28 agosto, 2006

"O Algarve é só um, todavia..."

Este é o título para as 3 páginas da crónica de viagem onde o Domingos de Azevedo conta a aventura pelo barrocal e pela serra algarvia. Publicada na Revista Viajar, pode ser lida aqui.

PASSEIO DE JORNALISTAS no Interior algarvio - Revista VIAJAR
Aí se diz que:
Se o litoral tornou o Algarve conhecido internacionalmente, palco turístico de Portugal, é o interior que dá alma ao Algarve.
Ler <mais:

E o sol que fazia em Paderne...???

PASSEIO DE JORNALISTAS - Domingos de Azevedo e Nuno Rebocho

23 agosto, 2006

PASSEIO DE JORNALISTAS
ao barrocal e à serra algarvia (12)

E “porque de livro fechado
não sai letrado”...

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PASSEIO DE JORNALISTAS -Almoço no Moiras EncantadasO Passeio de Jornalistas estava quase a chegar ao fim. Paderne era o último ponto da visita. O almoço no "Moiras Encantadas" marcava as despedidas. Com provérbios, trava-línguas, acordeãos e outros ricos sabores locais...

“Os Provérbios estão Vivos em Portugal” é o título de uma obra quePASSEIO DE JORNALISTAS - Ruivinho Brasão reúne mais de 6 mil provérbios, e resultou de um trabalho de recolha em terras de Paderne. José Ruivinho Brasão - homem de saber que gosta de investigar a riqueza cultural linguística - aproveitou o momento para nos apresentar o seu livro seu livro (fez mesmo algumas vendas!!!) e para revelar que outros estão não forja para dar a conhecer o resultado de outros trabalhos de pesquisa.

Com ele vieram as “Moças nagragadas”, um grupo de Paderne que foi buscar o nome a uma expressão que consagra a rebeldia das PASSEIO DE JORNALISTAS - Moças nagragadasraparigas quando infringiam regras familiares. Como, por exemplo, se elas faltavam à hora de jantar haveriam de ouvir: “Onde andou, sua nagragada!” - seria mais ou menos esta a ilustração do sentido da palavra.
PASSEIO DE JORNALISTAS - Moças nagragadasNa verdade, este grupo de mulheres, experientes, deu-nos a conhecer “trava-línguas”, provérbios, lenga-lengas, e canções populares. Trajando num estilo anos 30 - uma indumentária cuidadosamente estudada por Esmeralda Brazão, também integrante do grupo.

Um trio de jovens (Ricardo, João e Nelson) tocadores de acordeão, titulares de várias distinções e vencedores de vários concursos e PASSEIO DE JORNALISTAS - Acordeãooutro títulos competitivos, mostraram que a música tradicional instrumental se vai recriando com novos arranjos, novas formações e novas formas de estar.

Foi um momento cultural particularmente bonito, no restaurante de PASSEIO DE JORNALISTAS - Moças nagragadasRogélio Guerridas, também muito sugestivo e de comida de qualidade.
Espero que este exemplo (inclusive de levar a música local a acompanhar almoços e jantares de gente de fora que visita aquele Algarve diferente) possa intensificar-se e faça “costume” nos demais.

PS: Naturalmente que estas são notas pessoais.
Existe vasta informação documentada que as entidades oficiais, nomeadamente a Região de Turismo, colocam à disposição.

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)


21 agosto, 2006

PASSEIO DE JORNALISTAS
ao barrocal e à serra algarvia (11)

Começou por ser um jornal feminino,
o mais antigo em Portugal...

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PASSEIO DE JORNALISTAS - Jornal a Avezinha

Em Paderne, observámos a persistência do jornal a Avezinha e a vitalidade do seu Director, Arménio Martins, um homem que coloca a sua energia ao serviço de mais de uma dezena de associações PASSEIO DE JORNALISTAS - Jornal a Avezinha de carácter institucional, social e desportivo.

Fotos: Antunes Amor
(direitos reservados)


18 agosto, 2006

04 agosto, 2006

PASSEIO DE JORNALISTAS
ao barrocal e à serra algarvia (9)

… ai se os árabes do castelo
falassem…

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PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

Vestígio da presença almóada em Portugal, nos séculos XII e XIII, o Castelo de Paderne, está muito destruído.

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne
PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

No percurso de autocarro desde a estrada nacional até até às imediações do castelo tive a sensação da secura e da dureza da interioridade. O caminho é longo. Vêem-se os campos sem gente, claro! O meu país europeu a várias velocidades... e autoestrada logo ali ao lado!

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

Encerrado para uma intervenção que tardou muitos anos, o Castelo de Paderne foi aberto propositadamente para que o grupo de jornalistas o pudesse visitar.

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

As obras de recuperação actualmente em curso exigem cuidados especiais que os protejam de actos de vandalismo, como destacou Natércia Magalhães, técnica do IPAR, que acompanhada pelo arqueólogo Luís Campos nos guiou pelo interior da velha fortaleza almóada.

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne
PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne
Com eles descobrimos os trabalhos de escavação e os segredos da construção em taipa que está a ser usada nos trabalhos de recuperação.

As obras são lentas e morosas. Estão integradas num projecto de cooperação europeia da ordem dos 500 milhões de euros.

Explicam-nos que em Espanha o trabalho de recuperação e preservação dos vestígios da presença árabe na Península está bem mais avançada…

É sempre a mesma coisa...

PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne
PASSEIO DE JORNALISTAS - Castelo de Paderne

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)

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31 julho, 2006

Rui Dias José, em entrevista à Epicur

Rui Dias José - entrevista à EPICUR


O Portugal turístico terá futuro?
Ou somos uma reserva de sol
com mão de obra barata?

Três páginas de respostas
às perguntas de Eduardo Miragaia.

E sobre viagens e passeios,
diz Rui Dias José:

É claro que se não esquecem
paisagens e sabores...
mas são os rostos que permanecem.





Para ler na íntegra

30 julho, 2006

PASSEIO DE JORNALISTAS
ao barrocal e à serra algarvia (8)

Querença, uma aldeia bem alta,
um tabuleiro florido,
ao sabor da hortelã...

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(Clique nas fotografias para alargar)

A recepção na “Quinta dos Valados”- um espaço de turismo habitação, um recanto típico algarvio, explorado por um casal, ele francês, ela francesa mas de origem portuguesa - foi especial pela sua singularidade...

Logo à entrada, sobre uma mesa coberta com uma toalha bordada, cestos típicos da zona prenchidos com fatias de pão local, enqunto o afavel Prseidente da Junta nos servia copos de àgua fresca enriquecida.
Esta ideia do enriquecimento da água - nas palavras de quem a tinha preparado - foi-nos explicada como inspirada numa visita ao Centro Budista. O segredo era fácil... à água tinha sido adicionado limáo e hortelã e a mistura tinha sido adocicada. Era servida acompanhada de pão de limão e nozes.

À nossa espera também um duo de acordeonistas que nos acompanharam até à beira da piscina da quinta, onde se fez o jantar.

Finalmente conheçemos as irmãs Faísca de quem tanto tinhamos ouvido falar em Salir. Já idosas, fazem bonecos, sabem da cozinha algarvia, bordam, cantam... Ali mesmo, ao jantar, deram-nos o som de velhos cantos e lengalengas.

Uma refeição feita de receitas antigas e de novos sabores. Ficaram-me na memória os chícharos, a deliciosa sobremesa de figo e a torta de alfarroba.



Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)

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24 julho, 2006

PASSEIO DE JORNALISTAS
ao barrocal e à serra algarvia (7)

Ai os saltos altos…
precisamos de chinelos…
onde estão os chineses?

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Os meus sapatinhos de corda, de salto cunha, fizeram-me bolhas… já estava desabituada de percursos a pé, longos – tenho a consciência que são saudáveis, mas ai… (aqui) deviam-nos ter avisado – e já tínhamos percorrido Alte. Enfim, neste meu espírito de tudo ver, lá fui com os demais. Havia outras situações difíceis. E para meu espanto aqui não encontrei sequer umas havaianas, nem uma loja de chineses…

O polo museológico de Salir está bonito, tem uma arquitectura original, um espólio interessante e bem cuidado.
Situa-se mesmo por cima do local onde as escavações encontraram muitos objectos reveladores da passagem de outras civilizações e de outros povos.

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)

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21 julho, 2006

Contra a desertificação marchar, marchar. E acima de tudo resistir.


No número 58 da Epicur, que agora chegou às bancas, Eduardo Miragaia partilha sentimentos e sensações do Passeio de Jornalistas ao Barrocal e à Serra Algarvia.

Para aguçar o interesse pelos "prazeres privados e virtudes públicas" que são território (moldura e cenário) daquela revista, dê uma espreitadela neste "Ir ao Algarve sem ir".

20 julho, 2006

PASSEIO DE JORNALISTAS
ao barrocal e à serra algarvia (6)

Salir, terra de muitos e pequenos
povoados que veneram os valores da
Espiga e olham a Rocha da Pena....

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A presidente da Junta de Salir, Piedade Carrasquinho, desvendou-nos uma uma sala cheia de prémios e distinções pela Festa da Espiga que se organiza anualmente (no ano que vem terá a 40ª edição) a 25 de Maio, congregando esforços e energias dos habitantes e comerciantes locais.

Espectacular a exposição que estava patente Posto de Turismo: em miniatura uma representação da vida e costumes da região, recriando o ambiente do cortejo etnográfico que nesse dia festivo acontece.

Lá estão representados os homens e as mulheres serranas - na lavoura, na cozedura do pão, na apanha da azeitona, na ceifa, na feitura do carvão - tudo aquilo saído das mãos das irmãs Faísca.

Na Igreja de Salir, que tem São Sebastão por orago, o Pároco local mostrou-nos a Bula Papal - uma relíquia, foi como a qualificou - um pergaminho quinhentista onde são concedidos privilégios á Confraria do Santíssimo Sacramento.

Em Salir, freguesia de grande área e muitos (e pequenos) aglomerados populacionais, predomina a agricultura e a desertificação é uma constante: na Fornalha vivem apenas três casais, nos Barrigões só já resta um morador…

Fotos: Antunes Amor (direitos reservados)

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19 julho, 2006

PASSEIO DE JORNALISTAS
ao barrocal e à serra algarvia (5)

Folclore da Serra do Caldeirão,
um esforço comunitário e familiar.

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A visita a Salir começou com um almoço.Não faltou a brejeirice natural do corridinho e baile mandado do Grupo Folclórico Serra do Caldeirão. Uma teimosia de mais de cem elementos, agrupando vários núcleos familiares de um povoado, Cortelha, que o Sidónio, o coordenador, tão bem explicou. Do pormenor dos trajes e costumes até aos traços de uma cultura ancestral que o tempo não logrou esboroar.

As mais de duas dezenas de turistas estrangeiros que almoçavam na ”Adega da Nave” - compartilhando fortuitamente aquele espaço com os jornalistas - estavam visivelmente surpreendidos e agradados com esta manifestação cultural genuína.
Presentes no repasto, além do representante do presidente da Câmare Loulé, esteve a presidente da Junta de Salir, uma advogada e a primeira mulher a conquistar a presidência naquela vila serrana do Algarve.
A refeição propriamente dita foi constituída por uns bem típico galo guisado e javali estufado. Mas logo a abrir tinha aparecido um muito agradável xerém (ou xarém) - umas papas de milho com ameijoas. E não faltaram os doces tradicionais de amendoa e alfarroba.

Fotos: Antunes Amor
(direitos reservados)