29 outubro, 2006

A TRADIÇÃO ainda vive em Janeiro de Cima ...

PASEIO DE JORNALISTAS no Fundão
No meio da Serra da Gardunha, percorrendo as suas curvas e contra-curvas, descobre-se Janeiro de Cima.

Esta aldeia portuguesa, próxima do rio Zêzere, desperta a nossa atençãoPASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão logo pelo aspecto exterior das suas casas.

A sua arquitectura tradicional (a usufruir de um bem sucedido esforço de preservação e recuperação) fascina o mais citadino - habituado a construções em massa, de cimento.
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
Aqui, as casas são construídas com placas de xisto e seixos do Zêzere. O efeito final, lindíssimo, só mesmo indo até lá para ver...

Mas a aldeia não é só isso. Ainda tem gente e uma das suas mais antigas tradições continua presente e bem viva:
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão


Ali, na Casa das Tecedeiras, os teares ainda tecem. Pode-se aproveitar para ver e até para experimentar esta antiga arte. Podem ser comprados artigos saído do tear, como aqueles cachecóis, de vários padrões, “nascidos” fio-a-fio de uma antiga prática que se tem vindo a perder com os tempos.



PASSEIO DE JORNALISTAS no FundãoA gastronomia não podia ser mais interessante. No restaurante Fiado, recentemente inaugurado, o moderno confunde-se com os sabores antigos e é possível saborear os maranhos ou aquele cozinho servido dentro de um pão.
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
A não perder, o bar Passadiço, para provar os licores tradicionais ou a aguardente de mel.

PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão


Hei-de voltar um dia destes... para melhor me entranhar
naqueles costumes e poder desfrutar de uma daquelas casas de xisto, classificadas como Turismo em Espaço Rural.


28 outubro, 2006

“PROJECTO RIO”
- a ousadia de uma câmara

Lá em baixo, corre o Zêzere...
CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas no FundãoO chamado «Projecto Rio», um dos muitos actualmente levados a cabo pela Câmara Municipal do Fundão, no âmbito, se assim se pode dizer, de continuar a dotar o concelho de uma oferta de alojamento mais diversificada e, ao mesmo tempo, criar pólos de animação e interesse que atraiam à região não só turistas nacionais como também estrangeiros.

Trata-se de um projecto interessante que, por o ser, já tem levantado a sua polémica. Nomeadamente entre aqueles que advogam estar o local minado de “fantasmas” que podem originar doenças a quem lá se instale ou, simplesmente, pernoite alguns dias. Aliás, uma “sombra” que sempre rodeou as Minas da Panasqueira. Mesmo quando já há muito desactivadas!

A Lavaria, noutros tempos...
CAFÉ PORTUGAL - Passeio de jornalistas no FundãoTodavia, este projecto, que tem, passe a expressão, “pernas para andar”, está hoje considerado e reconhecido pelos especialistas da área do turismo (e não só!), como um dos mais importantes e mais promissores que está a ser desenvolvido na Região Centro.

O projecto está sedeado na antiga localidade do Cabeço do Pião, na freguesia de Silvares. Curiosamente, no mesmo local onde então era feita a lavagem do minério que era explorado nas Minas da Panasqueira.

Até ao momento, a Câmara Municipal do Fundão já construiu um conjunto de sete apartamentos de tipologia T1 e uma Pousada da Juventude com capacidade para 50 pessoas.

Por dentro da mina...
CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas no FundãoNuma segunda fase, está previsto a construção de um restaurante temático «A Cantina do Mineiro», cuja ementa assentará nos pratos mais tradicionais do que comiam (e certamente ainda comem) os mineiros, quer das minas da região, quer em outros pontos do mundo.

Ainda nesta fase, serão criados espaços museológicos designadamente ligados à geologia e à arqueologia industrial.

A finalidade do “Projecto Rio” é transformar todo aquele espaço num verdadeiro parque temático mineiro que oferece, para além do alojamento turístico e da restauração, um conjunto de atracções que vão desde o desporto-aventura aos simuladores 3D, espaços museológicos, entre outros.

Recuperadas para o turismo...CAFÉ PORTUGAL - Passeio de Jornalistas no Fundão

Para todas estas intervenções a C.M. do Fundão elaborou um plano, que compreendeu a requalificação ambiental de toda aquela área, operação essa que decorreu com toda a normalidade e tranquilidade, sendo monitorizada e acompanhada pelos melhores especialistas do País.

Uma intervenção que, sem dúvida alguma, surpreendeu muita gente e, até mesmo, muitos dos detractores.

27 outubro, 2006

FUNDÃO: com chuva e vontades de Passeio... (2)

Ir para o princípio


PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
Bisbilhotice de alto para ver o Zêzere, curiosidade em Janeiro de Cima.

Sem rebuço, deitar olho dentro das casas, ver dançar o barquinho do tear, tirar a barriga de misérias...

Do xisto ao granito, lá veio a chuva... Nem vivalma nas ruas de Castelo Novo.

Com Eugénio na Raiz das Palavras, até Alpedrinha.

Presos na torrente das sílabas, portadas e lageados. Gulosos das compotas de Alcongosta e dos Passeios que a seguir vierem...
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
(Clique nas imagens para ampliar)

Fotos: Antunes Amor
(direitos reservados)

26 outubro, 2006

FUNDÃO: com chuva e vontades de Passeio... (1)

PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
"Alerta amarelo", dizia a Protecção civil... céu de chumbo, invernia de Outubro. Mas o monumento à cereja parecia não se importar...

A Panasqueira já foi volfrâmio em pleno, agora vem o Turismo E o "bairro chinês" - de tantos que lá cabiam - passa a Pousada da Juventude.

O tema é sempre o mesmo: combater a desertificação. reanimar as Aldeias de Xisto, apostar num turismo cultural, de aventura e descoberta.

Na encruzilhada de futuros e caminhos, até há uma seta para o paraíso. Será por ali? Nada como espreitar...
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
(Clique nas imagens para ampliar)
Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)

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Diário de Bordo do PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO

23 outubro, 2006

Miranda do Douro:
paisagens, sabores e artes...

Só agora nos chegaram ás mãos... por isso só agora as referimos. São histórias de uma romagem de deslumbramento a Miranda do Douro que o Santos Mota assina na Revista "O Escanção".

PASSEIO DE JORNALISTAS a Miranda do Douro - ReportagemLer mais

PASSEIO DE JORNALISTAS - À mesa, na Gabriela de SendimLer mais

PASSEIO DE JORNALISTAS - Artes de tanoaria em Miranda do DouroLer mais

Tudo sobre o PASSEIO DE JORNALISTAS em Miranda do Douro

20 outubro, 2006

Aventura no Fundão:
de abalada...

Estamos a pouco mais de meia hora da partida. Lá para as oito da noite já será o jantar no Fundão. Uma aventura de viagem que a Sandra Silveira antecipava na edição desta manhã da "Opção Turismo".

OPCÂO TURISMO 20/10/2006

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15 outubro, 2006

Aventura no Fundão:
portos de abrigo...

PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
Antes da partida para qualquer expedição há que rever os instrumentos e equipamentos necessários...

Temos, por isso, vindo a relembrar sítios da net onde poderão encontrar materiais diversos acerca das realidades e vivências das terras que vamos visitar em mais esta edição do Passeio de Jornalistas.

Ficam agora aqui mais algumas sugestões:

Aventura no Fundão
antever com outros olhares...

Janeiro de Cima No próximo sábado (dia 21), já em plena lufa lufa de périplo pelas aldeias do Fundão, Janeiro de Cima vai ser a primeira descoberta...
Para antecipar imagens e sensações, nada como viajar com quem já viajou e ver com quem já observou, sentiu e... captou.
Janeiro de Cima
Recomendo uma passagem pelo álbum da Sívia Antunes na Escrita com Luz.

Já agora, dêm uma vista de olhos a um texto do Manuel Vitorino no Jornal de Notícias.

14 outubro, 2006

Aventura no Fundão:
com Eugénio de Andrade...


Suportada por Castpost



Agora os nomes que martelam o sono,
turvos ou roídos da poeira:
Póvoa, Castelo Novo, Alpedrinha,
Orca, Atalaia, nomes porosos
da sede, onde a semente do homem
é triste mesmo quando brilha.

* * * * *

ao céu camponês da minha infância [devo] esse princípio de paixão que me leva a procurar nas palavras o rumor do mundo.

* * * * *

Acordar, ser na manhã de Abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raiz,
dar versos ou florir desta maneira.

Abrir os braços, acolher nos ramos
o vento, a luz, ou o quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra,
a tecer o coração de uma cereja.

* * * * *

gosto das palavras que sabem a terra, a água, aos frutos de fogo do verão, aos barcos no vento; gosto das palavras lisas como seixos, rugosas como pão de centeio. Palavras que cheiram a feno e a poeira, a barro e a limão, a resina e a sol.


Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade

Imagens retiradas da página
da Fundação Eugénio de Andrade

EUGÉNIO DE ANDRADE
[Póvoa da Atalaia/Fundão, 1923 - Porto, 2005]

08 outubro, 2006

Aventura no Fundão:
música para o caminho...

Suportado por
Castpost


Podia ser outra qualquer música (poderia???) mas escolhemos esta... recolhida por Fernando Lopes Graça no Fundão.
O Milho da Nossa Terra, com arranjo de FLG, aqui interpretado pelo Coro da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro).

Quando se comemora o centenário do nascimento do maestro, vale a pena passar pela página que, sob responsabilidade do Ministério da Cultura, celebra os cem anos de um homem de cultura e de liberdade. Bastará aceder a www.lopes-graca.com

A fotografia aqui ao lado (da colecção do Museu da Música Portuguesa, Cascais) retrata Lopes Graça na Orca, uma freguesia do Fundão. Foi reproduzida a partir da Galeria Fotográfica do maestro, também disponível online.

Aventura no Fundão:
vão descobrindo o que os espera...


Para quem quiser ir antecipando algumas "visões" deste fim de semana cheio de paisagens e emoções, ficam aqui algumas ligações para sítios da net que falam destas terras do Fundão.

Antes de mais, os atalhos para as páginas

Depois, um percurso virtual pelas diversas freguesias do concelho:

* ALCAIDE * ALCARIA * ALCONGOSTA * ALDEIA DE JOANES * ALPEDRINHA * ATALAIA DO CAMPO * BOGAS DE BAIXO * BOGAS DE CIMA * BARROCA * CAPINHA * CASTELEJO * CASTELO NOVO * DONAS * ENXAMES * ESCARIGO * FATELA * FUNDÃO * JANEIRO DE CIMA * LAVACOLHOS * MATA DA RAINHA * ORCA * PÓVOA DA ATALAIA * PEROVISEU * SALGUEIRO * SILVARES * SOALHEIRA * SOUTO DA CASA * TELHADO * VALE DE PRAZERES * VALVERDE *

Mas... até lá... outros sítios irão sendo aqui referenciados.

04 outubro, 2006

Aventura no Fundão:
não se atrasem com as inscrições...

É assim:
Depois das estivais férias vem o regresso a estrada. E... com Outubro estão de volta os Passeios de Jornalistas!

A surtida ao Fundão é já a 20, 21 e 22.

"Da serra da Gardunha à Cova da Beira" é o mote. A nós... cabe pensar (encontrar soluções e organizar) os pormenores práticos do passeio. Mas o seu êxito e fruição depende dos próprios jornalistas e da sua vontade de conhecer uma região de mergulhar nas suas cores e nos seu sons.

Há aldeias serranas para conhecer e pessoas para descobrir. Ma há sobretudo desejos de passeio, e de viagem...

As inscrições terão de ser feitas até à 18h00 do próximo dia 17 (3ª feira) para o email
pajornalistas@netcabo.pt.

Já não têm muito tempo...


08 setembro, 2006

GASTRONOMICES...
Até Vila do Bispo,
atrás do cheiro de um arroz de peixe...

Mal saído do lume, o tacho chega à messa fumegante e exalando aquele aroma tão próprio do arroz de peixe do Café Correia. Há que suster a curiosidade, não destapar de imediato, estacar a impaciência, aguardar uns momentos... numa espera que só as coisas boas merecem!
Ou apenas quebrar a regra para fazer a Café Correia, Vila do Bispo (O arroz de peixe...)fotografia... àquele cremoso caldo, avermelhado pelo tomate, com os verdes da salsa e o pescado abundante.
Depois, ala que se faz tarde...
Está no ponto, sente-se a textura de um peixe fresquíssimo, o arroz incorporou os sabores e os aromas de um caldo de comer à colher.

Antes tinham sido uns percebes, Café Correia, Vila do Bispo (A sala...)daqueles que contam histórias de descidas e subidas a pique pelos rochedos da costa vicentina e trazem à mesa todos os cheiros do mar. Chegaram logo a seguir às lulas à Correia e ao polvo em tomate com que abrimos a função. E no meio daquelas tentações (onde um pão que até sabia a pão, não era argumento de somenos) ainda eram precisas forças e vontade para a cabidela de batata que aí vinha.

Desta vez, ficou de fora o camarão guizado, a massa de camarão e a de peixe, o arros de polvo e o de camarão. Também não passei pelo frango em tomate nem pelo borrego à Correia.Café Correia, Vila do Bispo (Lilita) E restei pesaroso de não me ter avistado com o tão celebrado coelho, bravo e à moda da casa... mas não dava para mais. Fica para um destes regressos a Vila do Bispo... porque a casa é santuário de reincidências. E de persistências, porque - como não aceita marcações - os clientes têm de fazer bicha à porta a partir do meio-dia para o almoço ou das sete da tarde para o jantar. O melhor mesmo é passar por lá fora do atropelo do Verão e das férias...

Conserva o nome de Café, que ostentava Café Correia, Vila do Bispo (o fundador...)nos tempos do velho Correia, onde á tarde se ia pelos percebes e se ficava a desoras nos petiscos. Um dia, na presença de um arroz de peixe bem enriquecido com os bichinhos da época, lá lhe fui dizendo que havia restaurantes que achavam que aquilo merecia o nome de arroz de marisco. Resposta pronta: "aqui chamou-se sempre arroz de peixe e leva o marisco que houver". Tempos em que as artes frigoríficas e de viveiro não tinham chegado ao milagre da existência o ano todo...
Café Correia, Vila do Bispo (Zè Francisco)
Regressando aos tempos de hoje, na cozinha manda Zé Francisco, cozinheiro desde os tempos da tropa, mestre de sabores e temperos, apaixonado por motas e vinhos, e... claro está... pela Lilita - a filha do velho Correia, que ordena na sala mas também mete bedelho nas comedorias (foto acima). Dizem que tem um geniozinho, mas eu nunca dei por isso.

E ano após ano... vou voltando, com saudade de antigas merendas de percebes...

Café Correia
Rua 1º de Maio
Vila do Bispo
TELEFONE: 282 639 127
LOTAÇÃO: 30 pessoas
ENCERRAMENTO: Sábado
CARTÕES: Não aceita cartões
RESERVAS: Não aceita reservas