![]() | As aldeias, o xisto, as casas, os que lá vivem, os que lá passam: um Passeio de Jornalistas pela Beira Interior. «Da serra da Gardunha à Cova da Beira» foi o mote. |
Houve aldeias serranas para conhecer e pessoas para descobrir. Tudo aqui retratado nesta galeria de imagens. | |
Nas mesas cá dentro ou na esplanada... cruzam-se paisagens, rostos, artes, sabores e projectos de viagem pelos mares da lusofonia. Entre convites e vontades, a disponibilidade para sair por aí em busca de um sorriso, de um passeio, de uma aventura...
12 janeiro, 2009
Fundão: Na beira da Estrela... da Gardunha à Cova de Beira
29 janeiro, 2007
Aldeias do xisto
| Eduardo Miragaia conta a passagem pelo Fundão. Pode ver aqui a versão integral. Mas a consulta do texto da reportagem não dispensa a leitura da EPICUR... |
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| Diário de Bordo do PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO |
24 janeiro, 2007
Entre o céu e a pedra
18 dezembro, 2006
Fundão: terra de vinho, cultura e turismo
É o título da reportagem que Santos Mota assina no último número da revista "O Escanção". Claro que não esquece o esforço da fabricação artesanal dos doces e compotas em Alcongosta...Consultar aqui)09 dezembro, 2006
Outras escórias

A PIDE e a Guarda rondavam entre os verdes, espreitando as casas. Os verdianos foram-se embrora. Ficaram as greves de 60 e de 70. Ficaram as memórias que ninguém registou ainda numa placa para mostrar aos de hoje que a Panasqueira não é só paisagem surpreendente, que enche a alma: é lágrimas de gente, lágrimas que também escorreram até ao rio, arrastando consigo suor e misérias.Diário de Bordo do PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO
08 dezembro, 2006
Reencontro com Eugénio
– a tua sombra: aqui nasceste menino Fontinha, José de teu nome. E adolesceste. Antes de seguires outros rumos pelos afluentes do silêncio, as mãos recolhendo os frutos das lavouras que foste achando. Vivendo o tempo. Retecendo o tempo. Tu e a tua boina negra, galega. Tu e os teus cabelos brancos, desgrenhados, que encontrei à beira Douro, diante da Foz, onde os encontrei.Venho à Póvoa e reencontro-te. Tu ainda aqui estás. Sempre aqui estiveste, mesmo quando deixaste de ser menino, de ser José, de ser Fontinha, e te crismaste Eugénio e fingiste que entravas na “pátria dos Andrades”.
Chegando à Póvoa redescubro-te . E contigo recapitulo a lição:
“Diz homem, diz criança, diz estrela.
Repete as sílabas
onde a luz é feliz e se demora.Volta a dizer: homem, mulher, criança.
Onde a beleza é mais nova”.
Olho. Relembro as mãos. Relembro os frutos. Compreendo. E rezo-te:
“Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos”
09 novembro, 2006
A Propósito da "Vergonha do Património"
- Veja o comentário de João Dias
07 novembro, 2006
As aldeias, o xisto, as casas,
os que lá vivem, os que lá passam...
É de louvar em primeiro lugar o mérito do esforço da comunidade do Fundão, para reabilitar algumas Aldeias do seu concelho por forma a integrá-las num Roteiro de carácter patrimonial e de valorização do território construído portugês.
Merecem, por certo, juntamente com a qualidade indiscutível dos seus produtos e da genuína beleza dos seus lugares, destaque e visita.Mas genuína merecia ser também a reabilitação do seu património habitacional e a revitalização do suporte económico fundamental, que julgo ser ainda a produção agrícola.
Somos conquistados pela beleza doce do imaginário que sobre nós actua ao percorrermos estes lugares.As nossas muitas carências afectivas, provocadas pela vida urbana, encontram aqui uma pretensa salvação: este reencontro com a Mãe Natureza de que andamos apartados há muito... Mas, e há sempre um mas, não passam de sentimentos passageiros, rápidamente dissipados quando nos deparamos com a nossa incapacidade de renunciar a alguns vícios urbanos adquiridos há já algumas gerações.
Quem poderá dar vida real a estes lugares são os seus filhos aqueles que nela encontram raízes de identidade. É com esses que a verdadeira reabilitação terá sucesso e para esses se deverá criar riqueza - para que não partam e (os que já partiram) retornem, não só na velhice...!!! - e incentivos para um repovoamento com a prata da casa.
O turismo é sem duvida uma fonte de rendimento. Mas não deverá ser a única, porque tem um caracter sazonal e esporádico - funcionando muito por modas... e a sobrevivência das comunidades não pode depender delas.
Quando se fala de recuperação do património habitacional doméstico, o assunto torna-se mais complexo por interferir directamente com um mundo privado do indivíduo e com a sua estrutura social e familiar mais íntima.A casa, tal como as coisas, não existe por si, existe para servir o homens e é por este criada: um objectos inanimado que só ganha vida pela acção de quem a utiliza, a habita e diariamente lhe imprime alma e transformação.
Colocar nestas recuperações a pedra de Xisto (matéria prima utilizada no sistema construtivo cultural) à vista - quando outrora os seus construtores se empenharam em recobri-la com argamassas pintadas de branco, com um sentido estético de mais valia (só não o fazia aquele que, por menos posses, para isso não tinha capacidade econômica) - náo nos levará ao engano acerca da imagem do passado destas aldeias??? Será licito retirarmos os rebocos, as pinturas e os revestimentos das nossas casas de alvenaria de tijolo estruturadas pelos pórticos de betão?
Na realidade, não parece pretender-se repor a verdadeira imagem mas actuar de uma forma comercial , na tentativa de criação da uma marca facilmente reconhecível e identificadora de um produto que se quer vendável, Mas apenas com dois ou três quartos... não será esta uma actuação fora de escala?
Ora, parece-me de certa forma perverso este pretexto para retirar actuações genuínas dos seu moradores actuais, criticáveis por certo, mas sem dúvida verdadeiras e capazes de fazer reconhecer a realidade deste presente - que um dia será passado - que tem tanto direito de fazer parte da nossa história como o de qualquer outra geração.
Fotos: Antunes Amor (direitos reservados) Clique sobre elas para ampliar
- Leia a resposta do antropólogo Luís Filipe Maçarico
03 novembro, 2006
FUNDÃO:
Muito mais do que "Terra da Cereja"
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Gostou das fotos? Passeie outras cores de viagens na Escrita com Luz
02 novembro, 2006
Vinho e Turismo no Fundão (3)
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| construção entre os séculos VII e VIII, verdadeiro monumento ao vinho que se encontra muito bem preservado, tal como está a suceder no âmbito do projecto Aldeias Históricas de Portugal. | ||
impenderam no passado e as que prosseguem no presente) continue a agradar a pobres e a ricos que a ela tenham acesso. | ||
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01 novembro, 2006
Vinho e Turismo no Fundão (2)
| vantajosos, como resulta da qualidade dos vinhos que bebemos às refeições. | ||||
| com apreciável volume e persistência longa, a justificarem que o vinho do Fundão acompanhará, com as iguarias regionais bem confeccionadas, o engrandecimento turístico que se observa no concelho. | ||||
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31 outubro, 2006
"tirar o verdadeiro partido da vocação turística natural de que o Fundão dispõe"
Vinho e Turismo no Fundão (1)
| empresa municipal Fundão Turismo desenvolvem com invulgar dinamismo, designadamente através das iniciativas Aldeias do Xisto e Aldeias Históricas de Portugal. | ||||
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22 de Outubro, não só de natureza lúdica, paisagística, histórica e arquitectónica, mas também no âmbito da gastronomia e dos vinhos, sobretudo dos que a Adega Cooperativa do Fundão produz com muito empenho. | ||||
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30 outubro, 2006
País maravilha
A Sul de nenhum Norte...
Fotos: Antunes Amor
Diário de Bordo do PASSEIO DE JORNALISTAS NO FUNDÃO




































