05 março, 2007

SABORES PASSEADOS, (8)
- ideias ralas no Congresso das Açordas

CONGRESSO DAS AÇORDAS - Portel, Março de 2007
Falar de açordas?
gosto é de
comê-las...

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Já agora, repararam que sempre que nos vêm com modas novas e restrições é invocada a saúde pública? E que há uns, não sei se sonhadores se papalvos, que embandeiram em arco e vão de olhos fechado nessa onda do colectivo saudável. Lembram-se quando, muito preocupada com o nosso bem estar e a nossa boa forma física, a Dinamarca propôs a pasteurização das massas queijeiras. O que eu li por aí de aplauso a uma medida que ia matar germens, combater infecções e trazer saúde a rodos. Ingénuos, não perceberam que a indústria de laticínios dinamarquesa pressionava esta medida, não por estar preocupada com a qualidade de vida de cidadãos e consumidores mas, apenas, porque através da pasteurização conseguia quase anular as características distintivas dos diversos queijos. E depois de serem todos idênticos, eles até podiam fazer Queijo da Serra, Serpa, Ilha: passava a ser uma questão de alquimia e de rotulação.

Como diria o meu amigo José Quitério: já ando a ficar um bocado farto dessa história da saúde publica. Que para tudo dá... mas só para alguns serve! E também não percebi com que direito me querem obrigar à força a ser saudável.

Deixem-me com as açordas, não me obriguem a espargos de lata e não me retirem do mercado as mação com bicho. Que eu tenho medo é das outras, tão bonitas, tão calibradas, tão quimicamente tratadas. tão...

De tão asséptica que querem pôr a vida, o que é que irão proibir a seguir?

De Portel, a par do que já disse de esforço de divulgação das potencialidades de lazer e passeio, de envolvimento das comunidades na criação da riqueza que Alqueva pode vir potenciar, de sensibilização das camadas mais jovens para um futuro que pode estar aí mas que também lhes pode passar ao largo (por ausência de preparação escolar ou por negação de valores culturais que não podem ser desprezados, mas... de Portel, além de tudo isso, exijo um esforço de procura de qualidade da água. para que a açorda valha a pena.

Desculpem lá... acabei por quase não falar de açordas... Não que me tenha esquecido. Na verdade, nunca me passou pela cabeça falar delas. Porque o que eu gosto é de comê-las e sobretudo do passeio até chegar ao seu cheiro, à sua textura e ao seu sabor. È por isso, também, que venho tantas vezes ao Alentejo.

SABORES PASSEADOS, (7)
- ideias ralas no Congresso das Açordas

CONGRESSO DAS AÇORDAS - Portel, Março de 2007
Orfandade de referências e mão
de obra barata

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Mas que virtudes são essas as do alho? do alho da açorda. mas também do alho que, disposto em cruz e desenhado a azeite era reza para todas as maleitas. E se havia clínicos comentários jocosos acerca do obscurantismo das gentes, havia também opiniões médicas que não desfeiteavam de supetão essas outras formas de tratar doenças do corpo ou sofrimentos da alma. Até porque muitas vezes as “mulheres de virtude”- como se dizia em algumas partes de Alentejo - tinham o respeito de haverem sido as parteiras de gerações inteiras de conterrâneos.

Voltando às açordas, tenho para mim ser esforço meritório - mas de resultados sempre duvidosos, porque sempre inacabada - essa tarefa de determinar o que se ajuntava ao pão e à agua, ao alho e ao azeite para fazer as sopas. Porque...quase tudo o que de comestível houvesse e fosse possível agenciar...dava para fazer açorda. Ainda há uns dias, quando o Passeio de Jornalistas percorreu rotas de Alqueva e Portel, as refeições converteram-se em mostruário de misturas e combinações, de produtos e temperos, com que se pode tecer uma açorda.

Acrescentem-lhe mais alguns ingredientes que permitam que a insatisfação e a falta de horizontes de parcelas de camadas mais jovens de portelenses, se afirmem como orgulho de modos de vida e de sentimentos de pertença a uma comunidade que tão inventivas formas de subsistência foi criando para fazer face a todos os tipos de fomes. Para que os momentos de cobiça turística se não convertam em desapossamento, marginalização e quase expulsão.

Numa terra que é vossa, não podem ser desperdiçados quaisquer laivos de imaginação, envolvimento e iniciativa. E se é fundamental que os mais novos aprendam a manejar as ferramentas que as info-tecnologias vieram disponibilizar, não há grande futuro para comunidades que, não conhecendo as suas raízes nem valorizando o acervo cultural que os banha (ou devia banhar!), acabam órfãos de referências e convertidos em mão de obra barata e precária.

Até porque Espanha está aqui ao lado. Não sei se é bom ou mau... mas é uma inevitabilidade geográfica. Também... se não fossem os espanhóis nós não podíamos beber vinho a copo nos restaurantes porque a Fiscalização não deixava. Salvaram-nos os castelhanos com a tal ressalva à legislação comunitária para defesa da sua sangria. E nós lá pudemos voltar ao vinho a copo... às vezes, do lado de lá... também vem bom tempo.


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SABORES PASSEADOS, (6)
- ideias ralas no Congresso das Açordas

CONGRESSO DAS AÇORDAS - Portel, Março de 2007
"Um homem
tem de levar lastro"

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Tenho de vos contar outra, mas descansem que já volto às sopas de pão. Agora vou num instante à Ilha Graciosa. Eu tinha chegado no voo da manhã e escolhido criteriosamente - num relance para a fila de carros de praça - o motorista que iria ser meu condutor, guia e companhia, nos 3 dias seguintes. Fomos à procura de local para me aboletar, depois o périplo da ilha, o almoço, a descida à caldeira... e o dia esfumou-se. Anoitecera já quando cruzei as portadas do Santa Cruz – que sendo nome de terra é designação do café mais importante do sítio. E estou eu naquele esforço de alargar horizontes de conversas e estabelecer diálogo com os locais, já tinha mesmo ultrapassado a fase de pagar umas cervejas e beber outras por conta, quando um rosto me olha fixamente e oiço:

- Mas eu já o vi hoje!.

A mim, que chegara tão discreto naquele voo da Sata e desaparecera de imediato para o percurso de reconhecimento?

- Não era você que estava à bocado do outro lado da ilha, com um taxi, naquele restaurante ao pé do mar?

Pois... tinha-me esquecido que a ilha só tem cerca de quarenta quilómetros estrada à volta e que todos eles já tinham reparado num estranho que deambulava por ali. Só faltava que fosse um fiscal de qualquer coisa...

Então e as sopas? As sopas??? estavam magníficas, eram do Espírito Santo, com pão bem molhado, caldo saboroso e rico de carnes. Comido até ao fim - noutra ilha, a do Faial - por receita de homem de mar com memória de décadas de temporal.

“Da maneira como o mar está, coma bem para ter que deitar fora...“, conselho sábio, porque a lancha da capitania que fora encarregada de me levar ao Pico... parecia um barquinho de papel nas mãos das ondas. Coisas das marés de Agosto, que prendiam os aviões à pista e paralisavam o Terra Alta. O mestre só nos deixou vir cá acima e tirar os coletes de salvação quando, nas cercanias do Ilhéu Deitado e do Ilhéu em Pé, e com o Porto da Madalena quase ao alcance da mão, a borrasca se fez calmaria e a ilha se desnudou áspera, imponente, esplendorosa.

Não fora o pão e o caldo e teria sido bonito. Ainda tinha nos ouvidos a voz do marinheiro velho:

- Com um mar deste, um homem tem de levar lastro...


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SABORES PASSEADOS, (5)
- ideias ralas no Congresso das Açordas

CONGRESSO DAS AÇORDAS - Portel, Março de 2007
"Senhor Presidente,
posso citá-lo?"

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Vai mais uma historia e regresso a Castelo de Vide já com outro presidente de Câmara: o presidente Canário, primo daqueloutro Canário autarca no Barreiro(o que estava às portas de Lisboa era dos comunistas, o do Alentejo tinha-se quedados pelo PS).
Mas passemos á frente que isto em nada adianta para o caso... dizia eu que andava pelas bandas de São Mamede com um grupo de jornalistas que levara para aqueles lados. Almoçávamos um ensopado de borrego. No aceso das conversas, o presidente da Câmara descai-se dizendo que o Matadouro local funcionava sempre que era preciso e que, no quadro de pessoal da Câmara, conservava o veterinários e os funcionários dos ofícios adjacentes. “Senhor Presidente, posso citá-lo?”, pergunta o saudoso, e grande camarada desse ofício das notícias, Adriano da Carvalho, na altura trabalhando para a LUSA. “À vontade - responde o Canário presidente - porque sempre é melhor ser visto pelo veterinário antes do abate, do que morto debaixo de um chaparro como esse que os senhores estão a comer”.
Silêncio profundo a sublinhar o desconhecimento de que ninguém iria fazer cem quilómetros até à PEC para abater quadrúpede de tão reduzidas dimensões. “E se o meu porco é criado a bolota, o que é que eu levo para casa? do sangue que sai da tulha geral onde se mistura com o dos outros todos que só comem rações?” Foi outra pergunta que por ali surgiu... Como, além de não saber nada de gastronomia nem de turismo, a veterinária é para mim uma ciência do oculto, fiquei quedo a ver se ninguém dava pela minha presença...

Destas coisas das comedorias, não que dispense desvanecimentos e enleios do palato, gosto de guardar enquadramentos e afectos. Por isso, sempre que recordo Portel, vem-me à ideia aquele estabelecimento de petiscos, bebidas e convívios que havia ali no largo e deu em dependência bancária. Valia a pena trepar a escada até lá acima para umas sopas de pão ou uns chouriços assados naquela lareira que dava para sentar, conversar, saborear... mas sobretudo para estar acompanhado. Porque, como me costumam lembrar sempre que ao Alentejo vou, nunca se viu um alentejano a cantar sozinho.

Isto de passear não é fácil. Principalmente o passear de obrigação, o chegar a uma terra e não ter ninguém à espera, o ser obrigado a rapidamente travar conhecimentos, entabular conversas, a procurar perceber como se movem os dias e se ajeitam as vidas desse lugar.


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04 março, 2007

SABORES PASSEADOS, (4)
- ideias ralas no Congresso das Açordas

CONGRESSO DAS AÇORDAS - Portel, Março de 2007
Condenar à morte
o país rural...

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Nunca se falou tanto de gastronomia nem se referenciaram tantos gastrónomos... mas eu encho-me de dúvidas quando escuto certas perorações acerca da declaração, por decreto, dos saberes e dos comeres como património cultural português. Não sei mesmo se ainda vamos a tempo de atalhar ou inverter o sentido das coisas: porque arriscamos que a nossa gastronomia um dia destes seja arquivada na gaveta do denominado património imaterial. Não por falta de receitas ou de esforço em as recolher, estudar e testar, mas por ausência de produtos nossos, cultivados nos nossos campos, criados com o nosso clima e as nossas especificidades agro-ambientais.

Há uns três ou quatro anos, preparava eu uma emissão em directo para as bandas da Vidigueira. Ouvi chamarem pelo meu nome com uma voz que me era familiar, olhei na direcção do vocativo e reconheci o Vilas, mestre pintor de tela e pratos, bom conversador, bom copo e bom garfo, com pouso certo e porto seguro lá para as bandas do Algarve. Disse-me que vinha a ouvir a rádio, que tinha sabido que eu estava por ali e decidira ir cumprimentar. Mas o que é que aquela alma de cristo andava a fazer pelo Alentejo? Lá me foi contando que cada vez era mais difícil arranjar grão para a sopa de rabo de boi – especialidade da casa. “O que anda aí pelo mercado é da Turquia e não coze como o nosso”. Tinham-lhe dito que ainda havia quem fizesse grão no Alvito, e ele veio por aí acima, ás carreiras, a ver se consegui algum.

Porque, por muito boas que sejam as mão de uma mulher que sabe amassar e por muito sábias que sejam as artes de levedar, o que não falta por aí é trigo com sabor a outras paragens. E ainda nem chegámos aos transgénicos...

Nestas e noutras coisas, sempre gostámos de começar pelo telhado. E assim, ao mesmo tempo que arriscamos a perder muito do património de sabores da nossa cozinha porque não há produtos da nossa terra disponíveis para a confeccionar, simultaneamente, estamos a condenar à morte o país rural. Uma vezes por desconhecimento, outras por desleixo, outras porque o interior não dá votos já que os eleitores se amontoam no litoral, outras porque faltam as medidas de discriminação positiva onde sobram imposições legais, regulamentos comunitários ou dislexias jurídicas de paróquia.


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SABORES PASSEADOS, (3)
- ideias ralas no Congresso das Açordas

CONGRESSO DAS AÇORDAS - Portel, Março de 2007
Sons
de manducar

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Isto dos comeres e dos beberes é também acto social cercado de manifestações lúdicas e estéticas. Um aspecto que quase não reparamos é o das sonoridades: dos talheres aos copos, das conversas ao retirar de uma rolha, do arrastar de uma cadeira ao abrir de uma porta. Tudo, claro está, antes daquela peregrino hábito de povoar os restaurantes de toques de telemóveis ou de conversas gritadas para um interlocutor invisível atroando os sentidos de quem nas mesas em redor se encontra instalado.

Esta história dos sons tem muita importância. Lembro-me que, já lá vão uns 20 anos, quando comecei a fazer ouvir em directo na rádio o ruído de um vinho que escorre para um copo e tornava audível os movimentos de um garfo ou de uma faca, ouve quem ficasse muito incomodado e viesse sentenciar que eram coisas que se não faziam, davam mau aspecto, entendem? Volvidos estes anos, agora toda a gente imita... assim como toda a gente explana teorias sobre gastronomia e similares. Toda a gente... menos eu, que continuo a não saber nada disso. E já é a tarde para aprender.

Recordo um outro dia cedo de fim de Inverno. Devia ser quase por esta altura do ano, a rádio fora amanhecer a Castelo de Vide. Antes de chegarmos às boleimas, e depois do café da brasa, fazíamos honras a uma migas. Refeição leve... que, para início de jornada, não deve haver muito esforço e (conforme repetia Carolino Tapadejo, então presidente da Câmara Municipal) um homem não é de ferro...!!! Estávamos neste despropósito, lá para as bandas da Carreira de Cima, quando apareceu um cidadão qualquer que estava a ouvir a rádio e foi lá de propósito para saber se era verdade que estávamos a comer ou se eram apenas efeitos especiais. Como se nós fôssemos nessa coisa de comer os cenários...


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SABORES PASSEADOS, (2)
- ideias ralas no Congresso das Açordas

CONGRESSO DAS AÇORDAS - Portel, Março de 2007
Logo a seguir
à Cova de Iria...

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Tive a dita de, só muito raramente, a descoberta dos sabores e outros prazeres da mesa ter resultado do risco calculado decorrente da denominação constante do cardápio de um qualquer restaurante. Quase sempre, ela derivou de sugestão avisada, curiosidade aguçada por cavaqueira amena ou intencional desafio. Lembro uma jornada gastronómica no Rossio de São Brás em Évora, batia-me eu com uma magnífica açorda de queijo. Vendo como estava a gostar do queijo cozido, perguntaram-me se alguma vez o tinha comido assado.... Respondi que não, e logo ali o foram assar: manjar de deuses!

Ou recordo a estranheza da primeira vez que provei a de cardos. Fiquei renitente: cardos? seria eu alguma cabra para ir tosar mato? Mas depois, quando – em vez de ásperos - os rebentos me surgiram macios e sedosos, o prazer foi indisfarçável e o sabor caminhou direitinho do palato para o meu álbum de recordações.

Faço quilómetros a caminho de uma aldeia de Mora para uma miga-gata de bacalhau, passei a reconhecer a hortelã da ribeira, a andar à procura dos espargos bravos, a fazer desvios só por causa de umas migas com carne de alguidar. O gaspacho andaluz não me seduz, prefiro os do Alentejo, mesmo quando se chamam de capachinho(1) ou vinagrada. E ao rico, prefiro o pobre.

Cada vez mais dou razão a esse senhor das ciência do Turismo que se chama José Carrasco quando ele conclui que a gastronomia é o segundo produto turístico mais importante de que dispomos, logo a seguir à Nossa Senhora de Fátima... Haverá outro, além da Cova de Iria, que leve tão grandes grupos de pessoas a fazer cem, duzentos quilómetros só porque combinaram um almoço ou um jantar num qualquer santuário de comedorias??? Talvez antes ou depois da refeição, se tiverem tempo, visitem esta ou aquela atracção local... porque o que eles lá foram fazer foi... comer e confraternizar à volta de uma mesa.


_______________
(1) Corruptela de caspachinho, um diminutivo de caspacho, termo porque também é designado o gaspacho.

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SABORES PASSEADOS, (1)
- ideias ralas no Congresso das Açordas

CONGRESSO DAS AÇORDAS - Portel, Março de 2007
De granito,
sobre o vale...


Ainda não entendi muito bem porque é que me convidaram para o Congresso das Açordas: se de artes culinárias nada sei, além do prazer de saborear... e se, em relação às ciências do turismo, do que eu gosto... é de passear! Nunca me passaria pela cabeça converter uma refeição em terreno de prova nem transformar as minhas deambulações em exercício de roteiro turístico. Gosto dos acasos, dos encontros de ocasião, das marés de conversa, do ir para aqui ou para ali conforme sopra o vento da vontade e do desejo. Por isso frequentemente dou comigo, nos regressos, em exercícios de leitura à posteriori, para melhor aperceber coisas que fui observando e registando.

Embora me não negue a Passear Sabores, sempre gostei mais dos Sabores Passeados. Que é como quem diz... fruídos e desfrutados nas paragens onde foram surgindo como resposta às necessidades de sustento de gentes que, em diálogo com os ecossistemas, encontraram/construíram formas originais de alimentação a partir dos produtos que tinham disponíveis ou a que podiam aceder. E sei perfeitamente que aquele gaspacho com água da fonte, que nos princípios de 80 comi em Torre de Coelheiros, é (como tudo o que aliás lá vivi e senti) irrepetível na Lisboa que habito... porque nunca terei aquela água que o caldeava, nem as circunstâncias que o marcaram.

Por isso gosto de resguardar na memória os sabores que vou provando por aí. E que acabam datados, localizados, associados a rostos e passagens por terras e paisagens.

Ainda miúdo, recordo a confusão entre uma açorda quase enxuta que podia ser de couve ou de marisco e aquela a que o me pai, que era de Sines, chamava de alho, e que mais me pareciam umas sopas de pão com alho e coentros. Já menino, em casa da tia-avó – um monte não muito longe da estrada que vai de Santiago do Cacém para o Cercal - fui desfazendo confusões com sopas de tomate (de fatia inteira de pão e chicharro afogado em caldo), habituei-me a reconhecer a hortelã, aprendi o porco de montado e a manteiga amarela.

Sabores bem distintos daquela outra casa, de granito, com janela aberta para o vale - ao fim de tarde invadido por cantos de mulher, separados na lonjura, mas conversados no desafinado que transportava os sons até aos montes à volta e lhes devolvia os ecos... Aí era o Minho e as terras da Nóbrega, e as sopas casavam o milho moído com as couves e o feijão que secara estendido no sobrado da casa. E eram outras raízes, as de minha mãe.

Eu era um criança de sorte... com férias grandes de ceifas, horizontes largos de Alentejo e mergulhos na praia de Sines ou em São Torpes, e leiras, moinhos de água, desfolhadas e vindimas em Sampriz, com feira (às quartas) em Ponte da Barca ou nos Arcos.

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01 março, 2007

CONGRESSO DAS AÇORDAS em Portel
tem a participação do Café Portugal

Congresso das Açordas - Portel
Um membro deste Blogue marca presença no Congresso das Açordas em Portel. Passeando Sabores é o titulo da comunicação que, amanhã à tarde, será apresentada por Rui Dias José, num painel em que participam Maria de Lurdes Modesto (As Açordas com que cresci), Vitor Sobral (Pão, azeite, alho e coentros: a receita mais simples) e Isabel do Carmo (A Açorda é boa para a saúde).

Antes disso, a manhã é dedicada à "Memória dos Sabores Mediterrânicos", uma sessão que conta com a intervenção de Cláudio Torres, Alfredo Saramago e Monarca Pinheiro.

O Congresso encerra no sábado cruzando percursos gastronómicos e turísticos numa abordagem das estratégias para uma oferta de qualidade. O ex-Secretário de Estado do Turismo, actual vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa, Vitor Neto, integra a Mesa Redonda de que fazem parte, entre outros, o gastrónomo e hoteleiro Manuel Fialho (em representação da ARESP) e Francisco Manuel Sabino da Confraria de Gastrónomos do Alentejo.

27 fevereiro, 2007

À sombra do grande lago

"Portel. Todo um concelho na palma da mão é o que foi. Viajar cá por dentro, é o que é. Um concelho que desfruta soberanemente de inúmeras condições para sermos felizes. Do património, da brancura das casas, até ao grande lago. Os romanos já o gozavam, faz muitas luas. Namorámos lá."

Eduardo Miragaia, na Epicur, conta aventuras do PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel. As fotografias são do Antunes Amor.
Clique aqui para consultar em formato PDF.

26 fevereiro, 2007

Podem começar já a passear Montalegre

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS a Montalegre(Clique no mapa para ampliar)
Para quem quiser antecipar a expedição a Montalegre ou, quem sabe, programar a sua própria viagem ou, tão só, encetar um reconhecimento virtual... aqui ficam alguns endereços:

Ou, se quiserem saber o que por lá se anda a fazer na área da comunicação audio-visual:

Quase a escorregar para a Galiza.

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em MontalegreNo extremo Norte, quase a escorregar para a Galiza... e sempre com história de idas e vindas, de amores e comércios transfronteiriços.
As rotas do contrabando foram caminhos de sobrevivência de comunidades e manancial de histórias e cantos...
As aldeias decidiam quem "ias às sortes" e punham a salvo, do outro lado, os não eram para cumprir o serviço militar.

Tempos em que as "chegas de bois" não eram espectáculo de turista ou emigrante em férias mas desafio de força e virilidade do boi comunitário. Que tinha direito aos melhores lameiros.
Depois vieram "as limousines" e outras raças bárbaras, foram-se os braços de trabalho... e agora não há quem tome conta do "boi do povo".
Permanecem paisagens e ambientes quase sem mácula e uns quantos "irredutíveis" nas suas aldeias. Da espécie de Axterix, mas sem poção mágica... Há outras mezinhas... mas apesar do esforço do druída, não conseguiram interromper o ciclo da desertificação.

Para ir para Chaves até há pouco o melhor caminho era para Espanha. Pela Galiza se continua a ir para Ponte da Barca ou Melgaço. A cidade importante mais próxima está em Salamanca, Chega-se mais facilmente a Ourense que a Braga. E, por boas estradas, está-se em Vigo num instante...

25 fevereiro, 2007

E, quando alguém batia à porta, eles respondiam:
"Entre quem é!"

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS  em Montalegre

Em Barroso,

com o
PASSEIO DE JORNALISTAS



Até terras de Barroso, no extremo norte, na pista de nomes mágicos e segredos de isolamento e sobrevivência: Pitões de Júnias, Tourém, Vilar de Perdizes... e no desfiladeiro - dito do Diabo - a Ponte da Misarela e os milagres da fecundidade...

São terras de serra dura donde a emigração leva braços e energias...

O futuro pode ser turismo, pode ser pecuária, pode ser fumeiro, mas será sempre GENTE e apostas da sua fixação.

Saímos em busca de rostos, de paisagens, de horizontes e de sabores.

Apetece-nos o presunto, o salpicão, a chouriça de carne ou de abóbora, a sangueira e a alheira. Haveremos de querer provar o cabrito da serra ou a vaca dos lameiros de Barroso, apenas com umas batatas e umas couves. E depois... um chá de ervas aromáticas.

Apetecem-nos as vistas das barragens, as bruxas encantadas, as danças de roda, as histórias à lareira, a queimada...

Com Espanha à vista e a Primavera por perto, em Montalegre!



16 - 17 - 18 - Março

24 fevereiro, 2007

Tudo a Norte...
até Montalegre!

Café Portugal - PASSEIO DE JORNALISTAS em Montalegre

E aí está o próximo PASSEIO DE JORNALISTAS. São as terras de Barroso, é Montalegre, já na raia de Espanha, bem encostada à Galiza.

16, 17 e 18 de Março é a data da surtida. Que desta vez casa comboio e autocarro, mete Queimada de Bruxas, muitas barragens e rios, uma paisagem lindíssima e um território cada vez mais desertificado.

Tantas coisas para ver... e outras tantas para contar!

13 fevereiro, 2007

Retratos do
PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel (2)

E no “S. Pedro”,
as açordas que desfilaram ...

IR PARA O PRINCÍPIO


PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - restaurante S. Pedro PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - restaurante S. Pedro
E foram calduchos, a sopa de beldroegas, cogumelos com ovos mexidos, torresma de rissol (feitos de uma parte especifica do porco), mais açordas várias com carne de porco e ainda a sericaia... Um nunca mais acabar de especialidades alentejanas. Tudo com a “morabeza” alentejana do Presidente da Câmara, Norberto Patinho.

Depois já na Câmara Municipal de Portel, ouvimos do seu presidente, a situação da autarquia e as orientações da lei das Finanças Locais, a desertificação humana, a dificuldade na fixação de jovens, os benefícios da “Alqueva” que se desejam, mas são lentos em aparecer.

CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel

CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel

CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel
CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em PortelCAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel
Foi-nos disponibilizada vasta informação escrita no campo do desenvolvimento urbano e cultural e fomos presenteados com alguns produtos locais, entre os quais o especial pão “balouca” (um pão redondo com um buraco no meio o que o torna com muita côdea e desmiolado, factor que deu origem ao seu nome).

CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em PortelSabem que existem
belos “frescos” em Portel?


O fim deste “passeio”, ainda acompanhado pelo autarca, culminou com a visita à “ Rota do Fresco” (selecção de exemplares de pintura mural das capelas, ermidas e igrejas de cinco concelhos com o intuito de divulgar, preservar e revitalizar esse património) à capela da Amieira onde prosseguem trabalhos de recuperação mural, que põem a nu belas pinturas tapadas por uma camada de tinha branca. Sabiam que existiam frescos em Portel? Eu fiquei a saber agora. Por mais este conhecimento o meu agradecimento ao Rui Dias José e ao autarca de Portel, com os desejos de sucesso profissional e pessoal.

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
Clique sobre elas para ampliar

11 fevereiro, 2007

Retratos do
PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel (1)

Há trabalho que merece ser reconhecido

Apenas pude “apanhar” o “Passeio de Jornalistas” a Portel no Domingo (17) último dia do programa, o que me fez perder o viagem, de barco à Barragem de Alqueva, evento enaltecido pelo grupo de profissionais que o integrou.
CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em PortelApesar de ter meditado na desfaçatez que seria “aparecer” no último dia, fi-lo por respeito ao convite de Rui Dias José, autor de um projecto que vem concretizando desde há vários anos e que tem a particularidade de nos ter despertado e enriquecido com o conhecimento de diversas facetas de Portugal, muitas desconhecidas do comum dos visitantes, ou mesmo de jornalistas mais atarefados nos meandros do poder central. Através deste “passeio” muitos jornalistas tem podido escrever sobre o que lhes aprouver, na sequência do que vêem, da disponibilidade da informação de autarcas, de agentes turisticos, das gentes do povo. Projectos, incoerências, abandonos, dificuldades, CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portelcostumes, cheiros e sabores, têm-se exposto aos nossos olhos, para que possamos ser testemunhos de uma realidade, às vezes difícil de acreditar, de um país que gira a várias velocidades, de um país que está a desertificar em termos humanos, de um pais que no seu interior “grita”. Mas esse eco dilui-se em mentes apenas preocupadas com a Europa a que pertencemos e que se afunilam na capital portuguesa. Fora dela há realidades que é preciso conhecer.

E nesse espírito rumei a Oriola, uma terra que eu desconhecia e onde verifiquei que há projectos familiares, exemplares, cujo esforço merece ser reconhecido.
O grupo já se encontrava a visitar, a fábrica de enchidos tradicionais do Alentejo. A "Fercarnes” - dirigida pelo senhor Euclides, um continuador de seu pai que prepara já sucessores como a sua filha Marta - dá trabalho a 30 pessoas da zona de Portel.
Como se distinguiam pelo sabor as finas fatias de paio feito de porco branco e porco preto, que nos deu a provar!

CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em PortelCAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas em Portel

Na queijaria ao lado, “Queijos Fialho & Valverde” um projecto também familiar, o grupo pode apreciar e até comprar bom queijo. Contudo a visita à fábrica foi pouco expressiva já que estávamos em pleno periodo de amamentação das crias das ovelhas e cabras o que lhe retira o leite necessário à laboração. Pudemos apena contemplar os artefactos usados no fabrico do queijo.
Talvez tivesse sido mais interessante se a sua proprietária nos tivesse explicado os processos de fabrico do queijo. Apesar de podermos ler na internet o relato que os miúdos da Escola Básica Integrada de Oriola fazem sobre as diversas etapas da sua produção.

Imagens retiradas da página da EB1 de Oriola

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
Clique sobre elas para ampliar

Ver continuação


Não é preciso ir para o Brasil...

CAFÉ PORTUGAL - Passeio de jornalistas em Portel
"Alentejo possui condições para todos receber, diferentemente. Tem infra-estruturas. Tem qualidade."

A afirmação é de Domingos Azevedo, expressa na crónica para a Revista VIAJAR que conta a sua passagem por Portel, integrado no grupo de profissionais da Comunicação Social que o PASSEIO DE JORNALISTAS levou até aquelas paragens alentejanas.
Pode consultar online aqui.

10 fevereiro, 2007

Por terras de Portel e águas do Alqueva (5)

Até ao lavar dos cestos...

IR PARA O PRINCÍPIO


Prontos para voltar à estrada, na expressão de Rui Dias José, o grande promotor do Passeio de Jornalistas, fomos, ainda, às freguesias de Santana e Oriola, para visitar uma excelente unidade de fabrico de enchidos e o fabrico de queijo num estabelecimento vizinho, encerrando a série de encontros com a realidade portelense com almoço típico num dos restaurantes mais centrais da vila.
A despedida deu-se na sala de sessões do Município, onde o seu presidente demonstrou mais uma vez, por palavras e actos, quanto merece o reconhecimento do concelho que administra e dos próprios turistas e visitantes, não só pelas obras, mas também pelas elucidações sobre a sua terra e pela esperança que manifesta por um futuro melhor, com o seu importante contributo, adivinhando-se que o progresso desejado, para interesse geral, se estenda por todos os domínios.

Fotos: Antunes Amor
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PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Santana
PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Oriola
PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - restaurante S. Pedro
PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - nos Paços do Concelho

09 fevereiro, 2007

Por terras de Portel e águas do Alqueva (4)

Realidades sócio-culturais
e empresariais

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PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Barragem de Alqueva Foram duas as embarcações que nos transportaram em prolongada viagem desde Amieira até Alqueva, com passagem pela central hidroeléctrica

PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Restaurante Seara, Alqueva e almoço no restaurante Seara,

CAFÉ PORTUGAL - Castelo de Portel fazendo-se o regresso, por via terrestre, até Portel , onde calcorreámos ruas e ruelas até ao vetusto e em grande parte arruinado castelo,

PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Rota do Fresco em cultural trajecto pelo centro histórico e visitas rápidas a pontos de interesse, que completámos no dia seguinte na Rota do Fresco e do Barroco Alentejano. PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Rota do Fresco
A visita à Herdade do Meio, onde jantámos, permitiu-nos conhecer de perto um empreendimento vitivinícola e enoturístico bastante representativo pela qualidade dos vinhos que ali se produzem e com o dono da empresa, João Pombo, a mostrar e a explicar-nos toda a maquinaria e equipamentos necessários para transformar a uva em vinho de muita qualidade que produz com o apoio técnico do enólogo engº António Saramago, concluindo o serão com excelente música coral alentejana. PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - João Pombo
PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Herdade do Meio
PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Herdade do Meio

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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08 fevereiro, 2007

Por terras de Portel e águas do Alqueva (3)

Presidente do Município:
cicerone especial

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PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Norberto Patinho A quase totalidade das visitas que o grupo de jornalistas efectuou, teve a companhia do presidente do Município, dr. Norberto Patinho, cicerone muito especial pelos conhecimentos que possui do território que administra com muito apego e saber, de olhos postos nos munícipes, sobretudo nos jovens e nos idosos, de modo a que uns e outros possam satisfazer as suas legítimas ambições, de bem estar os mais velhos e de obtenção de trabalho compensador os mais novos.

A educação, a cultura e o associativismo contribuem para o desenvolvimento que a Câmara e as Juntas de Freguesia promovem, merecendo destaque, após o jantar, quando da nossa
PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Grupo Coral de Cantares Regionais chegada ao hotel, da actuação do presidente da Câmara no Grupo Coral de Cantares Regionais de Portel, de grandes tradições e conhecido em toda a parte pelos seus característicos cantares, reunidos em bonita edição da Câmara Municipal, dada à estampa em 2005.

As visitas às freguesias, por estradas bem pavimentadas, revestiram-se de grande interesse cultural, artístico, histórico, económico, assistencial e paisagístico, permitindo que observássemos em Vera
PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Vera Cruz Cruz a igreja desta localidade e soubéssemos do projecto de um estudo e musealização do conjunto do antigo Mosteiro de São Pedro, com elementos visigóticos e a relíquia do santo lenho, de valor nacional e internacional.

PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel .- Melaria na Amieira Na Amieira, outra das interessantes sedes de freguesia, tivemos oportunidade de ver uma pequena unidade de extracção de mel das abelhas, com vasta clientela em diferentes pontos do país...

e visitámos, depois, as obras da marina, cujo projecto promovido

PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Alqueva pela Nautialqueva, tem por base um conceito de barcos-casa, novo em Portugal, mas já com larga experiência em países como os EUA, Canadá, França, Reino Unido, Bélgica, Holanda e Alemanha.PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel -Alqueva

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)
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Alqueva:
Barcos-casa prometem lazer e descanso
a "marinheiros" inexperientes

PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Navegando o Alqueva
PASSEIO DE JORNALISTAS em Portel - Navegando o Alqueva
Barcos-casa para alugar são a mais recente aposta turística do Alqueva, permitindo ao "marinheiro" mais inexperiente navegar durante vários dias no maior lago artificial da Europa, sem precisar de ter "carta" ou saber pilotar.

Assim começa uma reportagem da Raquel Calçada do Rio, para a Agência Lusa, a propósito de navegação do Alqueva que integrou o Passeio de Jornalistas em Portel.

Pode consultar o texto integral aqui.