15 outubro, 2006

Aventura no Fundão:
portos de abrigo...

PASSEIO DE JORNALISTAS no Fundão
Antes da partida para qualquer expedição há que rever os instrumentos e equipamentos necessários...

Temos, por isso, vindo a relembrar sítios da net onde poderão encontrar materiais diversos acerca das realidades e vivências das terras que vamos visitar em mais esta edição do Passeio de Jornalistas.

Ficam agora aqui mais algumas sugestões:

Aventura no Fundão
antever com outros olhares...

Janeiro de Cima No próximo sábado (dia 21), já em plena lufa lufa de périplo pelas aldeias do Fundão, Janeiro de Cima vai ser a primeira descoberta...
Para antecipar imagens e sensações, nada como viajar com quem já viajou e ver com quem já observou, sentiu e... captou.
Janeiro de Cima
Recomendo uma passagem pelo álbum da Sívia Antunes na Escrita com Luz.

Já agora, dêm uma vista de olhos a um texto do Manuel Vitorino no Jornal de Notícias.

14 outubro, 2006

Aventura no Fundão:
com Eugénio de Andrade...


Suportada por Castpost



Agora os nomes que martelam o sono,
turvos ou roídos da poeira:
Póvoa, Castelo Novo, Alpedrinha,
Orca, Atalaia, nomes porosos
da sede, onde a semente do homem
é triste mesmo quando brilha.

* * * * *

ao céu camponês da minha infância [devo] esse princípio de paixão que me leva a procurar nas palavras o rumor do mundo.

* * * * *

Acordar, ser na manhã de Abril
a brancura desta cerejeira;
arder das folhas à raiz,
dar versos ou florir desta maneira.

Abrir os braços, acolher nos ramos
o vento, a luz, ou o quer que seja;
sentir o tempo, fibra a fibra,
a tecer o coração de uma cereja.

* * * * *

gosto das palavras que sabem a terra, a água, aos frutos de fogo do verão, aos barcos no vento; gosto das palavras lisas como seixos, rugosas como pão de centeio. Palavras que cheiram a feno e a poeira, a barro e a limão, a resina e a sol.


Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade
Eugénio de Andrade

Imagens retiradas da página
da Fundação Eugénio de Andrade

EUGÉNIO DE ANDRADE
[Póvoa da Atalaia/Fundão, 1923 - Porto, 2005]

08 outubro, 2006

Aventura no Fundão:
música para o caminho...

Suportado por
Castpost


Podia ser outra qualquer música (poderia???) mas escolhemos esta... recolhida por Fernando Lopes Graça no Fundão.
O Milho da Nossa Terra, com arranjo de FLG, aqui interpretado pelo Coro da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro).

Quando se comemora o centenário do nascimento do maestro, vale a pena passar pela página que, sob responsabilidade do Ministério da Cultura, celebra os cem anos de um homem de cultura e de liberdade. Bastará aceder a www.lopes-graca.com

A fotografia aqui ao lado (da colecção do Museu da Música Portuguesa, Cascais) retrata Lopes Graça na Orca, uma freguesia do Fundão. Foi reproduzida a partir da Galeria Fotográfica do maestro, também disponível online.

Aventura no Fundão:
vão descobrindo o que os espera...


Para quem quiser ir antecipando algumas "visões" deste fim de semana cheio de paisagens e emoções, ficam aqui algumas ligações para sítios da net que falam destas terras do Fundão.

Antes de mais, os atalhos para as páginas

Depois, um percurso virtual pelas diversas freguesias do concelho:

* ALCAIDE * ALCARIA * ALCONGOSTA * ALDEIA DE JOANES * ALPEDRINHA * ATALAIA DO CAMPO * BOGAS DE BAIXO * BOGAS DE CIMA * BARROCA * CAPINHA * CASTELEJO * CASTELO NOVO * DONAS * ENXAMES * ESCARIGO * FATELA * FUNDÃO * JANEIRO DE CIMA * LAVACOLHOS * MATA DA RAINHA * ORCA * PÓVOA DA ATALAIA * PEROVISEU * SALGUEIRO * SILVARES * SOALHEIRA * SOUTO DA CASA * TELHADO * VALE DE PRAZERES * VALVERDE *

Mas... até lá... outros sítios irão sendo aqui referenciados.

04 outubro, 2006

Aventura no Fundão:
não se atrasem com as inscrições...

É assim:
Depois das estivais férias vem o regresso a estrada. E... com Outubro estão de volta os Passeios de Jornalistas!

A surtida ao Fundão é já a 20, 21 e 22.

"Da serra da Gardunha à Cova da Beira" é o mote. A nós... cabe pensar (encontrar soluções e organizar) os pormenores práticos do passeio. Mas o seu êxito e fruição depende dos próprios jornalistas e da sua vontade de conhecer uma região de mergulhar nas suas cores e nos seu sons.

Há aldeias serranas para conhecer e pessoas para descobrir. Ma há sobretudo desejos de passeio, e de viagem...

As inscrições terão de ser feitas até à 18h00 do próximo dia 17 (3ª feira) para o email
pajornalistas@netcabo.pt.

Já não têm muito tempo...


08 setembro, 2006

GASTRONOMICES...
Até Vila do Bispo,
atrás do cheiro de um arroz de peixe...

Mal saído do lume, o tacho chega à messa fumegante e exalando aquele aroma tão próprio do arroz de peixe do Café Correia. Há que suster a curiosidade, não destapar de imediato, estacar a impaciência, aguardar uns momentos... numa espera que só as coisas boas merecem!
Ou apenas quebrar a regra para fazer a Café Correia, Vila do Bispo (O arroz de peixe...)fotografia... àquele cremoso caldo, avermelhado pelo tomate, com os verdes da salsa e o pescado abundante.
Depois, ala que se faz tarde...
Está no ponto, sente-se a textura de um peixe fresquíssimo, o arroz incorporou os sabores e os aromas de um caldo de comer à colher.

Antes tinham sido uns percebes, Café Correia, Vila do Bispo (A sala...)daqueles que contam histórias de descidas e subidas a pique pelos rochedos da costa vicentina e trazem à mesa todos os cheiros do mar. Chegaram logo a seguir às lulas à Correia e ao polvo em tomate com que abrimos a função. E no meio daquelas tentações (onde um pão que até sabia a pão, não era argumento de somenos) ainda eram precisas forças e vontade para a cabidela de batata que aí vinha.

Desta vez, ficou de fora o camarão guizado, a massa de camarão e a de peixe, o arros de polvo e o de camarão. Também não passei pelo frango em tomate nem pelo borrego à Correia.Café Correia, Vila do Bispo (Lilita) E restei pesaroso de não me ter avistado com o tão celebrado coelho, bravo e à moda da casa... mas não dava para mais. Fica para um destes regressos a Vila do Bispo... porque a casa é santuário de reincidências. E de persistências, porque - como não aceita marcações - os clientes têm de fazer bicha à porta a partir do meio-dia para o almoço ou das sete da tarde para o jantar. O melhor mesmo é passar por lá fora do atropelo do Verão e das férias...

Conserva o nome de Café, que ostentava Café Correia, Vila do Bispo (o fundador...)nos tempos do velho Correia, onde á tarde se ia pelos percebes e se ficava a desoras nos petiscos. Um dia, na presença de um arroz de peixe bem enriquecido com os bichinhos da época, lá lhe fui dizendo que havia restaurantes que achavam que aquilo merecia o nome de arroz de marisco. Resposta pronta: "aqui chamou-se sempre arroz de peixe e leva o marisco que houver". Tempos em que as artes frigoríficas e de viveiro não tinham chegado ao milagre da existência o ano todo...
Café Correia, Vila do Bispo (Zè Francisco)
Regressando aos tempos de hoje, na cozinha manda Zé Francisco, cozinheiro desde os tempos da tropa, mestre de sabores e temperos, apaixonado por motas e vinhos, e... claro está... pela Lilita - a filha do velho Correia, que ordena na sala mas também mete bedelho nas comedorias (foto acima). Dizem que tem um geniozinho, mas eu nunca dei por isso.

E ano após ano... vou voltando, com saudade de antigas merendas de percebes...

Café Correia
Rua 1º de Maio
Vila do Bispo
TELEFONE: 282 639 127
LOTAÇÃO: 30 pessoas
ENCERRAMENTO: Sábado
CARTÕES: Não aceita cartões
RESERVAS: Não aceita reservas

28 agosto, 2006

"O Algarve é só um, todavia..."

Este é o título para as 3 páginas da crónica de viagem onde o Domingos de Azevedo conta a aventura pelo barrocal e pela serra algarvia. Publicada na Revista Viajar, pode ser lida aqui.

PASSEIO DE JORNALISTAS no Interior algarvio - Revista VIAJAR
Aí se diz que:
Se o litoral tornou o Algarve conhecido internacionalmente, palco turístico de Portugal, é o interior que dá alma ao Algarve.
Ler <mais:

E o sol que fazia em Paderne...???

PASSEIO DE JORNALISTAS - Domingos de Azevedo e Nuno Rebocho

23 agosto, 2006

PASSEIO DE JORNALISTAS
ao barrocal e à serra algarvia (12)

E “porque de livro fechado
não sai letrado”...

IR PARA O PRINCÍPIO


PASSEIO DE JORNALISTAS -Almoço no Moiras EncantadasO Passeio de Jornalistas estava quase a chegar ao fim. Paderne era o último ponto da visita. O almoço no "Moiras Encantadas" marcava as despedidas. Com provérbios, trava-línguas, acordeãos e outros ricos sabores locais...

“Os Provérbios estão Vivos em Portugal” é o título de uma obra quePASSEIO DE JORNALISTAS - Ruivinho Brasão reúne mais de 6 mil provérbios, e resultou de um trabalho de recolha em terras de Paderne. José Ruivinho Brasão - homem de saber que gosta de investigar a riqueza cultural linguística - aproveitou o momento para nos apresentar o seu livro seu livro (fez mesmo algumas vendas!!!) e para revelar que outros estão não forja para dar a conhecer o resultado de outros trabalhos de pesquisa.

Com ele vieram as “Moças nagragadas”, um grupo de Paderne que foi buscar o nome a uma expressão que consagra a rebeldia das PASSEIO DE JORNALISTAS - Moças nagragadasraparigas quando infringiam regras familiares. Como, por exemplo, se elas faltavam à hora de jantar haveriam de ouvir: “Onde andou, sua nagragada!” - seria mais ou menos esta a ilustração do sentido da palavra.
PASSEIO DE JORNALISTAS - Moças nagragadasNa verdade, este grupo de mulheres, experientes, deu-nos a conhecer “trava-línguas”, provérbios, lenga-lengas, e canções populares. Trajando num estilo anos 30 - uma indumentária cuidadosamente estudada por Esmeralda Brazão, também integrante do grupo.

Um trio de jovens (Ricardo, João e Nelson) tocadores de acordeão, titulares de várias distinções e vencedores de vários concursos e PASSEIO DE JORNALISTAS - Acordeãooutro títulos competitivos, mostraram que a música tradicional instrumental se vai recriando com novos arranjos, novas formações e novas formas de estar.

Foi um momento cultural particularmente bonito, no restaurante de PASSEIO DE JORNALISTAS - Moças nagragadasRogélio Guerridas, também muito sugestivo e de comida de qualidade.
Espero que este exemplo (inclusive de levar a música local a acompanhar almoços e jantares de gente de fora que visita aquele Algarve diferente) possa intensificar-se e faça “costume” nos demais.

PS: Naturalmente que estas são notas pessoais.
Existe vasta informação documentada que as entidades oficiais, nomeadamente a Região de Turismo, colocam à disposição.

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)


21 agosto, 2006

PASSEIO DE JORNALISTAS
ao barrocal e à serra algarvia (11)

Começou por ser um jornal feminino,
o mais antigo em Portugal...

IR PARA O PRINCÍPIO


PASSEIO DE JORNALISTAS - Jornal a Avezinha

Em Paderne, observámos a persistência do jornal a Avezinha e a vitalidade do seu Director, Arménio Martins, um homem que coloca a sua energia ao serviço de mais de uma dezena de associações PASSEIO DE JORNALISTAS - Jornal a Avezinha de carácter institucional, social e desportivo.

Fotos: Antunes Amor
(direitos reservados)


18 agosto, 2006

04 agosto, 2006

PASSEIO DE JORNALISTAS
ao barrocal e à serra algarvia (9)

… ai se os árabes do castelo
falassem…

IR PARA O PRINCÍPIO


PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

Vestígio da presença almóada em Portugal, nos séculos XII e XIII, o Castelo de Paderne, está muito destruído.

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne
PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

No percurso de autocarro desde a estrada nacional até até às imediações do castelo tive a sensação da secura e da dureza da interioridade. O caminho é longo. Vêem-se os campos sem gente, claro! O meu país europeu a várias velocidades... e autoestrada logo ali ao lado!

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

Encerrado para uma intervenção que tardou muitos anos, o Castelo de Paderne foi aberto propositadamente para que o grupo de jornalistas o pudesse visitar.

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

As obras de recuperação actualmente em curso exigem cuidados especiais que os protejam de actos de vandalismo, como destacou Natércia Magalhães, técnica do IPAR, que acompanhada pelo arqueólogo Luís Campos nos guiou pelo interior da velha fortaleza almóada.

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne
PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne
Com eles descobrimos os trabalhos de escavação e os segredos da construção em taipa que está a ser usada nos trabalhos de recuperação.

As obras são lentas e morosas. Estão integradas num projecto de cooperação europeia da ordem dos 500 milhões de euros.

Explicam-nos que em Espanha o trabalho de recuperação e preservação dos vestígios da presença árabe na Península está bem mais avançada…

É sempre a mesma coisa...

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne
PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)

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31 julho, 2006

Rui Dias José, em entrevista à Epicur

Rui Dias José - entrevista à EPICUR


O Portugal turístico terá futuro?
Ou somos uma reserva de sol
com mão de obra barata?

Três páginas de respostas
às perguntas de Eduardo Miragaia.

E sobre viagens e passeios,
diz Rui Dias José:

É claro que se não esquecem
paisagens e sabores...
mas são os rostos que permanecem.





Para ler na íntegra

30 julho, 2006

PASSEIO DE JORNALISTAS
ao barrocal e à serra algarvia (8)

Querença, uma aldeia bem alta,
um tabuleiro florido,
ao sabor da hortelã...

IR PARA O PRINCÍPIO

(Clique nas fotografias para alargar)

A recepção na “Quinta dos Valados”- um espaço de turismo habitação, um recanto típico algarvio, explorado por um casal, ele francês, ela francesa mas de origem portuguesa - foi especial pela sua singularidade...

Logo à entrada, sobre uma mesa coberta com uma toalha bordada, cestos típicos da zona prenchidos com fatias de pão local, enqunto o afavel Prseidente da Junta nos servia copos de àgua fresca enriquecida.
Esta ideia do enriquecimento da água - nas palavras de quem a tinha preparado - foi-nos explicada como inspirada numa visita ao Centro Budista. O segredo era fácil... à água tinha sido adicionado limáo e hortelã e a mistura tinha sido adocicada. Era servida acompanhada de pão de limão e nozes.

À nossa espera também um duo de acordeonistas que nos acompanharam até à beira da piscina da quinta, onde se fez o jantar.

Finalmente conheçemos as irmãs Faísca de quem tanto tinhamos ouvido falar em Salir. Já idosas, fazem bonecos, sabem da cozinha algarvia, bordam, cantam... Ali mesmo, ao jantar, deram-nos o som de velhos cantos e lengalengas.

Uma refeição feita de receitas antigas e de novos sabores. Ficaram-me na memória os chícharos, a deliciosa sobremesa de figo e a torta de alfarroba.



Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)

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