que era um acrescento! Tal como as todas as outras partes da igreja e onde até já temos dificuldade em distinguir um corpo inicial. Na torre sineira foi ainda retirado o reboco, deixando a pedra à vista… aqui sim oponho-me, uma vez que esta construção sempre teve como intuito (como alias se pode ver pela técnica empregada na alvenaria de pedra) ser rebocada com argamassa. (Foto da igreja aqui:)

Questiono ainda a orientação das intervenções para os edifícios privados. O dinheiro para esta recuperação da aldeia bastante, mas não ilimitado… e muito pouco cuidado foi dado aos espaços e equipamentos públicos, quando o houve, foi através de intervenções superficiais, pouco aprofundadas.
Acho que se o dinheiro fosse utilizado nestes casos, de forma bem gerida, e com intervenções de aprofundadas, o exemplo dado pela autarquia nos seus edifícios e espaços públicos, poderia servir de canalizador e exemplo para intervenções de privados pela sua própria iniciativa, estas sim genuínas, de acordo com a vontade e necessidade da população e não “impostas”…

Bom… fico por aqui, desculpem este testamento mas o tema entusiasma-me…

João Dias - joao_dias@msn.com


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14 novembro, 2007

Douro: um espaço único!

Cafe Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó -  Semanário
Na volta, o passeio de jornalistas ficou mais radical,
o transporte foi feito ladeira acima em pick-up.


Anabela Pereira, no Semanário, a propósito de um PASSEIO DE JORNALISTAS que viajou de comboio, de barco, de autocarro, experimentou a velhinha locomotiva a vapor e não recusou as carrinhas de caixa aberta...

Veja em texto integral.

12 novembro, 2007

Subir o Douro e mergulhar Alijó (1)

De barco até à Régua

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Alijó - Subida do Douro
Alfa da manhã. Autocarro à porta da estação das Devesas. Percurso acelerado ao Cais de Gaia. Para não atrasar o barco da Douro Azul.
E... margens e rio em direcção à Régua.

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As gigantescas portas de aço fecham-se.
A água vai começar a subir.
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Com a barragem para trás, regressa-se à contemplação das margens....
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Um almoço com rio a desfilar pelas janelas...
E até o cozinheiro veio à sala...
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É já o Alto Douro Vinhateiro e as encostas moldadas pelo homem. Ao fundo... a Régua!
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