| No outro extremo de São Jorge, a caminho do Topo... | IR PARA O PRINCÍPIO |
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| Fotos: Antunes Amor (direitos reservados) Clique sobre elas para ampliar | Ver continuação |
Nas mesas cá dentro ou na esplanada... cruzam-se paisagens, rostos, artes, sabores e projectos de viagem pelos mares da lusofonia. Entre convites e vontades, a disponibilidade para sair por aí em busca de um sorriso, de um passeio, de uma aventura...
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| Fotos: Antunes Amor (direitos reservados) Clique sobre elas para ampliar | Ver continuação |
| Ir para o início | Em vésperas de partida da Ilha Terceira , os jornalistas do Passeio vêem desfilar paisagens em forma de manta de retalhos onde os muros de pedra tomam o lugar das linhas de coser, intercalando pedaços de terra amarelados, verdes, castanhos e vermelhos A estrada segue pelo meio das criptomérias, com antigos vulcões como fundo, até chegar aos Biscoitos. Nesta localidade, assente em terrenos de lava cristalizada produz-se vinho branco verdelho em curraletas de lava que fazem lembrar o Pico e servem, também aqui, para proteger as videiras e reter o calor. “Nos Açores não há bons vinhos tintos”, diz-nos convicto Luís, que se apresenta como “discípulo de Baco” mas é também o ilustre representante da família Brum que impulsionou este Museu do Vinho onde parámos. E porque hoje é domingo e se festeja o Espírito Santo, ainda há tempo para ver passar a procissão, com pagens, mordomos e convidados vestidos a rigor. Nas piscinas naturais, o cenário idílico só é perturbado pela falta de asseio de banhistas e visitantes que “esquecem” latas de cerveja nos locais mais inapropriados. Continuamos pela orla marítima até nova paragem, desta vez nas Lajes, onde vemos passar nova procissão e os jornalistas aproveitam a generosidade açoriana para regressar ao autocarro abastecidos com pães, tamanho família, e ideias para partilhar. A custo, levantamo-nos a seguir ao almoço, ainda mal digerido, para visitar a Praia da Vitória. Visitámos a casa onde nasceu Vitorino Nemésio, um local descaracterizado e a precisar de uma boa aposta a nível de conteúdos que mostrem aos visitantes um pouco da presença do escritor de “Mau Tempo no Canal”. Nas Varandas da Cidade, abarcamos a Praia da Vitória num só relance. Salta à vista, o areal bordejado pelo mar convidativo que, por hoje, fica novamente à distância. Nova pausa, num Museu que retrata as tradições carnavalescas da ilha, e mais tempo para o passeio até ao entardecer, altura de regresso à Praia da Vitória para jantar num clube naval, na companhia do presidente da autarquia, Humberto Monteiro. Ainda na terceira, é dia de nos despedirmos das ilhas, já com saudades dos 12 dias que aqui passámos. Pires Borges volta a guiar-nos com mestria (desta vez a pé) pelas ruas de Angra do Heroísmo, onde o património bem preservado quase faz esquecer o violento sismo que arrasou a cidade em 1980. “Que património fantástico”, “Que bonito”, “Que casa magnífica”, foram alguns dos comentários ouvidos entre o grupo. O restaurante Beira Mar, com uma vista privilegiada sobre a baía, acolhe-nos na última refeição que o grupo de jornalistas partilhou neste passeio (tirando a “magnífica” sandes no avião). E muito bem! A sopa do mar servida num “tacho” de pão foi de comer e chorar por mais. Deliciámo-nos ainda com o mero grelhado, o polvo grelhado com molho de escabeche e um saboroso pudim de feijão à sobremesa. O Forte de São João Baptista foi a derradeira paragem da nossa visita à Terceira. Fica-nos na memória, a frase dos que resistiram ao domínio filipino e que serve de divisa aos Açores: “Antes morrer livres que em paz sujeitos”. |
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| Alexandre R. de Almeida e Raquel Calçada do Rio |
Roteiro de Viagem da Aventura Açores

E fizemos um périplo por tudo o que era queijaria, para saborear o ex-libris da região, vulgarmente conhecido como “queijo da ilha”, mas que na verdade é de “São Jorge”. O verdelho e o vinho de cheiro continuaram sempre connosco.
Quinta-feira foi dia de Função, em Santa Rita, com sopas do Espírito Santo servidas a quem passava, na filosofia da partilha do pão, da carne e do vinho (… de cheiro), que inspira estas celebrações. Na freguesia que nos acolheu estava prevista a distribuição de 720 quilos de carne de vaca, 200 pães de quilo e meio, 300 litros de vinho e 50 quilos de tremoços. Estes são cozidos em lenha ao longo de várias horas e depois deitados ao mar, em sacas de serapilheira, onde ficam a salgar durante três marés.
O castiço João Brasil, de 73 anos, 11 dos quais passados na Califórnia, EUA “a tratar as vacas e a terra”, contou aos jornalistas algumas das peripécias da Função, muitas das quais acabam vertidas com malandrice nas quadras cantadas pelos “Bandoleiros” ou em “trocas de mimos” violentos entre os convivas, sempre com o vinho de cheiro a ajudar.